50 perguntas #7 | Acreditar e se contentar

26 de fevereiro de 2017

50 perguntas #7 – Você está fazendo o que você acredita, ou você se contenta com o que faz?

A ideia do 50 perguntas que irão libertar a sua mente é justamente a reflexão. É parar para responder perguntas que a gente nunca pensou em fazer. É uma introspecção total para avaliar o que estamos fazendo da vida, se estamos vivendo ou só sobrevivendo.

Bom, a pergunta dessa semana, tem uma certa relação com as perguntas #3 e #6. Tem relação com trabalho e se sentir útil. Fazer aquilo que gostamos e que nos traz, não só um retorno financeiro, mas também uma satisfação de estar fazendo algo bom para o mundo e para si.

Acho que sim, que estou fazendo algo no qual acredito e tenho me contentado muito bem com isso.

Demorei muito para descobrir o que eu realmente gosto de fazer na minha vida. Depois de idas e vindas de estudos, de formação e aprendizado, encontrar finalmente algo que me satisfaz como pessoa e como profissão é muito bom. Mesmo não trabalhando como bibliotecária propriamente dita, estar envolvida com livros e pessoas me traz uma satisfação grandiosa.

Poder ajudar e repassar informações que irão gerar conhecimento através do meu trabalho formal e também através aqui do blog, me traz um contentamento bacana e que eu nunca achei que poderia fazer.

Apesar de estar em uma situação confortável e muito feliz no que estou fazendo, também tenho um pouco de ambição. É normal, é natural e é um sinal que não estou acomodada, que querer um pouco mais é sempre benvindo. Acredito que é o que norteia nossa existência aqui.

Quero fazer mais, quero poder dar mais sentido a minha existência aqui, que


Mil beijos e até mais!

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50 perguntas #6 | Rica de felicidade

19 de fevereiro de 2017

50 perguntas #6

50 perguntas #6 – Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho iria torná-lo rico?

Realmente é um tiro atrás do outro, essas perguntas. Uma mais difícil que a outra. Gente, é tanta coisa que me traz felicidade quando faço, que se me trouxesse dinheiro, eu provavelmente não estaria aqui escrevendo esse post.

Primeiramente, eu não classificaria como trabalho. Talvez como uma atividade ou talvez um hobby. Sei lá. Tem tanta coisa que gosto de fazer: tudo que envolve música (apesar de não ter voz para cantar e nenhuma aptidão para instrumentos); amo dançar, ficaria horas só fazendo isso; adoro o mundo dos livros e até por isso me graduei em biblioteconomia e pretendo estudar mais sobre eles; por mais incrível que possa parecer, eu gosto dos afazeres domésticos e de cozinhar, mas só quando eu não preciso sair para trabalhar. Se eu pudesse ser dona de casa e ganhar o mesmo que ganho trabalhando fora, seria perfeito.

Além disso tudo, uma coisa que eu faço e que me deixa muito feliz é vir escrever aqui no blog. Compartilhar das coisas que gosto, que aprecio ou que estou fazendo em textos, imagens e vídeos, me traz uma satisfação sem tamanha. Sério! Depois que eu clico no botão publicar, sinto uma alegriazinha aqui dentro do coraçãozinho. Eu queria muito poder fazer isso aqui mais vezes (não só para escrever resenhas de livros ou o projeto 50 perguntas). Tenho tantas histórias dentro de mim que queria externar, tantas coisas que quero escrever e mostrar por aqui, mas o tempo é algo que me falta nos últimos tempos.

Eu não sei. Eu realmente não sei responder essa pergunta. Eu não consigo especificar um trabalho que realmente me faz feliz ao ponto de me deixar rica se a felicidade fosse moeda nacional. Talvez eu ainda não encontrei essa coisa que me extasia. Ou encontrei e ainda não me dei conta.

E vocês? Ficariam “ricos” fazendo o quê?


Mil beijos e até mais!

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O livro de memórias, de Lara Avery

15 de fevereiro de 2017

O livro de memórias

Vamos a mais uma resenha de um livro gostosinho de ler.  E o livro da vez é “O livro de memórias”, da Lara Avery.

O livro de memórias chegou por aqui através da parceria alternativa com a Companhia das Letras no qual participo. A primeira vez que soube desse livro foi em um evento da própria editora e na hora fiquei com muita vontade de ler o livro.

Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho – nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano.
É assim que Sammie começa a escrever o livro de memórias: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância e de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.
Fonte: Editora Seguinte

Comecei a leitura tendo uma leve noção da história. Já sabia que era um YA com uma pegada Sick-lit. Então eu tinha conhecimento sobre o que poderia se esperar sobre do livro.

Tenho dificuldades para me inteirar daquilo do que estou lendo no início de livro. Geralmente, percebo o que estou lendo, quem são os personagens lá pela página 20. No caso desse livro, isso aconteceu logo nas primeiras páginas. talvez porque o narrador já começou a história dando um apanhado geral dos personagens e do espaço-tempo sobre o que iria acontecer ali.

A escrita é leve, sem muito requinte. Como Sammie é uma garota, inteligente e dedicada, a linguagem e o vocabulário utilizado tem um ar um pouco formal, mas conseguimos notar que ali há a voz de uma adolescente falando. Isso deixou o livro muito mais interessante de ser ler. Não é chato, não é floreado e nem vitimizado. É natural.

A leitura foi super agradável para mim. Li rápido e o livro me prendia de uma forma que eu tinha curiosidade. Os capítulos não possuem uma extensão padrão. Alguns são curtos, outros mais longos. Vai depender do que a Sammie tem para nos contar sobre os seus dias. Os acontecimentos não são arrastados e nem corridos. Como é uma história em 1ª pessoa (narrador-personagem), nessa situação temos a chance de ver como é estar com uma doença grave através do próprio personagem. Nos faz refletir sobre o que podemos ser ou que queremos ser quando há um tick-tock tocando em nossa mente e ditando as nossas ações.

A ideia do livro e dar a noção ao leitor de que estamos realmente lendo um diário, lendo uma pequena biografia da personagem e com isso acabamos entrando na mente dela e conseguimos entender o que está passando. Além disso, conseguimos ver a evolução da doença e como ela começa a se manifestar no corpo e na mente da Sammie. Acho que essa foi a parte que mais gostei da leitura.

O livro possui um projeto editorial bacana. Gostei bem da capa, mas acho que tem duas edições gringas que achei a capa mais impactante, sei lá. As folhas são em to amarelinho e a diagramação está muito legal. A ideia era que os textos refletissem um diário. Lembrando que esse diário na história é escrito no notebook da Samantha. A única coisa que fico meio bléh com a capa é a lombada ficar de cabeça para baixo quando o livro está repousado na mesa. Mas sei que isso já é uma característica dos livros do Grupo Companhia das Letras

Falei desse livro no vídeo de Melhores Leituras de 2016, lá no canal do Prateleira de Cima. Aproveite e se inscreva:

Está atrás de livro com uma história jovem, bonita e que nos mostra que é possível ter sonhos apesar dos obstáculos e do futuro incerto? Esse é o livro que você estava procurando.

Contem nos comentários se já leu o livro, está com vontade, o que achou do livro ou se ele não superou as expectativas.

O livro de memórias (The Memory Book)
Autora: Lara Avery | Editora: Seguinte
Páginas: 336 | ISBN: 9788555340178
Skoob | Goodreads

Para ler: Amazon | Saraiva | Livraria CulturaSubmarino


Mil beijos e até mais!

50 perguntas #5 | Por um mundo melhor

12 de fevereiro de 2017

50 perguntas #5

50 perguntas #5: Qual é a única coisa que você mais gostaria de mudar em relação ao mundo?

O difícil da pergunta dessa semana é que tenho muitas opções de resposta. Concordam comigo? Gente, tem tanta coisa que eu gostaria de mudar em relação ao mundo que não consigo escolher a mais importante ou a que faria uma maior diferença, pois seria injusto com todas as outras opções.

Na verdade não sei bem qual o sentido de “mundo” que essa pergunta está querendo dar. Não sei é o sentido de mundo como espaço, natureza, planeta. Ou se é o sentido de mundo, como algo metafórico para as relações humanas, um caráter mais social, eu diria?

Bom, vou responder como veio a resposta na minha cabeça logo assim que li a pergunta.

Se eu tivesse que escolher a única coisa eu gostaria de mudar no mundo, seria sobre empatia.

Empatia: “capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende etc”

Vocês não acham que se as pessoas praticassem a empatia o mundo seria bem diferente do que é hoje? Bom, eu acho!

Nunca, nunca conseguiremos entender os anseios, as necessidades, angústias, sonhos e frustrações do outro. Mas tentar se colocar no lugar do próximo, tentar ver o mundo a partir da visão que ele a partir da realidade em que vive, é meio caminho para que consigamos encontrar a tão desejada paz mundial.

Sei lá, praticar a empatia é algo que tento sempre fazer em minha vida. Eu vejo a partir da minha perspectiva, que não é a mesma do minha vizinha de porta. Mas tento ver as coisas a partir do angulo dela e assim consigo pelo menos ver porque ela pensa de uma maneira ou outra.

Eu acredito muito na empatia. No ~puta~ (desculpem-me a expressão) conhecimento que ela pode dar para os praticantes.

Sejam empáticos vocês também. Garanto, faz um puta bem (desculpem-me, de novo!)


Mil beijos e até mais!

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