Mas tem que ser mesmo pra sempre?, de Sophie Kinsella

17 de novembro de 2018

Mas tem que ser mesmo pra sempre?

De uma forma divertida, Sophie Kinsella nos mostra que as pessoas que mais conhecemos são aquelas que também mais podem nos surpreender. Juntos há dez anos, Sylvie e Dan compartilham todas as características de uma vida feliz: uma bela casa, bons empregos, duas filhas lindas, além de um relacionamento tão simbiótico que eles nem chegam a completar suas frases – um sempre termina a fala do outro.
No entanto, quando os dois vão ao médico um dia, ouvem que sua saúde é tão boa que provavelmente vão viver mais uns 68 anos juntos… e é aí que o pânico se instala. Eles nunca imaginaram que o “até que a morte nos separe” pudesse significar sete décadas de convivência. Em nome da sobrevivência do casamento, eles rapidamente bolam um plano para manter acesa a chama da paixão: de um jeito criativo e dinâmico, passam a fazer pequenas surpresas mútuas, a fim de que seus anos (extras) juntos nunca se tornem um tédio.
Porém, assim que o Projeto Surpresa é colocado em prática, contratempos acontecem e segredos vêm à tona, o que ameaça sua relação aparentemente inabalável. Quando um escândalo do passado é revelado e algumas importantes verdades não ditas são questionadas, os dois – que antes tinhas certeza de se conhecerem melhor do que ninguém – começam a se perguntar: Quem é essa pessoa de verdade?…”     .
Um livro espirituoso e emocionante que esmiúça os meandros do casamento e que demonstra como aqueles que amamos e achamos que conhecemos muito bem são os que mais podem nos surpreender.
Fonte da sinopse Editora Record

Em “Mas tem que ser esmo para sempre? ” temos Sylvie e Dan, um casal com C maiúsculo como a própria Sylvie se denomina. Eles são pais de um par de garotinhas gêmeas, que vivem de uma maneira razoavelmente confortável e bem feliz, num checkup de rotina eles recebem a notícia que eles têm uma vida bem longa pela frente (mais especificamente uns 68 anos), o que seria uma notícia maravilhosa para quase todas as pessoas, faz com que esses dois comecem a dar uma leve surtada com os anos que ainda tem um na companhia do outro; afinal quando você aceita o para sempre até que a morte nos separe ninguém tem noção do quanto pode durar essa  eternidade, ai a pergunta que fica é como não deixar a convivência cair numa rotina e estragar tudo?

Nós dividimos nossa vida em décadas. Em cada década fazemos algo diferente e legal. Conquistamos coisas. Nos superamos. Tipo, que tal se, por uma década inteira, a gente só se falasse em italiano?
— O quê?

Sylvie tem a ideia de fazer um projeto para não cair na rotina, esse projeto envolve surpresas onde um deve surpreender o outro para evitar o tédio nos longos anos que eles têm pela frente. Essa ideia de projeto dá o nome original do livro que é “Surprise me”, o projeto no início traz boas surpresas que garantem boas risadas como já é de se esperar em livros da Sophie Kinsella, porém nem tudo são flores já parou para pensar que talvez você não conheça a pessoa com quem você está casado?

Dan e eu temos gostos parecidos em muitas coisas, na verdade — filmes, shows de comédia stand-up, caminhadas —, embora também tenhamos diferenças saudáveis. Você jamais vai me ver subindo numa bicicleta para me exercitar, por exemplo. E nunca vai ver Dan fazendo compras de Natal.

Um chick-lit de um casal que está em um casamento estável a alguns anos é uma premissa que eu nunca tinha lido nesse gênero, geralmente temos histórias de garotas solteiras a procura do grande amor, então aqui prepare se para conhecer uma relação já estabelecida e isso foi uma surpresa bem interessante.

— Divertido? — Tilda parece espantada. — Surpresas não são divertidas.
— São sim! — Não posso deixar de rir da expressão no rosto dela.
— Eu entendo “manter seu casamento animado”. Isso eu entendo. Mas surpresas, não. — Ela sacode a cabeça enfaticamente. — Surpresas têm o péssimo hábito de dar errado.
— Não têm não! — replico, me sentindo incomodada. — Todo mundo adora surpresas.
— A vida já nos presenteia com uma quantidade suficiente de imprevistos. Para que buscar mais? Isso não vai acabar bem — ela acrescenta sombriamente, e eu experimento uma leve irritação.

Essas surpresas que eles planejam um para o outro começam a despertar em Sylvie a desconfiança de que Dan tem um segredo escondido e é aí que o livro sofre uma mudança e se torna mais dramático.

Como desgraça pouca é bobagem rs, o emprego que Sylvie tanto ama corre um certo risco. Seu pai que faleceu em um acidente faz muita falta, tudo ao passo que Dan não liga nem um pouco para as memórias do sogro e ainda tem espaço para uma ex namorada de Dan entrar em cena. Todo esse caos nos garante um livro fofo, engraçado e com espaço para algumas reflexões.

 […] o luto é algo demorado, confuso e terrível… mas não é uma doença. E você enfrenta como pode. Não existe uma forma “certa” para isso.

Os personagens secundários como já são de costume nos livros da Sophie são muito bem desenvolvidos, desde os vizinhos, passando pela melhor amiga até a fútil da mãe da Sylvie e as lembrança do pai que faleceu constroem o pano de fundo que levam Sylvie até a transformação final.

Se amar é fácil, então você não está amando direito.

Se você procura uma leitura leve e apenas para se entreter, Mas tem que ser mesmo pra sempre? é um livro que entrega isso, talvez tenham muitos pequenos mal-entendidos durante os capítulos o que me fez revirar os olhos em alguns momentos, mas isso nem de longe estraga a experiência de leitura.

Mas tem que ser mesmo para sempre?
Autora
: Sophie Kinsella | Editora: Record
Páginas:  378 | ISBN: 9788501113535
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2PTkR75

Ósculos e Amplexos, Karina.

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1 comentário no blog
comentários pelo Facebook

  • Reply Patty 17 de novembro de 2018 at 20:55

    Adoro leituras levinhas e descompromissadas assim, de vez em quando! HEHEHEHE vou procurar esse livro depois.
    Não conhecia seu blog e o encontrei totalmente por acaso 😀

    Beijos,

    Patty.

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