A chama dentro de nós, de Brittany C. Cherry

27 de julho de 2018

Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles?
Fonte da Sinopse Editora Record

 Decidi ler “A chama dentro de nós” logo depois de terminar o primeiro livro da série elementos [esse é o livro 2], todas as resenhas que eu lia a galera estava falando que dentre todos esse era o livro mais fraco, com 50 páginas lidas eu já discordava, “A chama dentro de nós” é tão bom quanto “O ar que ele respira”.

A chama dentro de nós

Logan e Alyssa vivem em mundos completamente diferentes,  Alyssa vive em uma casa confortável apesar de ter uma mãe fria e controladora a família da garota tem uma situação financeira tranquila, enquanto Logan é filho de um traficante que mora com a mãe que é viciada em drogas; Kellan (meio irmão de Logan) namora Erika (irmã de Alyssa).

Logan ao observar o namoro/vida do meu irmão que é completamente diferente da dele (porque eles tem pais diferentes), se enxerga menos digno que o resto das pessoas  ao redor e apesar de gostar muito de Alyssa se julga completamente incapaz de fazer Alyssa feliz; mesmo tendo uma atração muito forte pela amiga faz questão de sempre se afastar quando as coisas ficam mais profundas.

Descobri que um lar não é um lugar específico, mas a sensação que temos quando estamos com as pessoas que são importantes para nós, um sentimento de paz que apaga os incêndios da alma.

Antes de cair no clichê de amigos que se apaixonam Brittany constrói personagens moldados pela alienação parental, Logan não tem modelo nenhum a seguir, e apesar da Alyssa ter uma mãe que prove o básico a relação mãe e filha é quase abusiva psicologicamente, o pai de Alyssa apesar de ser amoroso trocou as filhas pela música e vive ausente.

[…]Nos últimos anos, eu e Alyssa nos tornamos melhores amigos, apesar de sermos o extremo oposto um do outro.[…]Ela ia a igreja, enquanto eu fumava maconha na esquina. Ela acreditava em Deus, enquanto eu enfrentava meus próprios demônios. Ela tinha um futuro, enquanto eu, de alguma forma, parecia preso no passado.Mas tínhamos, sim, algumas coisas em comum, e, de um modo estranho, elas davam sentido à nossa amizade. A mãe dela apenas a tolerava; a minha me odiava. O pai dela era um idiota; o meu era santanás em pessoa.
Quando percebemos as pequenas coisas que tínhamos em comum, passamos mais tempo juntos, e nossa amizade se fortaleceu ainda mais. Ela era a minha melhor amiga, o ponto alto dos meus dias de merda.

Alyssa vê além da casca que Logan mostra por mundo e sempre que tem um problema com as cobranças da mãe e ausência do pai é no colo de Logan que ela acaba encontrando consolo, o envolvimento ultrapassa a linha da amizade porém acontece um fato que causa o afastamento deles (o que faz com que o livro seja dividido em duas partes).

Beijei minha melhor amiga, e ela me beijou. Alyssa me beijou como se realmente quisesse aquilo, e eu a beijei como se ela fosse tudo o que eu tinha no mundo. E ela era. Ela era o meu mundo.

O que eu mais gosto nessa história é que não há romantização do abuso de substancias químicas, aqui o amor não salva, é deixado muito claro que apesar do apoio que as pessoas que amam os dependentes oferecem, chega uma hora que é necessária ajuda médica.

Amamos a dor, as cicatrizes, a chama que havia dentro de nós e que nunca poderia ser extinta

Depois de chegar ao fundo do poço e ser colocado contra parede pelo irmão Logan acaba passando anos longe de Alyssa, apesar de nunca a ter esquecido cada dia na vida dele continua sendo uma batalha, a história é muito mais centrada no que o Logan viveu e aprendeu do que como Alyssa lidou com o que a atingiu por conta da relação com o Logan, mas mesmo sem muito enfoque em como Alyssa passou todos esses anos é muito real o quanto ainda um está ligado ao outro quando uma trama paralela os “reúne” novamente.

Esse sem dúvida é mais um dos pontos fortes do livro, Kellan o irmão de Logan é um personagem secundário MARAVILHOSO e toda a vida dele serve de costura para a história, esse é um livro sobre amadurecimento, superação, amor, amizade e família o quanto família é importante.

Alyssa, meu lindo amor, salvou minha vida. Ela tinha me dado uma razão para viver, e era uma honra ser amado por ela. Prometi a ela, do fundo do meu coração, que nunca esqueceria o fato de ela ter me dado tudo de si quando eu não tinha mais nada para dar em troca. Alyssa me disse que meu passado não define quem eu sou e que com certeza terei um futuro surpreendente. Ela era o fogo que me mantinha aquecido durante a noite.

Como o livro é um stand alone pode ser lido antes ou depois de qualquer outro que compõe a série, espero que vocês se sintam tão tocados quanto eu durante a leitura, deixem a chama queimar em vocês também. Até a próxima.

 A chama dentro de nós
Autora
: Brittainy C Cherry | Editora: Record
Páginas:  322 | ISBN:
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2JgeXsm

Ósculos e Amplexos, Karina.

O ar que ele respira, de Brittany C. Cherry

20 de julho de 2018

O novo romance da autora de Sr. Daniels Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.
Fonte da SinopseEditora Record

Dizem que depois da tempestade vem a calmaria, mas Tristan e Elizabeth já estão a tanto tempo preso em suas tempestades que é difícil acreditar que a calmaria um dia chega, o plot desse livro gira em torno de 2 pessoas quebradas, uma que tenta se recompor como dá e outra que tem deixados os dias passarem esperando que o dias acabem.

O ar que ele respira

Lizzie (Elizabeth) perdeu o marido num acidente de carro e viu seu mundo desmoronar rapidamente, sua filha Emma é a única razão que a faz seguir em frente, depois de 1 ano na casa da mãe decide que é hora de voltar para a antiga cidade natal; é nessa volta que ela cruza o caminho de Tristan .

As vezes, a pior parte de existir sem a pessoa que amamos é ter que se lembrar de respirar.

Tristan é rude, calado e o cara de que  todos falam na cidade. Como a narração é dividida entre o ponto de vista de Tristan e Lizzie logo entendemos o porquê das ações nada cordiais dele para com todos que atravessam seu caminho, mesmo deferindo grosserias aleatórias é fácil se colocar no lugar dele e entender porque da decisão de se fechar para o mundo.

O ar que ele respira

Depois de um primeiro contato muito tenso a reação de defesa é se afastar, porém inúmeras situações acabam sempre os aproximando, quando um enxerga que a dor do outro é similar a própria dor o instinto de se afastar já não existe mais, Emma ajuda muito nessa interação entre eles, porque quem é que resiste a uma menininha de 5 anos?

A voz de Tristan estava trêmula, assim como seu corpo. Ele não se dirigia a mim. Nós dois estávamos em mundos separados, feitos de nossas pequenas recordações, e, ainda assim, conseguíamos sentir a dor um do outro. A solidão reconhecia a solidão. E hoje, pela primeira vez, consegui enxergar o homem por trás da barba.

De estranhos que se odiaram num primeiro instante, os dois passam a serem amigos que enfrentam suas memórias doloridas, colocar os caquinhos que sobram quando algo trágico acontece  nem sempre é fácil, mas o enredo te leva a crer que é possível encontrar a calmaria depois do furacão.

 – Mostre pra mim o que você tenta esconder. Mostre onde dói mais. Quero ver sua alma.

No meio da história desses dois ainda tem espaço para umas reviravoltas que os aproximam ainda mais; mesmo que eu esteja acostumadas com as “ receitinhas” dos new adults não vi chegar esse fato chegando e fui surpreendida. Com uma escrita que flui fácil ainda há espaço para personagens que são leitores ávidos (o que dá um calorzinho no coração) e personagens secundários que também despertam nosso ódio e nosso amor.

Sabe aquele lugar entre os sonhos e os pesadelos? Aquele lugar onde o amanhã não chega e o passado não dói mais? O lugar onde seu coração bate em sintonia com o meu? Aquele lugar onde o tempo não existe e é mais fácil para de respirar? Quero viver nesse lugar lá com você.

Acompanhar os acertos e os erros de cada um, tornam esses personagens mais humanos e é fácil ganhar nosso coração e torcida, se você procura um livro sobre, perda, amadurecimento e descoberta sem dúvida essa pode ser uma ótima opção. O livro “ O ar que ele respira” é o primeiro livro da série Elementos, começar uma serie com um primeiro livro tão bom deixa uma grande responsabilidade para o próximos e se você não gosta de acompanhar séries não tem problema as histórias são completamente independentes.

O ar que ele respira
Autora
: Brittainy C. Cherry | Editora: Record
Páginas: 306 | ISBN: 13: 9788501075666
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2zr9mzK

Ósculos e Amplexos, Karina.

Os imortalistas, de Chloe Benjamin

19 de julho de 2018

Os imortalistas

Oi pessoas!

Hoje tem resenha por aqui e o livro da vez é Os imortalistas, da Chloe Benjamin, publicado pela Harper Collins Brasil. Eu já estava bem curiosa com o livro desde que eu havia o visto em minhas andanças pelo Goodreads, e fiquei bem contente em saber que podia ter a oportunidade de solicitá-lo através da parceria que o blog tem com a editora.

Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares
Fonte da Sinopse: Harper Collins Brasil

Eu comecei a ler o livro sem saber a sinopse direito [#soudessas]. A única coisa que sabia era que os irmãos Gold, após visitarem uma vidente, descobriram a data que eles iriam morrer. O livro foi dividido em partes. A primeira era o prólogo, o momento que os irmãos descobrem quando iriam morrer e as outras partes, em ordem cronológica, mostram a vida de cada irmão até a data da sua morte (ou não!).

Para começar, Os imortalistas é o meu tipo de história: uma trama familiar. Eu gosto desses tipos de livros porque o foco é nos personagens e nas suas relações entre si. Eu gosto porque é como se eu tivesse vendo a história de uma pessoa (ou de pessoas), como se ela fosse real, como se eu tivesse lendo uma biografia. E como vocês sabem eu amo biografias.

O que mais gostei da história (além de se o meu tipo de história) é a forma como a autora retrata os seus personagens. A gente os conhece de forma profunda e como cada um possui características tão peculiares que moldam toda a sua personalidade e suas vidas. Os imortalistas é um livro sobre família e os costumes e ideias que cada núcleo familiar possui e como esses comportamentos moldam a maneira como as pessoas veem o mundo e veem a si mesmas.

Homossexualidade, religião, fé, saúde mental e ciência são alguns dos temas abordados ao longo de toda a narrativa, porém de forma inteligente sem ser pedante ou querer ensinar. É claro que a morte é algo presente ao longo de todo o livro e reflexões das mais diferentes formas sobre ela (e sobre a vida também) serão abordadas pelos irmãos e outros personagens do livro.

Os imortalistas tem um projeto editorial muito bonito: capa dura, papel amarelinho de boa qualidade e agradável para a leitura. A diagramação está bem bacana e o projeto da capa é muito linda com essa árvore em um fundo preto e as folhas bem outonais. A capa com certeza foi o que me atraiu nesse livro desde sempre. Amor à primeira vista. O único ponto que fiquei meio intrigada foi na tradução/localização. Houve um termo que havia sido traduzido para o português por uma expressão que hoje em dia é muito utilizada, mas acredito que na década de 1980 não era muito conhecida. Sei que houve a ideia de aproximação do fato com o leitor, mas acho que os personagens não teriam usado o tempo em um dialogo naquele época. Posso estar enganada? Posso, mas fiquei incomodada com a escolha da expressão.

Vou confessar que eu esperava mais sobre a história. Ela é envolvente, com uma narrativa atraente e que prende a leitura. A gente quer saber o que vai acontecer. Mas o desfecho não me agradou tanto. Esperava algo mais impactante, que deixasse o leitor incomodado ou algo parecido. A trama ocorreu de forma tão interessante para deixar a gente com um clímax tão sem graça. Mas acho que a intenção da autora era outro. O foco desse livro são os personagens. Fato! A gente se envolve com eles  e suas histórias e acho que é exatamente esse o grande barato desse livro.

Apesar da minha experiência de leitura não ter sido 100% (talvez uns 90%, hehehe), eu recomendo o livro por todo o seu conjunto. É uma leitura agradável, intrigante. Uma história cheia de simbolismos e personagens cativantes.

Os imortalistas
Autor: 
Chloe Benjamin | Editora: Harper Collins Brasil
Páginas: 320 | ISBN: 9788595082779
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2uA2YkT


Mil beijos e até mais!

Um planeta em seu giro veloz, de Madeleine L’Engle

16 de julho de 2018

Um planeta em seu giro veloz

Oi pessoas,

Finalmente consegui colocar essa série em dia e li todos os livros da saga Uma dobra no tempo já publicados por aqui pela HarperCollins Brasil.

Para quem ainda não conhece Uma dobra no tempo é uma série infantojuvenil escrita por Madeleine L’Engle e publicada entre os anos 1960 e 1980 nos Estados Unidos. A série é um clássico para o público jovem e irá misturar fantasia com ficção científica. A Disney produziu uma adaptação cinematográfica que foi lançada em 2018.

A resenha de hoje é sobre o terceiro livro, mas eu não conseguiria falar desse livro sem antes contar um pouco sobre a minha experiência com a leituras dos dois primeiros livros Por isso vou dar um breve resumo de como foi a leitura (sem spoilers) de Uma dobra no tempo e de Um vento à porta para vocês não ficarem perdidos com a história

Uma dobra no tempo

O primeiro livro que também vai dar nome a saga foi escrito em 1962 e ganhou o importante prêmio literário Newbery, que premia autores de literatura infanto-juvenil.

O livro vai contar a história dos irmãos Murry, Meg e Charles Wallace, que querem saber o paradeiro do pai e ajudá-lo a voltar para casa. Com a companhia do amigo Calvin, os irmãos embarcam em uma jornada pelo tempo e espaço para não só resgata o pai, mas também salvar o mundo.

O livro possui uma narrativa leve, de linguagem agradável e um tempo de história muito boa. Não há enrolação e a ambientação acontece conforme os fatos vão se desenrolando. A gente vai conhecendo os personagens através dos diálogos e das ações. L’Engle é didática e vai ensinando os conceitos científicos apresentados ao longo da história. É incrível como a autora conseguiu casar tão bem a fantasia com a ciência. Apesar disso, é possível ver a influência religiosa no texto e encontrar e algumas tentativas da autora de dar lições de moral aos personagens e consequentemente aos leitores.

Uma dobra no tempo
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Um vento a porta

Uma nova aventura surge e a possibilidade do fim do mundo é clara, caso a família Murry não impeça que o pior aconteça. A estrela dessa história é o menino Charlie Wallace e dessa vez fica evidente o quanto ele é especial e a sua importancia para o equilíbrio do mundo.

L’Engle mantém as mesmas características de escrita nesse segundo volume da saga. Porém a gente nota a inserção de novos elementos de fantasia e personagens que foram apenas mencionados no primeiro livro, são agora peças importante para o desenrolar da história.

Confesso que teve momentos que fiquei com muita raiva da teimosia da Meg. Tinha vontade de socar a menina por ser tão turrona e descrente nela mesma durante a leitura. Ainda bem que a jornada é um aprendizado e ela se dá conta que é capaz de muito mais do que imagina

Um vento a porta
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Para ler: https://amzn.to/2NT1VEQ

Um planeta em seu giro veloz

Anos se passaram na família Murry. Meg e Calvin estão casados e a espera de um livro, mas isso não impede de se aventurarem em uma nova jornada pela fantasia e pela história para poder salvar o mundo.

Para impedir que o pais se envolva em uma nova guerra que poderá destruir o mundo, a família Murry irá se ver envolvida em uma jornada pela história e pelo passado da criação da região em que vivem. Charles Wallace, agora com 15 anos, será peça fundamental para que o mundo possa ser salvo. Em uma viagem ao tempo ele irá tentar mudar o passado para que o futuro não seja tão destrutivo e aterrorizante.

Novos personagens aparecem, como a mãe de Calvin, a senhora O’Keefe e os gêmeos Murry ganham um certo destaque e principalmente importancia para o desenrolar da história. oque senti com esse livro é que a autora está preparando os leitores para dar adeus a alguns personagens e introduzir outros que irão “tocar o barco” em próximas possíveis aventuras.

Eu li o terceiro até que rápido. Dos 3 livros, por enquanto, esse foi o que menos gostei. Acho que o foco na família Murry se perdeu ao contar sobre essa nova aventura. Fiquei meio perdida no espaço-tempo com os flashbacks e com as mini-histórias existentes sobre os antigos colonizadores da região. Acho que a autora pecou um pouco nisso. Senti que a história finalizou e deixou algumas pontas soltas e não entendi muito bem porque os personagens estavam envolvidos em tudo aquilo. No geral, o livro mantém as características literárias e de escrita dos volumes anteriores. Mas acho que esse livro podia ter tido uma trama melhor.

Apesar disso, a autora mantém o clima da saga, misturando ciência com fantasia e dessa vez um novo elemento: história. Acho que essa relação deu muito certo e é a marca característica da autora. Principalmente se a gente levar em consideração a diferença dos anos em que o primeiro e terceiro livro foram escrito: 16 anos. Ela amadureceu como autora e nada mais justo que essa escrita também tenha amadurecido.

Um planeta em seu giro veloz
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2uCCWN7

O que vejo de interessante na escrita da L’Engle é o quanto os fatos da época tinham influencia na criação das suas histórias. Dá para perceber na trama principal o quanto os acontecimentos do mundo na época em que os livros foram escritos influenciaram a criação de suas histórias. O engraçado disso é que mesmo sendo algo tão pontual para a época, as histórias se mantem tão atuais mesmo tantos anos após a primeira publicação.

Nos 3 livros ela mantém os elementos da fantasia e ficção. É como se ela sempre nos dissesse que para vivermos a nossa realidade é preciso um pouco de magia e de ciência, pois esse é o equilíbrio da vida. Acho que com essa fórmula ela consegue passar a mensagem que gostaria. A moral que tem por trás de cada aventura.

O bacana da série Uma dobra no tempo é o que os livros apesar de serem parte de uma saga e terem uma lógica cronológica, eles podem ser lidos separadamente, como uma história independente. É uma aventura diferente a cada livro. Além disso, o trabalho editorial da HarperCollins está muito bacana e só por isso já vale a leitura. Confesso que fico admirando as lombadas quando as vejo na prateleira da estante aqui de casa.

O quarto livro da saga já está a caminho e tem previsão de publicação para agosto de 2018. Já estou curiosa para conhecer a nova aventura da família Murry. O livro já está em pré-venda nesse link: https://amzn.to/2uq2wWb

Uma dobra no tempo é uma saga que super recomendo para todos os públicos é uma ótima indicação para quem está atrás de um presente para leitores infanto-juvenis. Quero saber se vocês conheciam a série, se já leram algum livro ou assistiram ao filme ou se interessam em ler algum dos 3 livros apresentados.


Mil beijos e até mais!