Para educar crianças feministas, Chimamanda Ngozi Adichie

9 de junho de 2017

Para educar crianças feministas

Se alguém me perguntasse que livro você indicaria para salvar a humanidade, eu diria: Para educar crianças feministas, Chimamanda Ngozi Adichie. Com total certeza, de olhos fechados e a mão no fogo.

Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.
Fonte: Companhia das Letras

Para educar crianças feministas é um manifesto que se originou depois que uma amiga da Adichie a questionou perguntando como ela poderia criar um filho dentro de preceitos da igualdade de gênero. O livro conta com 15 sugestões de como educar uma criança dentro desses preceitos.

A proposta dele é ser bem parecido com outro livro da mesma autora, o Sejamos todos feministas: a intenção não é jogar um monte de regra ou falar “faça isso, faça aquilo“, e sim mostrar aos leitores que, com ações simples, pequenos conselhos, podemos criar crianças para uma sociedade mais justa e mais igualitária no que se refere a gênero, sim.

A leitura é super rápida, simples e objetiva. A autora faz a sugestão, mostra o porquê e dá exemplos concretos de como colocar em prática aquilo que se propõe. Não há explicações filosóficas ou sociológicas para aquilo. Ela parte da experiência e observação do seu cotidiano e conta o que os pais podem fazer para diminuir (ou até mesmo extinguir) as desigualdades existentes na criação de meninos e meninas. A única coisa que não curti muito foi o fato de todo texto está voltado para a criação de meninas. Acho que ele teria mais força se houvesse na fala da autora algo direcionado para a criação de ambos os gêneros. Sei que esse livro foi feito a partir de uma carta escrita para uma pessoa que acabou de ter uma menina e por isso todo o texto é direcionado nesse sentido. É um mero detalhe que não muda o objetivo do livro.

Enquanto lia o manifesto e as sugestões ali propostas, comecei a refletir como a sociedade ensina crianças desde cedo a enfatizar as diferenças entre os gêneros que, na maioria das vezes, não existem. Sério, às vezes, dava até uma revoltinha durante a leitura, porque você passa a perceber como pequenos gestos que praticamos na criação das crianças causam um grande abismo entre homens e mulheres.

Refleti sobre mim, sobre minha criação doutrinada pelo senso comum recheado de “isso é de menina, aquilo é de menino” ou “isso é para meninos / meninas” e pensei o quanto poderia ser diferente se essas coisas não tivessem sido partes da minha formação. Eu provavelmente seria uma outra pessoa, uma pessoa diferente até na forma de agir, de pensar de falar em diversas situações da vida e nas relações sociais. Não estou culpando meus pais por essa criação. Eles fizeram o melhor para mim com aquilo que eles tinham e sabiam. E se analisarmos também eles foram vítimas dessa cultura que ensina crianças a serem desiguais em relação ao gênero. Com total certeza, se fosse hoje, muita coisa seria diferente quase eles fossem pais de mais uma criança.

Recomendo todo mundo ler esse livro. É sério! Pais, avós, tios, familiares, gente que quer ter filho, gente que não quer ter filho.

Deve ser livro de cabeceira. Deve ser presente de chá de bebê. Deve ser um tratado de paz para a humanidade.

Para educar crianças feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie | Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96 | ISBN:9788535928518
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Para ler: Amazon | Saraiva

50 perguntas #19 | Mudando de cidade

21 de maio de 2017

50 perguntas #19

50 perguntas #19 – Se você tivesse que mudar para um estado ou país, além deste que está vivendo atualmente, para onde é que você se mudaria e por quê?

Se tem uma coisa que gosto de fazer nessa vida é conhecer lugares. Pode ser uma cidade no interior pertinho de onde moro ou uma cidade famosa como Londres. Gosto de cidades, gosto de conhecer lugares. Acho que sou uma pessoa um tanto quanto cosmopolita.

Mas se eu tivesse que me mudar para uma cidade, por motivo qualquer, eu me mudaria para Nova Iorque.

Não sei, talvez eu tenha sido muito influenciada pela cultura norte-americana que tanto consumo em filmes, música, livros e séries de tv, mas eu tenho uma fascinação por essa cidade. Sonho de conhecê-la, de visitar e quem sabe um dia realmente morar, nem que seja por uma pequena temporada.

Eu me mudaria facilmente para Nova Iorque. Eu não sei muito bem como explicar o sentimento que tenho quando penso nesta cidade. Poder viver, experimentar, sentir tudo que ela pode me oferecer seria sensacional. Conhecer ao vivo os lugares que só vejo pela tv, vivenciar toda a sua cultura, diversidade, explorar os seus cantinhos como uma local seria uma experiência que nenhum sentimento conseguiria expressar.

Sei que não seria fácil viver pelas mais diversas razões, principalmente a questão do clima, já que não curto frio. Mas suportaria tudo isso só em ter a chance e a oportunidade de poder viver lá.

Sei que uma viagem para Nova Iorque é algo que com um bom planejamento eu posso fazer. Talvez morar ainda possa ser mais complicado, mas não impossível. Quem sabe me organizando direitinho eu não consiga realizar esse sonho. Sonhos existem para ser realizados, né?

E você? Se tivesse que se mudar, qual cidade, país você escolheria? Deixe sua resposta nos comentários


Mil beijos e até mais!

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Our Shared Shelf: o clube do livro da Emma Watson

19 de maio de 2017

Our Shared Shelf

Eu não tenho o que inventar. Já estou fazendo tantos projetos de leitura, tantos desafios literários, então decidi começar mais um. Porque né, livros e ler nunca é demais.

Muita gente que gosta de livros e cultura pop sabe quem é Emma Watson, a atriz que interpretou a Hermione nos filmes da saga Harry Potter e também a Bela no life-action A Bela e a Fera. O que muita gente não sabe é que a atriz é embaixadora da ONU Mulheres e trabalha em uma campanha da instituição: o #HeForShe.

Com essa trabalho da ONU, Watson se viu lendo muitos livros que ajudasse a entender as questões de gênero e o seu papel na campanha #HeForShe. Devido a isso decidiu criar um clube do livro de caráter feminista para compartilhar os livros que anda lendo.

Criado no início de 2016, o Our Shared Shelf (Nossa Prateleira Compartilhada, em tradução livre) é um clube do livro criado no Goodreads e conta com mais de 180 mil membros em todo o mundo.

O clube do livro é inglês e muitos das obras já escolhidas não possuem ainda tradução para o português e por isso talvez seja complicado participar do clube. Mesmo assim dá para pegar as indicações literárias, principalmente por conta da variedade de assuntos que as obras retratam.

Our Shared Shelf

Livros de Our Shared Shelf

Janeiro/2016 | My Life on the Road – Gloria Steinem

Fevereiro/2016 | A cor púrpura – Alice Walker

Março/2016 | All About Love: New Visions – Bell Hooks

Abril/2016 | Como ser mulher – Caitlin Moran

Maio/2016 | The Argonauts – Maggie Nelson

Junho/2016 | Persépolis – Marjane Satrapi (Resenha)

Jul-Ago/2016 | Hunger Makes Me a Modern Girl – Carrie Brownstein

Set-Out/2016 | Metade Do Ceu: transformando a opressão em oportunidades para as mulheres de todo o mundo – Nicholas D. Kristof Sheryl WuDunn

Nov-Dez/2016 | Mom & Me & Mom – Maya Angelou

Jan-Fev/2017 | Os Monólogos da Vagina – Eve Ensler

Mar-Abr/2017 | Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés

Maio-Jun/2017 | O Conto da Aia – Margaret Atwood

Viram que o projeto começou com um livro por mês, mas agora ele é bimestral? Achei mais válido desse jeito, mas proveitoso para as leituras e para um clube do livro dessa magnitude.

A lista de obras escolhidas serve muito bem como recomendação literária, principalmente para aqueles que estão atrás de livros com uma temática feminista ou que querem conhecer novas leituras e autores que ainda não bem conheciam.

Para mim, as leituras ocorreram de forma aleatória. Quero usar essa lista e esse clube mais como  guia para as minhas leituras e para ampliar o meu conhecimento nas questões de gênero e feminismo.

Vou atualizando a lista conforme novos livros forem escolhidos para o  Our Shared Shelf.


Mil beijos e até mais!

50 perguntas #18 | Precisa deixar ir

14 de maio de 2017

50 perguntas #18

50 perguntas #18 – Você está segurando em algo que você precisa deixar ir?

Será que estou segurando em algo que eu preciso deixar ir. Será que tem coisas na minha vida que estou segurando apenas pelo conforto, pela segurança e que já não preciso mais, mas estou tão conectada que não consigo largar os laços?

Eu já me prendi a muita coisa: a projetos que nunca sairão do papel, a medos que me paralisavam de prosseguir, a conceitos que doutrinavam o jeito de encarar a vida, e muitas outras coisas que não me permitiam seguir em frente.

Apesar de parecer, não sou uma pessoa audaciosa. Sou cheia de medos e inseguranças e a zona de conforto é sempre meu lugar favorito.

Já me segurei muito em coisas que me prendiam e em coisas que deveria soltar. Mas pensando hoje acho que ainda me seguro muito na minha insegurança.

Eu sei que deveria soltar, que deveria deixar ir. Já perdi e ainda perco tanta coisa por causa dela. Desde o início do ano, eu prometi dizer sim para coisas que em situações diferentes diria não. Claro que em alguns momentos eu acabo falhando, e o não acaba prevalecendo. Sei que tenho melhorado, mas não me tornei uma “Sim, Senhora!” para tudo nessa vida.

Se segurar é bom, mas às vezes é melhor deixar ir para que coisas novas e boas aconteçam!


Mil beijos e até mais!

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