Emma, de Jane Austen

11 de agosto de 2017

Oi pessoas,

Sim!!! Finalmente terminei de ler Emma. Esse livro que chegou de mansinho, que foi lido ao longo de quase 4 meses, mas que ganhou meu coração literário de uma forma que nem sei como descrever. Só posso dizer que chegou bem perto de Orgulho e Preconceito no quesito Amei o livro!

Emma Woodhouse, jovem, bonita, rica e pretensiosa, é a primeira protagonista da obra de Jane Austen cujo futuro não depende da conquista de um bom marido. Faz questão de deixar claro que será solteira para sempre. Só se preocupa em cuidar do pai e demonstrar habilidade como casamenteira, escolhendo parceiros ideais para suas amigas. Quando seu dom para decifrar as intenções íntimas dos outros se revela defeituoso, ela terá de reconsiderar a soberba com que sempre avaliou seus próprios méritos. Com Emma (1816), sua última obra publicada em vida, a inglesa Jane Austen (1775-1817) chegou ao ápice criativo. Neste que é o romance austeniano por excelência, temos a mais independente das heroínas da autora, além das qualidades magistrais que transformariam seus livros em grandes clássicos da literatura universal: a leveza perspicaz da comédia de costumes, a voz narrativa única, a engrenagem primorosa do enredo, a comicidade dos diálogos e a observação arguta sobre o espaço da mulher num mundo masculino.
Fonte: L&PM Editores

Quando comecei a leitura de Emma, publiquei uma foto do livro no Instagram e muitas pessoas me disseram que a história era sensacional, mas que Emma era uma personagem muito da chatinha. Tentei não me influenciar, mas confesso que fui um pouco envenenada e já fiquei com um pé meio atrás na história.

Narrado em terceira pessoa, o livro possui um cuidado com a narrativa. A leitura é fluída e o vocabulário possui um rebuscamento na escolha das palavras, mas temos que levar em consideração que é um livro escrito no início do século 19. No começo, a história segue um pouco arrastada, sem sabermos direito qual é trama e qual o objetivo daquele enredo. Algo característico nas obras da Austen. Dá uma canseira logo nas primeiras páginas e o tamanho do livro assusta um pouco. E para ser bem sincera, Austen podia ter dado uma cortada em algumas passagens, mas sei que havia o objetivo de fazer o leitor compreender melhor os personagens. Depois que a leitura engata, aí sim, a gente começa a amar a história e a conhecer (e entender) os personagens.

Falando dos personagens, esses são um caso a parte. Austen conseguiu escrever personagens com características bem definidas. Há um quê de caricatura neles: a mocinha doce, a vizinha falante, o pai rabugento, a mulher pedante, o marido insosso . Não há muitas discrições e são nos diálogos que conseguimos notar essas personalidades. Um exemplo para isso podemos ver na Srt. Bates que possuía diálogos muito longos e que não diziam nada (confesso, pulei algumas partes). A autora usou esse recurso de propósito para mostrar ao leitor como a personagem era muito falante e que não tinha muita coerência em seu discurso.

Em relação a Emma, é um pouco diferente. No início, ela é misto de sentimentos: ela é mimada, e me pareceu um tanto quanto enxerida, querendo se meter na vida alheia; ela é inteligente, porém arrogante. Se sente superior aos demais, principalmente pela posição que possui dentro da pequena cidade em que vive. Só que consegue ser dócil e carinho, principalmente com aproximação de Harriet e sua tutora Srta. Taylor/Sra. Weston. Só que depois do fracasso inicial em se tornar cupido, ela começa a ser mais sensata. Ao passar do tempo, sinto que Emma começa a amadurecer e ser mais precavida em suas observações. Tenho a sensação que peguei o livro com uma Emma, muito menina cheia de si, “se achando” a dona da verdade, e terminei vendo uma personagem amadurecida, humilde e pronta para a vida adulta.

O interessante desse livro, diferente dos outros 3 primeiros, é que a protagonista não passa por problemas financeiros de qualquer tipo. Fortuna, dote e renda não são temas muito presentes em Emma. Aqui, a questão envolve mais as relações sociais e o status que os casamentos podem promover. Podemos notar que há uma preocupação nos dotes artísticos que os personagens possuem, o comportamento em sociedade, os círculos sociais que participam (ou deixam de participar). O foco é no caráter dos personagens e se os enlaces promoveriam uma ascensão ou uma decadência no status quo das famílias. É um olhar e crítica para a sociedade em que a própria Austen vivia.

A edição escolhida para essa leitura foi a da L&PM Editores. Peguei a dica da tradução lá no blog da Jane Austen em Português do Brasil. Tem muita tradução chinfrim por aí, então vale pegar a dica da Raquel e ser feliz com sua leitura. Há uma adaptação cinematográfica com Gwyneth Paltrow no papel de Emma, no qual ainda não assisti.

Se você é do time que gosta de romance de época e que gostou dos outros livros da Jane Austen, pode pegar para ler esse livro que vai ser sucesso, vai por mim! Demora, mas vai

Emma
Autora: Jane Austen | Editora: L&PM Editores
Páginas: 544 | ISBN:9788525431264
Skoob | Goodreads

Para lerAmazon | Saraiva


Mil beijos e até mais!

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