Drops da Prateleira Maio 2018

4 de junho de 2018

Drops da Prateleira Maio 2018

Acabou Maio! Não sei expressar muito bem como foi esse mês. Acho que normal cairia bem! Um pouco longo, mas no final deu tudo certo. O saldo foi positivo principalmente com o feriado um pouco mais prolongado do que o previsto graças a paralização dos caminhoneiros. Então vamos ao Drops da Prateleira Maio 2018.

Um notícia triste para esse blog e para a minha vida tão promissora no mundo da organização e dos bullet journals é que eu abandonei a minha agenda! Desde as férias que eu não estou conseguindo me manter organizada. Está bem complicado principalmente para quem estava conseguindo manter a vida nos trilhos e resolvendo pendências até então abandonadas. Calma que nada está perdido e estou ensaiando ensaiando um retorno para o mês de junho. A parte mais triste disso tudo é que parei de escrever o pequeno resuminho do meu dia que era um momento de introspecção e gratidão pelo meu dia.

Outra coisa sobre Maio é que finalmente mandei fazer os armários que ainda faltavam da minha casa. Estou numa ansiedade sem fim e não vejo a hora de ver minhas coisas guardadas da maneira correta e finalmente dar fim as últimas caixas da mudança. Vocês não tem ideia o que é ter suas roupas guardadas em sacos guarda-pó e em malas no canto do quarto por 3 anos. Tenso. Muita empolgada que assim que os armários estiverem instalados vou poder finalmente deixar o meu quarto do jeitinho que sempre sonhei.

Fiz minha primeira prova de concurso público concorrendo ao cargo de Bibliotecária e fui muito mal. Precisando urgente estudar caso eu queira uma vaga para atuar exatamente naquilo que sou formada. Mas valeu muito a experiência e mostrou como está o meu nível. A certeza é vou ter que fazer aquilo que achei que não iria mais fazer na vida: voltar para a mesa de estudos.

No quesito mundo blogueiro, consegui colocar os vídeos de book haul em dia lá no canal e mantive, pelo menos até a metade do mês, uma frequência boa de publicações lá no canal do Prateleira de Cima.

ASSISTINDO: a gente foi no cinema e assistiu Deadpool 2. Achei que seria um retorno da Karin as salas de cinema, mas continuo sem muita paciência de ver filme em tela grande e sem botão de pause. Ensaiamos um retorno ao Netflix com Dear White People V.2, mas só conseguimos assistir os primeiros episódios. Continuo acompanhando Party of Five enquanto lavo louça ou faço janta.

OUVINDO: a programação das rádios e eventuais playlists do Spotify [está cada vez mais difícil conseguir conhecer algo novo]. Nada de novo por aqui!

LENDO: vocês já estão carecas de saber que se quiserem saber em tempo real o que ando lendo é só me acompanhar no Skoob ou no Goodreads. Esse mês finalizei alguns livros bem legais e que já tem resenha lá no blog como Feminismo em comum e A outra Sra. Parrish. Ainda li alguns outros que em breve terão resenha publicada por aqui! Talvez algumas sairão em forma de vídeo. Não sei ainda!

NAVEGANDO: a partir desse mês as indicações nessa coluna serão temáticas. Vou compartilhar de 2 a 3 blogs que sigo e indico para todo mundo. E nesse mês as indicações será de dar água na boca: culinária.

  • Gordelícias: a primeira indicação é desse blog maravilhoso que acompanho há muito tempo e amo demais fazer as receitas de lá (apesar de não estar cozinhando muito nos últimos tempos). A Raquel é uma querida que compartilha seu amor pela cozinha com muita paixão e receitas simples, do dia a dia, mas com jeitão de livro de culinária chique. Sou uma grande fã do blog e indico para todo mundo.

 

  • Flamboesa: apesar de ter conhecido pessoalmente a Fran há pouco tempo, o Flamboesa estava rondando as minhas barras de endereço de navegador desde que conheci o seu trabalho pela Melina Souza. Que blog lindo de se ver e gostoso de comer. A especialidade da Fran é confeitaria, mas também adoro as outras comidas que ela cozinha e compartilha com o pessoal através do blog e da sua conta, mas do que linda, no Instagram. Sério!

 

  • A cozinha coletiva: não me perguntem como encontrei esse blog, porque até hoje eu não me lembro, mas acho que foi assim que eu comecei com essa coisa de internet e blog na minha vida. A cozinha coletiva foi um achado maravilhoso e a história da criação dele é muito legal. É aquele blog recheado de receitas super diferentonas, principalmente tortas e bolos, que a gente vê em confeitarias especializadas. O que mais curto por lá, são as histórias que o Richie conta sobre cada prato que ele faz. É gostoso de ler e, com certeza, é gostoso de comer.

Mês de junho já chegou quente, cheio de objetivos saindo do papel e outros sendo esboçados. Provavelmente estarei um pouco off ao longo desses 30 dias, mas será por uma boa causa.


Mil beijos e até mais!

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente, do coletivo TCD

28 de maio de 2018

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente. O título é um tanto quanto grande, mas o significado por trás desse coletivo literário, e agora do livro, é muito maior e mais literário.

Indo contra a tendência dos textos curtos e superficiais que são postados nas redes sociais, o coletivo literário Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente (TCD) passou a produzir e compartilhar um conteúdo extenso, profundo e extremamente poético em suas páginas no Facebook e no Instagram. Com seus escritos e ilustrações, eles acabaram atingindo um público muito maior do que o esperado, nos mostrando como, apesar da crescente agilidade que nossa comunicação exige, ainda precisamos de tempo para digerir e entender nossas complexas relações humanas. Para este livro, foram produzidos textos inéditos que ganharam a companhia das sensíveis ilustrações de Anália Moraes
Fonte: Globo Livros

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente é a reunião de vários textos inéditos do Coletivo Literário TCD, página de grande sucesso no facebook que já atingiu mais de 1 milhão de visualizações. O TCD é composto por uma galera muito bacana que curte escrever. Fundada pelo Igor Pires da Silva, com a colaboração da Gabriela Barreira, Leticia NazarethMaria Luiza Moreira, o coletivo tem como proposta escrever textos que possam dar um alívio na correria do dia e tocar fundo nas emoções das pessoas.

O livro chegou aqui em casa através da parceria que o Prateleira de Cima possui com a Globo Livros. O presskit era bem fofinho e no mesmo dia eu usei a mini caneca que veio junto (onde sempre todo meus minis cafés).

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente

Demorei um pouco para começar essa leitura, mas depois que finalmente peguei o livro para ler, consegui concluir em uma semana. Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente é um livro profundo, extremamente sentimental. A gente sente através das palavras que quem escreveu estava sentindo aquilo naquele momento. Era como se o fato estivesse acontecendo e a pessoa estivesse na mesma hora descrevendo todos os sentimentos ali envolvidos. O livro tem uma carga poética muito grande e uma estrutura tão moderna. Acho que é isso que faz o TCD ser tão bacana: há uma preocupação tanto com a forma quanto com o conteúdo que tornam os textos muito únicos e extremamente autorais.

O tema principal é o amor. Nas 304 páginas podemos ver o sentimento amor de diferentes formas: o correspondido, o não-correspondido; o sofrer de amor; o amor-próprio; a descoberta do amor; o amor da amizade; o amor pela cidade (ou não); amor superado e tantas outros sentimentos que estão envolvidos com esse maior. É bonito, profundo e real, muito real.

Outra coisa bem legal foi a escolha das ilustrações que acompanham os textos. Anália Moraes foi uma escolha certeira. O estilo da artista casou muito com a mensagem que o livro quer passar e as imagens davam muito sentido ao que líamos.

Gostaria que vocês não me interpretassem mal nas minhas próximas considerações sobre o livro. Eu não me identifiquei com ele. Mas calma, vou explicar! Apesar de ser um livro com uma escrita poética, profunda e de características peculiares, eu não me senti tocada em muitos deles. Os textos retratam questões amorosas e também da vida de jovens de 20 ou 22 anos, mais ou menos a faixa etária de quem os escrevem. Eles estão começando agora, estão descobrindo o amor e de como é ter o coração dilacerado por quem amam. Com certeza absoluta, eu teria me acabado em prantos se eu tivesse lido esse livro quando eu tinha 17, 20 anos. A identificação seria muito maior. Para mim, que estou com 32 anos quase 33, casada e em um relacionamento com uma pessoa maravilhosa, aprendendo ainda sobre o amor e sobre a vida, porém um pouco mais consciente do que é o mundo, os textos não faziam muito sentido. Claro, que rolou algo do tipo: Nossa, foi assim mesmo que eu senti quando eu estava com fulaninho e a gente terminou/ele me traiu/ele me usou! Não quero dizer que aquilo ali é uma mentira ou pura enganação. É ASSIM MESMO QUE A ACONTECE QUANDO TEMOS ESSA IDADE. Eu era assim, eu tinha essas sensações, eu senti as coisas descritas em  vários textos. Também não quero falar que pessoas mais velhas não tenham se identificado com o livro e textos, que só porque já passaram o tempo elas não possam sentir aquelas coisas. CLARO QUE PODE! Espero que tenham entendido o meu ponto de vista.

Eu fui na lançamento do livro aqui São Paulo que aconteceu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em dezembro do ano passado. Estava bem cheio, com muitas pessoas que seguem o TCD nas redes sociais, além de amigos e familiares dos autores. Teve um bate-papo muito bacana contando sobre como surgiu o Coletivo e como aconteceu a ideia de reunir os textos em um livro. Adoro conhecer a história das pessoas, os motivos por terem começado um projeto e porque eles estão onde estão. Aproveitei para garantir o autógrafo no meu exemplar.

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente é um livro poético lindo e muito profundo e super dica para quem curte literatura contemporânea com uma pegada de poesia marginal.

Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
Autor: 
TCD | Editora: Globo Alt
Páginas: 304 | ISBN: 9788525065360
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2LTy6D6

Para seguir e ler os textos do TCD:
Site | Facebook | Instagram | Twitter | Youtube | Tumblr


Mil beijos e até mais!

A outra Sra. Parrish, de Liv Constantine

12 de maio de 2018

A outra Sra. Parrish

Vamos sair da zona de conforto literário? Vamos sair! Vamos descobrir que não é nem tanto assim fora da zona de conforto? Sim, claro! Vamos ficar intrigada com uma leitura envolvente e cheia de surpresas? Vamos! E foram esses os sentimentos que tive ao ler A outra Sra. Parrish, de Liv Constantine.

“Amber Patterson não aguenta mais. Está cansada de ser uma ninguém: uma mulher sem graça e invisível que não se destaca na multidão. Ela merece mais – uma vida de dinheiro e poder como a que Daphne Parrish, a deusa loira dos olhos azuis, tem e não valoriza.
Para todos na pequena cidade de Bishops Harbor em Connecticut, a socialite e filantropa Daphne e seu marido Jackson, o magnata do mercado imobiliário, são um casal que parece recém-saído de um conto de fadas. A inveja de Amber poderia consumi-la por dentro… Se ela não tivesse um plano.
Amber usa da compaixão de Daphne para se inserir na vida da família – o primeiro passo de um esquema meticuloso para destruí-la. Em pouco tempo, ela se torna a amiga mais próxima de Daphne, vai para a Europa com os Parrish e suas duas belas filhas, e se aproxima de Jackson. No entanto, um fantasma de seu passado pode destruir tudo que ela construiu e, se seu segredo for descoberto, seu plano perfeito pode ir por água abaixo.
Com reviravoltas chocantes e segredos tão profundos que te deixarão tentando adivinhá-los até o final da história, A outra sra. Parrish é um thriller repleto de emoções e completamente viciante, escrito por mãos diabolicamente imaginativas.”

 

A outra Sra. Parrish, de Liv Constantine foi um livro que chegou aqui pela parceria com a HarperCollins Brasil e fiquei bem intrigada com o título. Foi o que mais me atraiu! Para começar quero explicar que Liv Constantine, mas a junção de duas mentes irmãs que moram em estados americanos diferentes: Lynne e Valerie Constantine. Tem uma certa curiosidade em como uma história é criada quando são duas pessoas escrevendo: as decisões, as construções do enredo e dos personagens, quem fica com o que. Esse tipo de coisa, sabe?

Mas vamos falar sobre o livro!

Thrillers não aparecem com muita frequência por aqui, principalmente por achar que não é muito a minha pegada, apesar de eu ler um pouco de tudo. Juro que achava que não iria gostar da história, que seria uma coisa meio fora da minha zona de conforto. Mas gente, o que foi essa leitura. Sabe quando você se sente tão envolvida e querendo saber logo o que vai acontecer, mas precisa de todo o durante para entender os fatos? Então foi assim que me senti. Eu geralmente não conto as histórias dos livros, mas quando sei que a pessoa não vai ler aquele livro, eu vou contando tudo para ela. E foi o que fiz com o Eduardo, ia contando o livro na maior empolgação que depois até ele perguntou como terminava a história.

A outra Sra. Parrish é um livro que foi dividido em 3 partes. A primeira é contada através de um narrador-observador, mas ele só mostra a história na perspectiva da Amber, a nossa protagonista vilã. Nesse momento da leitura os sentimentos são bem estranhos porque você tem uma certa raivinha dela e não entende porque tem que ficar vendo toda a história a partir da sua visão. Eu não tenho muita paciência para esses tipo de personagens que querem arruinar a vida das pessoas simplesmente porque querem o lugar delas. Acho que é por isso que não tenho muita paciência para a novela. Sério, tive muita vontade de largar o livro por causa dela, mas a curiosidade humana, minha gente, é uma coisa. E foi por causa dela que continuei a leitura porque queria saber até onde ia tudo isso e qual seria o final. E também queria saber se a Amber ia se dar bem afinal das contas ou não.

A segunda parte do livro a gente sente a mudança de narrador. Dessa vez a história será contada através dos olhos da Daphne, porém como narrador-personagem e uma outra visão dos fatos. Não vou entrar em muitos detalhes porque é nesse ponto que a história começa a ficar extremamente envolvente. Eu não queria largar o livro de gente nenhum. A terceira parte já é a reta final e aí as coisas começam a caminhar para o desfecho.

O legal dessa história é que não ficaram pontas soltas. Tudo ficou muito bem amarradinho e  isso traz uma sensação boa na leitura, a sensação da coisa concluída. Vocês me entendem né! O livro é gostoso de se ler: o texto é fluído, sem linguagem complicada e deixa aquela coisinha na mente fazendo a gente pensar: como essa história vai acabar! a outra coisa que fiquei pensando depois de ler esse livro é: como as aparências enganam. Eu queria falar mais sobre isso, mas não teria como fazer isso sem dar um spoiler bem grande e arruinar a experiência da leitura. E isso não quero fazer para não arruinar a sua vontade de ler.

Depois da leitura de A outra Sra. Parrish eu fiquei muito tentada a ler mais livros nessa pegada. Há muito tempo não me sentia tão empolgada com uma leitura, do tipo de querer falar para todo mundo, debater a história e tal. Sei que no momento não será viável pular o meu cronograma literário, mas acho que logo logo deve aparecer um livro nessa pegada. Recomendo fortemente a história para quem curte muito leituras nessa pegada thriller e com reviravoltas de não querer largar o livro um só minuto.

A outra Sra. Parrish
Autor:
Liv Constantine Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 432 | ISBN: 9788595082847
Skoob | Goodreads
Para ler: Amazon


Mil beijos e até mais!

 

 

Morning pages, Sylvia Plath e a vontade de escrever diários

9 de maio de 2018

escrever diários

Oi pessoas!

Nunca fui de escrever diários. Não tive esse incentivo na infância/adolescência ou me senti tentada a fazer. Até comecei um caderno há muitos anos atrás, mas que não durou muito tempo. Ainda tenho ele, tem algumas coisas escritas e até é meio engraçado e nostálgico ver as coisas que escrevi nele.

Então tenho lido o livro Os Diários da Sylvia Plath e é bem interessante ver como ela escreve um pouco de tudo em seus diários: tem acontecimentos, reflexões sobre a vida e o mundo, um pouco de cada coisa. É meio estranho ver a sua vida ali meio que revelada em páginas e páginas, palavras e mais palavras. Eu tenho curtido muito a leitura, mesmo ela estando um pouco arrastada.

Então algumas semanas atrás, conheci, através da Maki e da Loma, o Morning Pages. O Morning Pages consiste basicamente em escrever tudo o que está em sua mente em pelo menos 3 páginas de um caderno (o que dá mais ou menos umas 750 palavras). A Maki explica super bem em um post sobre o Morning Pages e confesso que depois que li fiquei mais tentada ainda em fazer.

 

Acontece que o morning pages fica quase inviável para mim que tenho uma rotina superapertada pela manhã. Eu acordo 5:30, enrolo uns 15 minutos de preguiça, levanto, me arrumo e tomo um café da manhã para sair de casa para o trabalho estourando umas 6:30. Lembrando que tudo isso dividindo a rotina (e os espaços) com o marido que vai sair junto comigo. É tudo cronometrado e ensaiado. Se alguma coisa está fora do script a gente se enrola e se atrasa. Não dá para acrescentar mais uma atividade nesse esquema. Talvez para mim seria melhor algo do tipo “Night pages” (indicação da própria Maki), mas ainda não estou certa se daria certo.

Eu gostaria de ter uma rotina mais slowdown pela manhã para poder me dedicar a algumas coisas que eu gostaria de fazer e que ao longo do dia fica um pouco complicado ou simplesmente perco a vontade de fazer. Sou uma pessoa bem matinal, eu acordo com pique maravilhoso. O sentimento é que conseguirei conquistar o mundo. Mas as horas vão passando, o tempo vai avançando e quando vai chegando a tardinha eu só quero descansar e fazer vários nadas.

A questão é que de manhã, estou no meu trabalho principal, aquele que me permite pagar as minhas contas e conseguir comprar os meus livros e planejar viagens. E como o meu momento de maior produtividade está ligado a ele, então acabo sem energia para todo o resto.

 

Mas quero voltar a questão dos diários. Mas precisamente em escrever diários. Apesar de estar escrevendo pequenos resumos do meu dia em meu bullet journal e às vezes escrever uns textos mais pessoais e autorais por aqui, ainda sim, sinto a necessidade de escrever coisas mais profundas e um tanto quanto particulares que não consigo falar nem mesmo para a amiga mais íntima que tenho. Na verdade, acredito que um diário poderia ajudar na angústia diária que sinto, e assim poder extravasar em forma de escrita esses sentimentos que às vezes fico pensando e remoendo por horas e dias. Sei lá, talvez seja uma maneira de desanuviar a mente e conseguir me libertar de algumas sensações que andam me atormentando.

Ainda não dei início a esse processo de escrever diários, porque tenho muito medo de ser mais uma coisa que quero muito fazer, mas não consigo dar continuidade, como acontece em muita coisa na minha vida. Isso é uma das coisas que me incomodam: os projetos iniciados e nunca terminados. Se vocês soubessem o quanto isso me angustia e me incomoda e me frustra (acho que alguns, sim). Eu já comecei a fazer tanta coisa e acabei largando pelos mais diversos motivos que hoje em dia fico descrente em mim mesma para começar qualquer novo projeto.

Eu queria escrever, escrever muito, mas para isso preciso dedicar um tempo que não sei realmente se tenho. Me sinto bem escrevendo. Adoro vir aqui e escrever e desabafar e expor um pouco de tudo que se passa aqui na minha cabeça. É catártico e me ajuda de alguma maneira, mas acho que o diário seria algo que eu pudesse escrever para mim, para expurgar sentimentos e aflições, que eu pudesse exteriorizar através das palavras a verdadeira Karin. Aquela nem mesmo eu sei que existe. Seria meio que terapêutico. Talvez um meio passo para um autodescobrimento que tanto necessito.

Vou amadurecer essa ideia toda de escrever um diário. Talvez seja só uma fase, talvez eu realmente precise disso. Talvez…


Mil beijos e até mais!