Não gosto de montanha-russa

27 de agosto de 2016
montanha-russa

Dia que experimentei uma montanha-russa e não gostei

Sim, você não leu errado o título desse post. Eu não gosto de montanhas-russas.

Depois de muitos anos me fazendo de descolada, cult, radical, que curte uma aventura e adrenalina, decidi falar que: não, não curto montanhas-russas.

Descobri que gosto mesmo é de ficar encolhidinha, na minha cama quietinha, quentinha, sem precisar sentir o meu corpo chacolhando e sem a sensação que meu cérebro descolou da medula espinhal.

Claro que esses sentimentos (a noção disso) só apareceram depois de muitos anos, quando finalmente pude ir em uma. Fui a única adolescente da época (se achando a diferentona. Sei que muitos também não foram, mas me deixem!) que não visitei o Terra Encantada e assim não tive o privilégio de saber a sensação de uma montanha-russa de verdade.

A experiência foi quando fui ao Hopi Hari e o primeiro brinquedo foi a montanha-russa (de madeira, para piorar!) e me vi em uma das piores experiências aventurescas da vida.

Sério! Aquele brinquedo estragou o resto do passeio. Claro que não falei aquilo na hora, não queria estragar o dia das pessoas que me acompanhavam. Continuei a visita pelo parque, mas sei que não pude aproveitar nenhuma outra atração como deveria (além do calor que também atrapalhava toda a experiência).

Só sei que depois desse dia nunca mais quis ir me aventurar em mais uma (e também porque nãorolou a oportunidade).

” – Mas Karin, o que você vai curtir quando for a Orlando ou a lugares com muitos parques?

Provavelmente uma montanha-russa. Porque a vida foi feita para superar medos, minha gente! E to aqui nesse mundo para superá-los ou ter a total certeza que não fui feita para a coisa.

Mas se nos aprofundarmos mais nessa questão da montanha-russa isso irá revelar muito mais da minha personalidade do que imagino. Sou uma pessoa que acho máximo a adrenalina, mas tenho medo dela. Saltar de paraquedas? Uhuuu! Com tanto que não seja eu!

Talvez seja por isso que muita coisa em minha vida que precisa de uma pouco mais de ação, agilidade e muito frio na barriga eu não consiga embarcar. A zona de conforto ainda é o meu porto seguro e sair dela é necessário muita montanha-russa que acho que não sou capaz de suportar. Ou, fazendo uma analogia, achar que a experiência Hopi Hari é aquilo que sempre terei em se tratando de mudanças: muita adrenalina, muita aventura e no final, nenhum divertimento e muita dor de cabeça.

Tenho medo das montanhas-russas porque tenho medo de falhar ou de não dar certo. E não sei lidar muito com a frustração que está sempre me fazendo rumar para a zona de conforto, onde sei que é seguro e os erros e obstáculos não costumam aparecer.

A zona de conforto, minha gente, ela te domina, igual o simbionte alienígena domina o Peter Parker. E às vezes fica difícil se livrar das garras dela. E os planos, sonhos e desejos são postergados cada vez mais. E vivo nesse mundo de estagnação que está mais para um roda gigante: você sabe exatamente quando sobe ou quando desce, sem surpresas

Muita gente diz para não ter medo, que a montanha-russa faz parte da mudança. Mas será que não há um caminho alternativo? Até tem, mas é ilegal e imoral e dessa forma não tenho muito interesse, não. Também sei que não posso tirar de uma vivência, todas as outras que terei. Talvez em um próximo passeio, em uma montanha-russa diferente, em um parque diferente, a experiência será tão prazerosa e animadora que não lembrarei da primeira e vou querer repetir a dose milhões de vezes.

Talvez eu esteja precisando de uma montanha-russa.


Mil beijos e até mais!

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4 comentários no blog
comentários pelo Facebook

  • Reply Camila Faria 3 de setembro de 2016 at 13:36

    Olha Karin, eu também não sou SUUUUPER fã de montanha russa não. Tenho um certo medinho de altura, mas acabo não conseguindo resistir e vou… Hahaha! Acho que tenho um espírito aventureiro, só pode ser.

    • Reply Karin Paredes 9 de setembro de 2016 at 06:45

      É bom esse espírito aventureiro de vez em quando.
      Estou precisando praticar mais, só isso, hahaahah
      Mil beijos

  • Reply Monique Larentis 5 de setembro de 2016 at 11:52

    Olá Karin,
    Aqui é a monique, nos conhecemos no encontro de blogueiros, sou a menina do marcador da varinha de condão 😉
    Amei seu blog, tão lindo quanto o seu marcador também parabéns.
    Acho que superar os medos é o primeiro passo para realizarmos grandes sonhos, e acho que medos são naturais, pois superá-los é fantástico, só não devemos desistir.

    • Reply Karin Paredes 9 de setembro de 2016 at 06:43

      Olá Monique,
      Obrigada pelo carinho e pelos elogios ao blog.

      Acho que os medos fazem parte do nosso ser, são não podemos deixar que eles nos dominem. Aí deixamos de ser!
      Mil beijos

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