50 perguntas #19 | Mudando de cidade

21 de maio de 2017

50 perguntas #19

50 perguntas #19 – Se você tivesse que mudar para um estado ou país, além deste que está vivendo atualmente, para onde é que você se mudaria e por quê?

Se tem uma coisa que gosto de fazer nessa vida é conhecer lugares. Pode ser uma cidade no interior pertinho de onde moro ou uma cidade famosa como Londres. Gosto de cidades, gosto de conhecer lugares. Acho que sou uma pessoa um tanto quanto cosmopolita.

Mas se eu tivesse que me mudar para uma cidade, por motivo qualquer, eu me mudaria para Nova Iorque.

Não sei, talvez eu tenha sido muito influenciada pela cultura norte-americana que tanto consumo em filmes, música, livros e séries de tv, mas eu tenho uma fascinação por essa cidade. Sonho de conhecê-la, de visitar e quem sabe um dia realmente morar, nem que seja por uma pequena temporada.

Eu me mudaria facilmente para Nova Iorque. Eu não sei muito bem como explicar o sentimento que tenho quando penso nesta cidade. Poder viver, experimentar, sentir tudo que ela pode me oferecer seria sensacional. Conhecer ao vivo os lugares que só vejo pela tv, vivenciar toda a sua cultura, diversidade, explorar os seus cantinhos como uma local seria uma experiência que nenhum sentimento conseguiria expressar.

Sei que não seria fácil viver pelas mais diversas razões, principalmente a questão do clima, já que não curto frio. Mas suportaria tudo isso só em ter a chance e a oportunidade de poder viver lá.

Sei que uma viagem para Nova Iorque é algo que com um bom planejamento eu posso fazer. Talvez morar ainda possa ser mais complicado, mas não impossível. Quem sabe me organizando direitinho eu não consiga realizar esse sonho. Sonhos existem para ser realizados, né?

E você? Se tivesse que se mudar, qual cidade, país você escolheria? Deixe sua resposta nos comentários


Mil beijos e até mais!

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Our Shared Shelf: o clube do livro da Emma Watson

19 de maio de 2017

Our Shared Shelf

Eu não tenho o que inventar. Já estou fazendo tantos projetos de leitura, tantos desafios literários, então decidi começar mais um. Porque né, livros e ler nunca é demais.

Muita gente que gosta de livros e cultura pop sabe quem é Emma Watson, a atriz que interpretou a Hermione nos filmes da saga Harry Potter e também a Bela no life-action A Bela e a Fera. O que muita gente não sabe é que a atriz é embaixadora da ONU Mulheres e trabalha em uma campanha da instituição: o #HeForShe.

Com essa trabalho da ONU, Watson se viu lendo muitos livros que ajudasse a entender as questões de gênero e o seu papel na campanha #HeForShe. Devido a isso decidiu criar um clube do livro de caráter feminista para compartilhar os livros que anda lendo.

Criado no início de 2016, o Our Shared Shelf (Nossa Prateleira Compartilhada, em tradução livre) é um clube do livro criado no Goodreads e conta com mais de 180 mil membros em todo o mundo.

O clube do livro é inglês e muitos das obras já escolhidas não possuem ainda tradução para o português e por isso talvez seja complicado participar do clube. Mesmo assim dá para pegar as indicações literárias, principalmente por conta da variedade de assuntos que as obras retratam.

Our Shared Shelf

Livros de Our Shared Shelf

Janeiro/2016 | My Life on the Road – Gloria Steinem

Fevereiro/2016 | A cor púrpura – Alice Walker

Março/2016 | All About Love: New Visions – Bell Hooks

Abril/2016 | Como ser mulher – Caitlin Moran

Maio/2016 | The Argonauts – Maggie Nelson

Junho/2016 | Persépolis – Marjane Satrapi (Resenha)

Jul-Ago/2016 | Hunger Makes Me a Modern Girl – Carrie Brownstein

Set-Out/2016 | Metade Do Ceu: transformando a opressão em oportunidades para as mulheres de todo o mundo – Nicholas D. Kristof Sheryl WuDunn

Nov-Dez/2016 | Mom & Me & Mom – Maya Angelou

Jan-Fev/2017 | Os Monólogos da Vagina – Eve Ensler

Mar-Abr/2017 | Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés

Maio-Jun/2017 | O Conto da Aia – Margaret Atwood

Viram que o projeto começou com um livro por mês, mas agora ele é bimestral? Achei mais válido desse jeito, mas proveitoso para as leituras e para um clube do livro dessa magnitude.

A lista de obras escolhidas serve muito bem como recomendação literária, principalmente para aqueles que estão atrás de livros com uma temática feminista ou que querem conhecer novas leituras e autores que ainda não bem conheciam.

Para mim, as leituras ocorreram de forma aleatória. Quero usar essa lista e esse clube mais como  guia para as minhas leituras e para ampliar o meu conhecimento nas questões de gênero e feminismo.

Vou atualizando a lista conforme novos livros forem escolhidos para o  Our Shared Shelf.


Mil beijos e até mais!

50 perguntas #18 | Precisa deixar ir

14 de maio de 2017

50 perguntas #18

50 perguntas #18 – Você está segurando em algo que você precisa deixar ir?

Será que estou segurando em algo que eu preciso deixar ir. Será que tem coisas na minha vida que estou segurando apenas pelo conforto, pela segurança e que já não preciso mais, mas estou tão conectada que não consigo largar os laços?

Eu já me prendi a muita coisa: a projetos que nunca sairão do papel, a medos que me paralisavam de prosseguir, a conceitos que doutrinavam o jeito de encarar a vida, e muitas outras coisas que não me permitiam seguir em frente.

Apesar de parecer, não sou uma pessoa audaciosa. Sou cheia de medos e inseguranças e a zona de conforto é sempre meu lugar favorito.

Já me segurei muito em coisas que me prendiam e em coisas que deveria soltar. Mas pensando hoje acho que ainda me seguro muito na minha insegurança.

Eu sei que deveria soltar, que deveria deixar ir. Já perdi e ainda perco tanta coisa por causa dela. Desde o início do ano, eu prometi dizer sim para coisas que em situações diferentes diria não. Claro que em alguns momentos eu acabo falhando, e o não acaba prevalecendo. Sei que tenho melhorado, mas não me tornei uma “Sim, Senhora!” para tudo nessa vida.

Se segurar é bom, mas às vezes é melhor deixar ir para que coisas novas e boas aconteçam!


Mil beijos e até mais!

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Dois Garotos se beijando, de David Levithan

12 de maio de 2017

Dois Garotos se beijando, por David Levithan

Baseado em fatos reais e em parte narrado por uma geração que morreu em decorrência da Aids, o livro segue os passos de Harry e Craig, dois jovens de 17 anos que estão prestes a participar de um desafio: 32 horas se beijando para figurar no Livro dos Recordes. Enquanto tentam cumprir sua meta — e quebrar alguns tabus —, os dois chamam a atenção de outros jovens que também precisam lidar com questões universais como amor, identidade e a sensação de pertencer.Fonte da sinopse Galera Record

Dois Garotos se beijando

“Dois Garotos se beijando” foi vencedor em 2014 do “Stonewall book award”; que é um prêmio literário patrocinado pela Comissão Gay, Lesbian, Bisexual, and Transgendered da American Library Association, que distingue anualmente as obras de ficção e não-ficção de temática LGBT publicadas em língua inglesa; mas muito além disso “Dois garotos se beijando” é um livro sensível, diferente e necessário (mesmo que você não seja diretamente ao público alvo do livro).

Acordar é difícil, e acordar é glorioso. Observamos vocês se mexerem e saírem cambaleando da cama. Sabemos que a gratidão é a última coisa na sua cabeça. Mas vocês deviam sentir gratidão. Vocês têm mais um dia.

Apesar do livro ser contemporâneo, ele vai além, ele tem a voz de gerações que vieram antes e que abriram espaço para que a geração atual seja o que quiser ser. Com uma narração que mistura passado e presente, o plot central está em Craig e Harry que hoje são amigos que nutrem um certo nível de intimidade pois já foram um casal; eles decidem se beijar por mais de 32 horas para quebrar um recorde de beijo mais longo como forma de protesto a um ato homofóbico que um amigo sofreu na escola, afinal não é o recorde de um beijo gay mais longo, é apenas o recorde de beijos mais longo , porque beijo é beijo seja ele hétero ou homo afetivo.

[…] o mundo está cheio de pessoas que pensam que diferente é sinônimo de errado.

Em paralelo com os garotos que tentam bate o feito de beijo mais longo ainda temos outras 3 histórias paralelas: Peter e o Neil já tem um relacionamento há algum tempo, tem o apoio dos pais e estão lidando com o medo de deixar a relação cair na rotina.

Desde o começo, todos dizem que não vai durar. Mas agora, mesmo que não dure para sempre, parece que durou o bastante para ser importante.

Avery e o Ryan acabaram de se conhecer no baile Gay do colégio, mas Avery não sabe como dizer a Ryan que é transexual (nasceu em um corpo de menina) mas se identifica como menino.

E ainda observamos a vida de Cooper, um garoto solitário de 17 anos, que não tem apoio dos pais, que se envolve com pessoas mais velhas pela internet, com conflitos crescente Cooper tem pensamentos depressivos e pensa constantemente em suicídio.

 Não há nada mais doloroso do que ver alguém desistir de você. Principalmente se for sua mãe.

O livro não tem divisão de capítulos, as histórias são separadas apenas entre os parágrafos que contam separadamente as histórias até o ponto em que elas convergem umas para as outras, no meio disso temos os pensamentos do narrador sobre as situações vividas; há uma diversidade racial e social entre os personagens muito ampla, mas esse fato não é essencial no desenvolvimento do livro é apenas mais um detalhe verossímil de como a vida acontece aqui ou nos EUA.

É difícil parar de ver seu filho como seu filho e começar a vê-lo como ser humano. É difícil parar de ver seus pais como pais e começar a vê-los como seres humanos. É uma transição bilateral, e pouquíssimas pessoas conseguem fazê-la com tranquilidade.

Esse sem dúvida é um livro pesado, direto e seco, é quase como levar um tapa na cara, durante a leitura é muito fácil torcer e sofrer junto com os personagens, não que necessariamente você viva o mesmo que eles estão vivendo, mas é um exercício de empatia tão forte que nos faz refletir sobre as pessoas que vivem a nossa volta e que podem estar passando por aquilo.

A liberdade não é só uma questão de votar e casar e beijar na rua, embora todas essas coisas sejam importantes. A liberdade também é uma questão do que você vai se permitir fazer.

Se eu precisasse definir sobre o que o livro falar definitivamente definiria como um livro que fala sobre preconceito, respeito e intolerância; e que ainda sim nos faz acreditar que as coisas estão melhorando, que mesmo a passos lentos os seres humanos estão demonstrando mais humanidade.

Dois garotos se beijando
Autora: David Levithan | Editora: Galera Record
Páginas: | ISBN:
Skoob | Goodreads

Para ler: Amazon |Saraiva |Livraria Cultura | Submarino

Ósculos e Amplexos, Karina.