50 perguntas #28 | Medo real

23 de julho de 2017

50 perguntas #28

50 perguntas #28: Seu maior medo já se tornou realidade?

Olha! Não sei muito bem responder!

Tenho muito medos. Medos como o que tenho de aranha, de cobra e de escorpião (esse é tipo pavor mesmo), como medo de ser assaltada, sequestrada ou até mesmo violentada. Medos comuns que a grande maioria das pessoas possuem.

Analisando bem a 50 perguntas #28 tento pensar no meu maior medo. Quando a gente pensa em algo que nos assusta, que nos deixa aflita a gente sempre pensa nos medos simples como o medo de altura ou de aranha. Porém pensei um pouco mais (e pedi ajuda ao Eduardo) e vi que tenho um outro tipo de medo. Aquele medo que nos deixa estagnados, que não nos faz sair da zona de conforto.

Falhar é o meu maior medo. Por causa dele que eu não me permito ousar, que eu não saio da zona de conforto. Ele já se tornou realidade? Algumas vezes! Não sou uma pessoa infalível (até porque seu fosse, provavelmente, não teria esse medo), mas não gosto do sentimento que a falha pode trazer: a frustração, a decepção e o sentimento de não ser boa suficiente para aquilo.

Ainda estou aprendendo a me permitir mais e não deixar esse medo guiar a minha vida. É difícil, é uma medo, quase uma fobia, só que preciso enfrentar e isso é um processo longo e de muita paciência.

Seu maior medo já se tornou realidade?!


Mil beijos e até mais!

Esse post faz parte do Projeto 50 perguntas que irão libertar sua mente. Caso tenha interesse em conhecer outras perguntas publicadas e as minhas respostas, clica aqui

A Química que há entre nós, de Krystal Sutherland

21 de julho de 2017

A Química que há entre nós, de Krystal Sutherland

Grace Town é esquisita. E não é apenas por suas roupas masculinas, seu desleixo e a bengala que usa para andar. Ela também age de modo estranho: não quer se enturmar com ninguém e faz perguntas nada comuns. Mas, por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito dela. E cada vez mais ele quer estar por perto e viver esse sentimento que não sabe definir. Só que quanto mais próximos eles ficam, mais os segredos de Grace parecem obscuros. Mesmo que pareça um romance fadado ao fracasso, Henry insiste em mergulhar nesse universo misterioso, do qual nunca poderia sair o mesmo. Com o tempo, fica claro para ele que o amor é uma grande confusão, mas uma confusão que ele quer desesperadamente viver.
Fonte da Sinopse Editora GloboAlt

A Química que há entre nós,

Esse é o romance de estreia de Krystal [anota isso aí, porque toda vez que eu elogiar esse livro, vocês podem se lembrar que é um romance de estreia o que deixa o elogio ainda mais reforçado]. O A química que há entre nós” é um YA (Young adult/ jovem adulto) inteligente, sarcástico e lotado de referências geeks, nerds e pops e torna impossível não se identificar com os personagens sejam eles os protagonistas ou secundários.

Histórias com finais felizes são só histórias que não terminaram ainda.

O plot gira em torno de Henry Page, um garoto que está no último ano do ensino médio, que se esforçou muito para ser o editor do jornal da escola e o momento que ele conhece Grace Town, uma garota recém transferida para sua escola, mas Grace não é uma garota comum, ela possui um estilo Tom boy / mendigo de ser, aparentemente não socializar com facilidade e anda mancando com o auxílio de uma bengala.

 –Você não acredita que tudo aconteceu por um motivo?
Grace bufou.
– Olhe para cima Henry, para aquilo lá, Henry. Olhe para aquilo lá e me diga, com honestidade, se você acha que nossas vidas são qualquer coisa além de uma cascata ridícula de probabilidades aleatórias. Uma nuvem de poeira e gás forma o nosso planeta, uma reação química cria a vida, e então todos os nossos ancestrais homens das cavernas vivem apenas o tempo suficiente para transar um com o outro antes de terem mortes terríveis.

Henry que é um aluno exemplar consegue ser indicado para ser editor chefe do jornal, mas é posto para trabalhar com Grace (e dividir a chefia), Grace não quer escrever nunca mais e diz que Henry pode ficar com o cargo todo para ele; Henry não entende a esfera de mistério que ronda Grace e é a partir daí que vamos nos aventurar por um mundo de reações químicas, diversão, sarcasmo e alguns corações quebrados.

A Química que há entre nós,

– Grace Town é uma charada embrulhada em um mistério dentro de um enigma.

Embora 80% do livro seja focado, na paixão à primeira vista de Henry por Grace, ou no mistério que Grace é para Henry [o que as vezes se  torna meio repetitivo], todos os personagens secundários são MARAVILHOSOS, muito bem construídos e divertidos; Henry tem (muito possivelmente) os pais mais legal da literatura #MeAdotem, Sadie a irmã mais velha , gênio e que causou muito problema na escola tem uma relação super legal com Henry (e eu queria muito um spin off dela), Lola é a melhor amiga de Henry que todos queríamos ter, ela é incrível, lésbica, decidida, talentosa e responsável por dar os puxões de orelhas no Henry, enquanto Murray o amigo australiano [gatíssimo] fica responsável pelas cenas divertidas, é apaixonado por uma Indiana [na vida real, rola um preconceito velado de australianos com asiáticos -]; todos eles não são só personagens decorativos, eles crescem em suas próprias histórias ou invés de estarem lá por estatística da diversidade literária.

Quando eu olho para o céu de noite, eu me lembro de que não sou nada além das cinzas de estrelas mortas há muito tempo. Um ser humano é um conjunto de átomos que se juntam em um padrão ordenado por um breve período de tempo e então se desmorona outra vez. Encontro conforto na minha pequenez.

Embora o livro tenha um romance a história não é baseada nisso, a escrita nos entrega questionamentos bem profundos, sem nos força a engoli-los. Eu tinha tudo para não me apegar a Grace [porque o quase bipolarismo dela me incomodou muito durante a leitura], ela é a diferentona que aparece da mesma maneira que desaparece. Porém,  a jornada de Henry para descobrir o porquê aquela garota é apenas um espectro do que era a poucos meses atrás antes de mudar de escola me comoveu a ponto de, embora não concordar com as escolhas da meninas, passei a apenas a aceitá-las exatamente como Henry faz. E mais do que isso: quando finalmente, depois de muitas páginas, descobri o que a fez tomar as decisões que tomou, viver da maneira que vive, quis poder tirá-la do livro e abraçá-la. Fiquei com raiva da vida de ter sido injusta da maneira que fui.

Não sou religiosa, mas até eu consigo apreciar que isso é redenção, na maior parte das escalas. Esquecimento não é assustador; é a coisa mais próxima da absolvição genuína de um pecado que consigo imaginar.

Com uma narração em primeira pessoa, uma diagramação simples e charmosa que difere o texto nos momentos em que os personagens trocam mensagens de texto, “ A química que há entre nós” é um livro simples ao mesmo tempo que complexo (você já parou pra pensar sobre a diferença entre amar uma pessoa e amar a ideia que você tem de uma pessoa?), tem personagens irônicos, quebrados e tão maravilhosos quanto poderiam ser mesmo com todos os defeitos que apresentam, a capa é LINDA e tem tudo a ver com uma cena que é muito bem descrita logo no comecinho (eu queria muito ver esse livro adaptado para o cinema).

A Química que há entre nós
Autora: Krystal Sutherland | Editora: Globo alt
Páginas 271 | ISBN: 9788525062406
Skoob | Goodreads

Para ler:  Amazon | Saraiva

Osculos e Amplexos, Karina.

Drops da Prateleira Junho 2017

19 de julho de 2017

Sim, eu sumi desse blog!

Por motivos de: sem motivação para escrever causados pela chegada do inverno e da vida adulta que sempre nos força a deixar os prazeres da vida em segundo plano.

Esse post deveria ser publicado todo mês. Porém, eu enrolo, enrolo, enrolo e ele acaba não saindo porque demoro muito para escrever e parece que depois de um tempo ele perde o sentido por aqui.

O inverno chegou e a minha disposição para ser alguém na vida foi embora na mesma proporção. Cada vez que fica mais frio, mas quero ficar na cama hibernando. Sério, hibernar deveria ser algo biológico para a espécie homo sapiens. Eu sei que muita gente está amando a chegada do inverno e invejo vocês que conseguem ser tão produtivos nessa época do ano. Mas aqui só temos energia mesmo para contar os dias para a chegada do verão.

Fui duas vezes ao RJ: a primeira para o aniversário de 60 anos do meu pai (foto acima com a turma toda), com direito a festa junina e ver gente querida que não via há muito tempo; e a segunda vez para o niver da minha mãe que também teve festa junina, fogueira de São João e ver gente querida que não via há um tempo (também tem foto aí embaixo). Foi um mês cansativo. Ir ao RJ sempre é muito cansativo. Gratificante, matamos as saudades, mas é cansativo.

Mamis no seu niver com a filharada toda!

Junho foi um mês que passou que nem vi e eu estava apenas existindo. O tempo corria e as coisas não aconteciam. E muito disso graças a saga comprar ingressos para o show do U2 que vivo por algumas semanas. Foram diversos dias virando a madrugada e indo trabalhar igual zumbi sem conseguir entrar no sistema para efetuar a compra. Foram dias de pura frustração até que no momento que estava quase desistindo de realizar esse desejo: uma força mágica aconteceu e conspirou a favor. Sério, nunca desistam dos seus sonhos. Vão até o fim, porque essa saga do show do U2 provou que paciência e persistência são a força motriz para a concretização de sonhos.

Por causa dos problemas com os ingressos do U2, perdi a oportunidade de assistir um pocket show da MEL C. Sim, a Mel C das Spice Girls, meu quinteto favorito da adolescência e de todos os tempos da vida. Mais uma frustração para conta. Vocês tem noção que eu iria poder ver uma das 5 meninas que me inspiraram durante toda adolescência a menos de 10 metros de distancia, poder cantar suas músicas e estar ali tão pertinho ouvindo sua voz? Os olhos ficam “tudo molhado” só de pensar nessa possibilidade que nem nos meus maiores sonhos poderia imaginar em realizar. E não realizei, a propósito. As datas dos shows oficiais coincidiram com outros compromissos e falta de dinheiro também colaborou para que esse desejo ficasse para uma próxima vida.

Estou também tendo a maior crise de Psoríase que já tive na vida até o momento (obrigada, inverno!). Estão aparecendo reações em lugares que até então nunca haviam aparecido. Já fui no médico e iniciei um novo ciclo de tratamento para controlar. Não queria, mas foi necessário. E para fechar o mês urucubuzado (beijos neologismos) consegui prender o dedo na porta do carro mais uma vez. Não quebrei nada mas acredito que lesionei algum nervo ou tendão (sei lá, não sou médica) porque a ponta dele está dormente e sem sensibilidade. Algumas semanas para isso sarar.

Estou lendo: Ainda estou lendo EMMA (que comecei em maio). O projeto 1 ano com Jane Austen está mais atrasado do que menstruação em mulher grávida (piada infame, eu sei). Tanto no quesito leitura, quanto na apresentação das resenhas. Boa parte porque não estou conseguindo lidar com a Emma e com o propósito do livro. Ainda estou confusa onde ele quer chegar, vocês me entendem?!?! A outra parte porque estou vivendo o período do ano em que fico sem saco para ler. Tenho certeza que não baterei a meta de leitura que fiz para 2017.

Estou assistindo: terminei de assistir Dear White People e não sei expressar a minha opinião sobre a série. Eu simplesmente não sei o que pensar sobre ela. Traz muita coisa para discutirmos sobre as questões abordadas, mas acredito que falta algo que ainda não sei bem o quê. Estou na terceira temporada de Gilmore Girls e finalmente começaram a surgir os episódios que eu nunca havia visto. Mad Men estou assistindo devagar quase parando. E continuo vendo episódios aleatórios de Law and Order: Special Victims Unit, Quadrilogia Chicago, CSI, Major CrimesLaw and Order: Criminal Intent  e outros séries por aí!

Estou ouvindo: ando numa vibe de ouvir cantoras australianas, como Holly Throsby e Sarah Blasko. Tem até playlist no Spotify só com indicações de cantoras da Austrália. Também estou ouvindo muito os últimos 2 álbuns da Lana Del Rey (porque sou dessas que demora anos para ouvir as novidades do artista que segue), o novo álbum da Mel C, o Version of Me, e ouvindo U2 loucamente, pelo motivos óbvios descritos acima.

Julho já está aí e espero que seja um mês mais produtivo e que consiga resolver as pendências do mês passado. Aguardando dias menos gelados também.


Mil beijos e até mais!

50 perguntas #27 | Verdade ou desafio

16 de julho de 2017

50 perguntas #27

50 perguntas #27 – É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?

Eita que pergunta cabulosa, mas acredito que sim!

Por que sempre precisamos fazer algo em troca para que a verdade venha sempre em primeiro lugar? Por que a verdade não pode ser algo natural que não precise ser dita ou assumida sem antes termos algo em troca?

Eu não consigo entender essa necessidade de só termos um compromisso com a verdade sem tivermos um desafio, algo em troca antes.

Sei lá, ela deveria ser natural, corriqueira. Algo no qual estamos acostumados a fazer. Em todo o tempo precisamos resguardar a verdade, criar obstáculos para termos acesso a ela. Revelar só depois que o outro lado mostre que fez por onde para sabê-la.

Acho tão mesquinho e egoísta isso, sabem. Sei que há situações que deixamos a verdade guardada para protegê-la, para nos resguardar. Até devemos mesmo em alguns casos.

Ah! Gente. Sei lá. Ta aí uma pergunta bem filosófica com uma reposta que talvez não tenha conexão nenhuma


Mil beijos e até mais!

Esse post faz parte do Projeto 50 perguntas que irão libertar sua mente. Caso tenha interesse em conhecer outras perguntas publicadas e as minhas respostas, clica aqui