Os monólogos da vagina, da Eve Ensler

15 de outubro de 2018

Os monólogos da vagina

Finalmente (finalmente mesmo) tive a oportunidade de ler o livro Os monólogos da Vagina, da Eve Ensler, graças a parceria do blog com a Globo Livros. E muito feliz com essa leitura.

Publicado em 140 países, Os monólogos da vagina marcou toda uma geração com a visão hilariante e reveladora de Eve Ensler a respeito do que até então era considerada uma zona proibida, “aquela-que-não-devia-ser-nomeada”, um mistério até mesmo para as próprias mulheres.
Adaptada a partir da premiada peça teatral off-Broadway que se tornou sucesso absoluto em todo o mundo, tendo inclusive diversas montagens no Brasil, esta obra revolucionária reúne uma série de histórias luxuriosas, emocionantes, singelas e, sobretudo, humanas, que transformaram o ponto de interrogação que costumava pairar sobre a anatomia feminina em um permanente sinal de vitória.
Vinte anos depois de seu lançamento, Eve Ensler mostra, em um prefácio inédito, por que o seu texto continua mais atual – e necessário – do que nunca. Mesclando gargalhadas e lágrimas, a autora transporta seu público para um universo que ainda hoje muitos hesitam em desbravar, garantindo que qualquer um que leia Os monólogos da vagina jamais volte a olhar para o corpo de uma mulher da mesma maneira.
“Eu estava preocupada com as vaginas. Preocupada com o que a gente pensa das vaginas, e mais preocupada ainda com o que a gente não pensa. Então, resolvi falar com mulheres a respeito do assunto. Essas conversas viraram Os monólogos da vagina. Falei com mais de duzentas mulheres: mulheres mais velhas, mais novas, casadas, solteiras, lésbicas, professoras universitárias, atrizes, executivas, profissionais do sexo, mulheres afro-americanas, hispânicas, asiáticas, caucasianas, judias. De início, elas ficavam meio relutantes, um pouco tímidas. Mas, quando começavam a falar, aí não paravam mais.”

Vamos falar sobre o livro: como disse anteriormente Os monólogos da vagina era um livro que estava querendo ler há muito tempo. Hã muito tempo mesmo. Havia uma curiosidade pelo título e pelo o quê se tratava a obra. Mas era um livro que estava esgotado no mercado editorial brasileiro e então esse desejo adormeceu. Porém conheci o Clube de leitura da Emma Watson, o Our Shared Shelf, e “Os monólogos…” é um dos livros lidos no clube e a curiosidade de ler voltou com tudo. Até pesquisei para comprar em inglês mesmo, mas era uma ideia mais para o futuro. E então, quando fiquei sabendo, não sei bem como, que a Ana Guadalupe estava no projeto de tradução do livro, fiquei muito animada.

O livro vai trazer uma série de depoimentos em forma de crônicas sobre mulheres e suas vaginas. As relações delas com o corpo, com a sua sexualidade e com a noção do prazer feminino. É bem interessante porque podemos ter contato com diferentes histórias e realidades que nem imaginávamos poder existir. São relatos que podem ser de qualquer uma de nós. Podem ser da nossa mãe, de uma amiga, de uma vizinha ou de nós mesmos. Apesar do tema parecer pesado, os textos são leves, fluidos e bem humorados. A gente sente que falar do nosso corpo ainda é um grande tabu na sociedade e como a relação com ele pode nortear a nossa vida e nossos atos.

Essa edição de Os monólogos da vagina é comemorativa de 20 anos da primeira publicação e além de contar com a história original, possui capítulos extras contanto toda a trajetória e legado que esse livro tem deixado ao mundo desde a sua primeira publicação em 1996. Ele mostra os projetos desenvolvidos pela Eve Ensler com o apoio de muitas ativistas em prol das mulheres no mundo todo com o V-Day. O V-Day é um projeto que nasceu a partir do livro e luta para o fim da violência contra as mulheres. O livro, juntamente coma peça teatral, tem sido ferramentas de conscientização sobre os direitos da mulheres em regiões do mundo todo, como Filipinas e países do Oriente Médio. O trabalho é incrível e tem tido resultados muito positivos nessa luta

Eu adorei a capa. Ela consegue ser singela e chocante ao mesmo. Acho que carrega a essência da obra. Tenho certeza que devo ter chocado algumas pessoas com esse livro no transporte público com um título tão evidente assim. Mas to nem aí, precisamos de mais livros como esse nas rodas e clubes de leitura. Precisamos discutir sobre os diversos temas abordados que vão muito mais além das questões do corpo, mas do papel da mulher nas diferentes sociedades do mundo.

Apesar de ter começado sem nenhuma pretensão, Os monólogos da vagina é um livro que atingiu e continua atingindo mulheres do mundo todo mostrando que temos voz e que podemos sim ser ouvidas.

Os monólogos da vagina
Autor: Eve Ensler | Editora: Globo Livros
Páginas: 208 | ISBN: 9788525065919
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2pJhkN0


Mil beijos e até mais!

A força que nos atrai, de Brittainy C. Cherry

12 de outubro de 2018

Último livro da coleção Elementos, que começou com o sucesso O ar que ele respira.
Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder. Fonte da Sinopse: Editora Record

A força que nos atrai

O plot do último livro da série elementos se concentra basicamente em dois personagens completamente opostos, enquanto os personagens secundários dão pequenos toques na trama. Lucy a nossa protagonista faz questão de ser o mais otimista que conseguir. Com uma mãe hippie, sua criação foi um tanto quanto excêntrica. Ela é a caçula de 3 irmãs e totalmente o posto de sua irmã mais velha. Lyric, a irmã mais velha, é muito pé no chão e distante da família. Mari é a irmã do meio e melhor amiga de Lucy.

Por outro lado temos Graham, que é um autor de sucesso assim como o pai. Mas as similaridades dos dois personagens acabam na profissão, eles tem uma relação supercomplicada, Graham é casado e está prestes a ser pai, porém tem certeza que não está preparado para ser pai, a única certeza que ele tem é de que jamais quer ser igual ao pai, com um casamento de conveniência ele é abandonado pela esposa e deixado sozinho com a filha prematura na UTI sem nenhuma explicação precisará descobrir como ser pai solteiro.

— Estar com alguém com quem você não deveria estar por medo de ficar sozinha não vale a pena. Juro, você vai passar a vida toda se sentindo mais sozinha com ele do que sem ele. O amor não afasta as coisas. O amor não sufoca. Ele faz o mundo florescer. Ela me ensinou isso. Ela me ensinou o que é o amor, e tenho certeza de que fez o mesmo com você também.

A escrita da Brittainy é muito fluida e envolvente, é fácil tomar partido dos personagens isso é um fator positivo e negativo ao mesmo tempo durante a leitura eu acabei me irritando muito mais do que me apaixonando pelo Graham, mesmo que a infância de Graham tenha sido muito desprovida de amor e exemplos de carinho e cuidado a rudez com que ele se porta me afastou mais do que me aproximou dá história.

A força que nos atrai

É quando o pai de Graham morre que os caminhos de Lucy e Graham se cruzam. Mas é por causa de Talon, a filha de Graham, que eles acabam convivendo. Lucy entra definitivamente em cena quando se oferece para ajudar com Talon (acreditem Brittaniy consegue amarrar o destino desses personagens de uma maneira bem novelesca) e enquanto o pai escreve/ lança seu livro, ela o ajuda na tarefa de cuidar da bebê. É a partir daí que a convivência desses dois nos prova que nenhum tipo de relacionamento é fácil.

Tudo bem nós lidarmos com as coisas de maneiras diferentes. Ela deixava seu coração à mostra, e eu mantinha o meu preso com correntes de aço bem no fundo da alma. Sem hesitar, eu a abracei mais forte. A mulher que sentia tudo buscava apoio no homem que não sentia absolutamente nada.

O dia a dia dos dois é costurado pela trama paralela da vida dos personagens secundários, enquanto acompanhamos um pouco da vida da Mari, irmã do meio que foi largada pelo marido e sobreviveu a um câncer, também conhecemos Oliver que é mentor e amigo do Graham (o responsável por dar os puxões de orelha que o protagonista precisa).

Mesmo as almas mais sombrias podem encontrar algum tipo de luz no seu sorriso.

Tirando minha birra com o Graham, esse sem dúvida é o livro mais inusitado da série, a maneira que os personagens principais se encontram é meio absurdo e difícil de se relacionar. Porém, se você diminuir as expectativas de leitura é bem provável que encontre aqui uma história sobre relações familiares, luto e como lidar com perdas abordados por diferentes ângulo. Apesar dos livros fazerem parte de uma série, os personagens são casais completamente diferentes fazendo com a leitura dos livros possa ser feita fora da ordem de publicação.

A força que nos atrai
Autora: Brittainy C. Cherry | Editora: Record
Páginas: 294 | ISBN: 9788501301529
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2RHoY7l

Ósculos e Amplexos, Karina.

O Reino de Zália, de Luly Trigo

9 de outubro de 2018

O Reino de Zália

Soube do lançamento de O Reino de Zália através da própria autora, Luly Trigo, durante a Bienal do livro SP 2018. Apesar de ter outros livros da autora na minha estante, essa foi o meu primeiro contato com um romance escrito pela Trigo. Até agora, só havia lido o conto As Valentinas, uma das primeiras histórias escritas pela autora.

Quando vi que a Editora Companhia das Letras estava disponibilizando a leitura prévia do livro através da plataforma NetGalley fiquei muito empolgada com a possibilidade de leitura. Fiz a solicitação do livro e fiquei bem feliz em ter sido aprovada para ler antes do lançamento.

O Reino de Zália irá contar a história da princesa Zália, uma típica menina de 17 anos cursando o último ano do Ensino Médio. Ela vive em um internato desde o inicio da adolescência e seu sonho é se formar e poder se dedicar a fotografia, que é a sua grande paixão. Mesmo sendo da realeza, ela não tem as responsabilidades que o seu irmão Victor, herdeiro direto e príncipe regente, possui. Zália cresceu longe do reino e sem conhecer a fundo como as coisas funcionam. Porém, tudo isso muda quando o seu irmão morre, vítima de um atentado. Zália vê o seu mundo se transformar totalmente, de repente.

A princesa precisa assumir o lugar do irmão, já que seu pai por motivos de saúde não pode reinar o país. Zália nunca foi preparada para se tornar uma regente (e futura rainha) e se vê totalmente perdida sem saber muito bem o quê fazer e como fazer. Conforme ela vai conhecendo o funcionamento do reino e da regência, ela começa a se inteirar dos problemas que estão acontecendo no seu país. O povo está insatisfeito há muitos anos com a maneira que os últimos reis estão governando a nação, a Resistência, que é um grupo que luta por melhorias em Galdino, está questionando o papel da coroa no país e é suspeita por trás do atentado que matou o príncipe regente. Zália diverge do pai em muitas questões referentes ao reino e quer entender porque vê tantas inconsistências nos discursos dos governantes e nas reais necessidades da população. Com tudo isso ela decide investigar o que de fato está acontecendo, mas essa investigação revela muito mais do que Zália pode imaginar.

O mundo criado em O Reino de Zália

Todo o universo criado pela Luly Trigo em O Reino de Zália é fictício, porém bem verossímil. Eu não sou muito ligada na temática de reinados e coroas, reis e rainhas, da maneira bem tradicional que conhecemos. Mas falou de realeza nos moldes mais modernos, como o modelo britânico, eu já gosto mais. Acho que foi por causa disso que eu me interessei tanto pela história. A Luly não só criou o país Galdino como também, sua história e formação e achei bem legal os nomes que ela usou para descrever os lugares e regiões. Eles são tipicamente brasileiros o que, para mim, dá proximidade com a leitor. E isso pode ser notado no mapa-pôster de Galdino que vem como brinde para aqueles que compraram o livro na pré-venda. Ele consegue mostrar geograficamente o mundo idealizado pela autora.

Temas abordados

Uma grande surpresa para mim foram os assuntos presentes nessa história. Um livro que irá falar sobre política, corrupção, desigualdade social não é o tipo de livro esperado para o público jovem. Porém, a Trigo retrata sobre esses e tantos outros temas de uma forma que não fica pedante, cansativo, nem raso. Ela consegue fazer o leitor pensar e refletir sobre a sua própria realidade, sobre a sociedade em que vive. Mesmo que não toque diretamente, mas uma sementinha da reflexão ela consegue plantar na cabeça do leitor. Vi tantas semelhanças nas questões políticas e sociais brasileiras, que deixaram um sorriso no rosto enquanto lia. Dentro de mim, tinha uma vozinha que torcia “Isso, garota! Manda ver!”Acho muito importante temas como esses (e tantos outros) presente em livros voltados para o público jovem pelos mais diversos motivos.

O tema família também está presente no livro. Apesar de viver praticamente boa parte de sua vida no internato, Zália é muito ligada a família. Os personagens da mãe e, principalmente, do pai estão constantemente em foco e tem papéis fundamentais na construção de todo o enredo.

Claro que há romance no livro, mas não é algo que norteia a história. Tem um triangulo amoroso e o leitor fica dividido em qual casal shippar. Senti falta de um romance paralelo com outros personagens, mas acho que essa não era bem a intenção da autora. Teve algumas situações românticas que poderiam ter sido cortadas porque achei que não acrescentavam muita coisa para o enredo central, o que deixou o livro um pouco arrastado.

Os personagens em O Reino de Zália

Gostei muito da construção dos personagens e na forma como eles evoluem ao longo do enredo. Não achei que haviam personagens demais ou de menos. Acho que na medida certa. Os amigos de Zália apesar de serem bem construídos, eles podiam ter tido um pouco mais de voz ativa na história. Teve momentos que fiquei incomodada com o comportamento da Zália com a amiga Júlia. Estava me dando nos nervos os ataques de princesa mimada que ela estava tendo.

Me apaixonei pelo Enzo (desculpa Antonio, mas não fui com sua cara!). Fiquei idealizando-o a cada cena que aparecia. Doce, apaixonado e super profissional nos seus deveres como guarda real. Antonio tem um charme, mas não o tipo que me agrada. Eu quero debater mais sobre essa parte romântica do livro mas tenho medo de dar um baita de um spoiler e arruinar as experiência dos futuros leitores.

Falando agora da Zália, a nossa protagonista. Ela é uma personagem carismática que conquista logo de cara. É uma menina que se encontra em uma posição delicada tendo que se tornar adulta de forma muito abrupta. Esse processo é complicado porque ela ainda é uma garota, cheia de sonhos, querendo conhecer o mundo, mas de repente precisa assumir o papel de soberana e governar um reino no qual mal sabe seu funcionamento. O leitor consegue notar o seu crescimento. O livro começa com uma princesa que vive em sua bolha, em seu pequeno mundo, mas que ao longo da história vai deixando suas inseguranças de lado para poder ser justa com o seu povo. Ela não é uma personagem forte que passa por um amadurecimento forçado e se torna uma personagem forte, diferente e destemida. É uma pessoa comum (não tão comum assim já que se trata de uma princesa), que se descobre mais do que imaginava ser. Claro que em muitas partes podemos ver o lado jovem, ingênuo e inexperiente de Zália em algumas situações, mas acho que é exatamente isso que deixa ela ser tão real. Acho que é mais uma descoberta de si e do seu potencial que está em evidência nessa personagem.

Um dos pontos que mais me encantaram na leitura, foi no primeiro evento que Zália teve como princesa regente, na parte sobre o vestido (não é spoiler, tá bem no início). Acho que foi aí que o livro me conquistou de fato. Eu me vi tão envolvida com a leitura e tão maravilhada de uma forma que não sei explicar. Eu ia lendo e ia sentindo tudo que os personagens estavam vivendo ali. Depois desse capítulo fiquei pensando como teria sido ler esse livro aos meus 15, 16 anos! Com certeza a experiência teria sido bem mais intensa do que foi.

Eu comprei o livro na pré-venda, porém fiz a leitura do eArc antes no kindle e não pude avaliar bem a parte da diagramação certinha, mas depois que vi o livro notei que ele segue o padrão da editora. Quem comprava na pré-venda ganhava o mapa de Galdino, que é muito bonito e nos dá a ideia de como é esse mundo idealizado pela Trigo. o trabalho da capa ficou muito bonito e chama bastante atenção.

Eu gravei um unboxing + resenha e publiquei lá no canal Prateleira de Cima e contei mais detalhes sobre o que achei do livro e como foi a minha leitura. Vocês podem conferir o vídeo logo abaixo

O Reino de Zália é uma história que irá agradar públicos de todas as idades, mesmo sendo um livro voltado mais para o público jovem. Acho que todos irão se deliciar com a escrita da Luly Trigo e com a história da Princesa Zália.

O reino de Zália
Autor: Luly Trigo | Editora: Seguinte
Páginas: 368 | ISBN: 9788555340734
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2A1JdG2


Mil beijos e até mais!

Livro Ariel, de Sylvia Plath

3 de outubro de 2018

Livro Ariel

Mais uma vez Sylvia Plath! Eu ainda não sei explicar porque tenho uma admiração por essa escritora. Eu ainda não li  o seu mais famosos livro, a Redoma de Vidro e ainda estou arrastando a leitura de Os diários de Sylvia Plath. Mas consegui conhecer um pouco da essência da sua arte no livro Ariel.

Edição restaurada e bilíngue, com manuscritos originais dos poemas de Sylvia Plath.  Esta restabelece pela primeira vez a seleção e o arranjo dos poemas exatamente como Sylvia Plath os deixou antes de se suicidar. Além da reprodução dos manuscritos da autora, este volume também inclui os rascunhos completos do poema-título, “Ariel”, oferecendo ao leitor a oportunidade de acompanhar o processo criativo da poeta. Com esta publicação, o legado de Sylvia Plath pode ser reavaliado à luz de seu trabalho original e permanece conforme sua vontade. Sylvia Plath conseguiu, em Ariel, transformar em poesia tanto assuntos particulares como eventos históricos trágicos. Seus poemas evidenciam as dores de uma vida traumática, marcada pela morte do pai e pelos conflitos com o marido infiel, e são a prova do talento dessa poeta que, com otimismo ou sofrimento, soube unir técnica e emoção e criar uma obra já clássica. Fonte da Sinopse: Grupo Editorial Record

Eu não sou entendedora profunda de poesia. Tive dificuldades de me aproximar com os textos e acredito que muito disso se deu por não compreender bem a escrita da autora. Mesmo assim, consigo notar que ela possui uma profundidade e uma noção da sua realidade. Ela é intensa, inquieta e dramática e a gente consegue sentir essas características ao longo da leitura do livro.

Essa é uma edição bilíngue e o que eu mais gosto dela é que de um lado está a poesia original, o fac-símile das páginas datilografadas pela Plath e do outro lado a versão traduzida. Acho bem incrível a pessoa que faz tradução de poesia. É um trabalho bem genial. A obra também traz várias informações e explicações sobre pontos importantes que servem para localizar o leitor no contexto dos poemas. Além disso, existe um extra mostrando como é o processo criativo da autora na criação do poema que dá título a obra.

Para admiradores de Plath e para apaixonados (e entendidos) por poesia, essa obra é leitura imprescindível.

Ariel
Autor: Sylvia Plath | Editora: Verus
Páginas: 208 | ISBN: 9788576866961
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2O1lSfx


Mil beijos e até mais!