50 perguntas #1

15 de janeiro de 2017

50 perguntas #1: Quantos anos você teria, se você não soubesse quantos anos você tem?

A gente já começa o projeto com uma pergunta referente a idade, ao tempo. Idade é algo que o homem convencionou para poder conta o tempo de vida nesse mundo.

Tenho 31 anos no exato momento que escrevo esse texto. Meu pai dirá que tenho 32, já que estou muito mais próxima dessa idade do que do 31, já que o dia que completei essa idade já aconteceu, está no passado.

Uma amiga que conheço fez aniversário semana passada e ela escreveu em uma legenda de foto um texto tão maravilhoso que vou tirar licença e extrair um pedacinho.

Todos nós, sem exceção, vamos envelhecer de corpo. Mas envelhecer de alma e de mente é opcional. No meu mundo imaginário, parei de envelhecer aos 22. As responsabilidades continuam aumentando mas minha alma adolescente parou nos 22. (SOARES, Lilian. 2017)

O texto é maravilhoso e a minha amiga que completou a mesma idade que farei esse ano (1985 rules!) conseguiu expressar o mesmo sentimento que tenho. A mesma perspectiva sobre envelhecer, ficar mais velha.

Mas, Karin, e a pergunta? Não vai responder

Bom, quantos anos eu teria se eu não soubesse a minha idade? Acho que eu teria 21, 22. Não sinto que tenho 31 anos de idade. Às vezes acho que os últimos 10, 12 anos de minha vida passaram de forma tão rápida, que parece que vivi um sonho. Que parece que nem estive ali protagonizando os meus dias.

Sou uma mulher cheia de responsabilidades, com contas e empréstimos para pagar todo mês. Que precisa pensar em fazer compras ou na mudança do nome do proprietário no IPTU. Mas ao mesmo tempo, quero compras coisas bonitinhas de papelaria que vi em um site. Ou cantar loucamente dentro do carro (na verdade fazer LipSync e gravar no InstaStories) músicas dos anos 80 e 90. Ou entrar em lojas de brinquedo só para ver (às vezes comprar) todos aqueles brinquedos que desejou um dia. Ou desejar o dia que irá a terra do Mickey e tem certeza que irá chorar no dia verá a Bela pela primeira vez.

A minha alma, meu espírito ficou lá nos 21 anos. Vivendo a vida leve, curtindo coisas fofas, dançando como se ninguém tivesse vendo. Ainda ouço o CD das Spice Girls da mesma forma que fazia aos 14, 15 anos: fingindo ser uma delas, performando como se tivesse em um show lotado. E é maravilhoso poder sentir a satisfação e alegria de fazer essas coisas da mesma forma que eu sentia quando era mais jovem

Acho que terei 50 anos e ainda sentirei que minha alma, o meu jeito, a verdadeira Karin, na verdade terá apenas 22.


Mil beijos e até mais!

Esse post faz parte do Projeto 50 perguntas que irão libertar sua mente. Caso tenha interesse em conhecer outras perguntas publicadas e as minhas respostas, clica aqui

50 perguntas que irão libertar a sua mente

8 de janeiro de 2017

50 perguntas

Em 2017 decidi tornar esse blog um pouco mais pessoal. Não que ele nunca tenha sido, mas nos últimos tempos eu meio que deixei essa característica meio que de lado e só falei de livros por aqui. Estava mais com cara de blog literário do que qualquer outra coisa. Tenho certeza que muita gente estava meio que cansado de vir aqui e ver só resenhas e book hauls. Eu estava!

Então no final de 2016, dei uma olhada em algumas listas e projetos para 2017 e vi que no 101 em 1001 #2 havia um pequeno projetinho que daria para elaborar ao longo desse ano e que tem um teor mais pessoal, do jeito que eu queria. O projeto é 50 perguntas que irão liberar a sua mente.

Não sei bem ao certo onde na internet eu encontrei essa lista. Só sei que estava em um arquivo aqui no computador há muito tempo. Mas se você estiver interessado em saber um pouco mais, só pesquisar no Google que irão aparecer vários blogs que já responderam essas 50 perguntas

A ideia é ao longo de 50 semanas publicar uma pergunta dessa lista em formato de post, colocando minhas impressões e reflexões. Acho que será um ótimo exercício de autoconhecimento, já que são perguntas bem pessoais e algumas que demandam uma introspecção e análise para respondê-las.

Se gostaram desse projeto/desafio, que tal fazer esse mesmo exercício na sua rede social preferida. Acho que dá para fazer no Facebook, no Instagram ou qualquer outra rede que você mais goste. Vamos conferir as perguntas do 50 perguntas que irão abrir a sua mente:

  1. Quantos anos você teria, se você não soubesse quantos anos você tem?
  2. O que é pior, falhar ou nunca tentar?
  3. Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
  4. Quando estiver tudo dito e feito, você vai ter dito mais do que você fez?
  5. Qual é a única coisa que você mais gostaria de mudar em relação ao mundo?
  6. Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho iria torná-lo rico?
  7. Você está fazendo o que você acredita, ou você se contenta com o que faz?
  8. Se a média de vida humana fosse de 40 anos, o que você faria de diferente?
  9. Até que ponto você realmente tem controlado o rumo que sua vida tomou?
  10. Você está mais preocupado em fazer as coisas direito, ou fazer as coisas certas?
  11. Você está almoçando com três pessoas que você respeita e admira. Todos começam a criticar um grande amigo seu, sem saber que ele é seu amigo. A crítica é estranha e injustificável. O que você faz?
  12. Se você pudesse oferecer somente um conselho a uma criança, qual seria?
  13. Você quebraria a lei para salvar um ente querido?
  14. Você já viu insanidade onde mais tarde viu a criatividade?
  15. O que é algo que você sabe que você faz diferente da maioria das pessoas?
  16. Como pode as coisas que te fazem feliz não fazer todos felizes?
  17. O que uma coisa não é mesmo feito que você realmente quer fazer? O que está prendendo você?
  18. Você está segurando em algo que você precisa deixar de ir?
  19. Se você tivesse que mudar para um estado ou país, além deste que está vivendo atualmente, para onde é que você se mudaria e por quê?
  20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que isso faz o elevador ir mais rápido?
  21. Você preferiria ser um gênio preocupado ou um simplório alegre?
  22. Por que você, é você?
  23. Você é o tipo de amigo que você quer ter como amigo?
  24. O que é pior, um amigo se afastar, ou perder o contato com um bom amigo que mora bem perto de você?
  25. Pelo o que você é mais grato?
  26. Você preferiria perder todas as suas memórias de infância, ou nunca ser capaz de fazer novas memórias?
  27. É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
  28. Seu maior medo já se tornou realidade?
  29. Você se lembra aquela vez a 5 anos atrás quando você estava extremamente chateado? Será aquilo realmente importa agora?
  30. Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
  31. Em que momento do seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
  32. Se não agora, então quando?
  33. Se você não conseguiu ainda, o que você tem a perder?
  34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo como se você tivesse acabado de ter a melhor conversa?
  35. Por que as religiões, que apoiam o amor causam tantas guerras?
  36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mal?
  37. Se você ganhasse um milhão de reais, você sairia do seu trabalho?
  38. Você prefere ter menos trabalho a fazer, ou mais trabalho daquilo que você realmente gosta de fazer?
  39. Você já sentiu como já tivesse vivido este dia uma centena de vezes antes?
  40. Quando foi a última vez que você se arriscou no escuro com apenas a esperança do brilho suave de uma idéia que acreditava piamente?
  41. Se você soubesse que todos que você conhece iriam morrer amanhã, quem você visita hoje?
  42. Você estaria disposto a reduzir sua expectativa de vida por 10 anos para se tornar extremamente atraente ou famoso?
  43. Qual é a diferença entre estar vivo e viver verdadeiramente?
  44. Quando é hora de parar de calcular o risco e recompensa, e ir em frente e fazer o que você sabe que é certo?
  45. Se aprendemos com nossos erros, por que estamos sempre com medo de cometer um erro?
  46. O que você faria diferente se você soubesse que ninguém iria julgá-lo?
  47. Quando foi a última vez que você percebeu o som de sua própria respiração?
  48. Quem você ama? Alguma de suas recentes ações expressou abertamente este amor?
  49. Em 5 anos a partir de agora, você vai lembrar o que você fez ontem? E quanto ao dia antes? Ou no dia anterior que?
  50. Decisões estão sendo tomadas agora. A pergunta é: Você está fazendo-as para si mesmo, ou você está deixando que os outros façam por você?

Na próxima semana vocês irão conferir a resposta da minha primeira pergunta. Até domingo que vem!


Mil beijos e até mais!

Cheesecakes e um mundo de possibilidades

2 de janeiro de 2017

Cheesecakes

Vamos falar de coisa boa! Vamos falar de cheesecakes!

Queria começar 2017 aqui no blog com um post sobre metas ou com uma retrospectiva de 2016. Mas sentei na mesa da sala e decidi escrever sobre Cheesecakes. E acho que vai ser um post bem mais legal que qualquer post clichê de novo ano.

Tenho uma relação muito delicada com queijo. Sou um pouco chata com eles, principalmente porque não sou muito fã de leite, a base para qualquer queijo da vida, né queridos. Amo queijo, acho que torna qualquer receita mais ou menos, em algo espetacular. Mas se tiver fora dos meus padrões ~paladísticos~ (invento palavras sim, mindexa), o queijo não desce nem com reza braba.

A relação é tão estranha que eu achava broxante quando ia nas festinhas e tinham aqueles docinhos que pareciam beijinhos e quando colocávamos na boca sentia o gosto da decepção. E na hora era cuspido para o lixo. E por isso sempre achei que cheesecakes tinham aquele gosto da decepção. Ahh como eu estava enganada.

Cheesecake é uma sobremesa que em boa parte da minha infância e adolescência não era conhecida. Talvez por ser um prato muito mais popular em outros países e que o conhecimento dele só se deu depois que fiquei mais adulta e que tive oportunidades de, enfim, me deparar com essa iguaria pelas vitrines dos cafés ou dos livros de receita.

Mas nunca me via comendo essa torta. Logo que ouvia o nome vinha na memória o gosto amargo da decepção. A coisa era tão forte para mim que lembro um dia que estava conversando com o Eduardo, planejando uma possível viagem para os EUA e a gente falando sobre os lugares que gostaríamos de visitar para comer e experimentar. E quando falamos da famosa The Cheesecake Factory (que sempre aparece na série The Big Bang Theory) eu vetei veemente a ida até lá, sem querer saber que poderiam haver opções sem a sobremesa no cardápio.

Até que um dia me permiti mudar esse pensamento e experimentar. Não lembro muito bem, nem quando, muito menos o porquê. Acredito que foi na pequena viagem a Holambra, que decidi me despir de preconceitos paladares e coloquei um pequeno pedaço desse doce na boca. Claro que já estava esperando o famoso gostinho do docinho de queijo das festas infantis. Cara, como estava enganada. Como um novo mundo se abriu, bem diante da minha língua. Agora quero experimentar todas as cheesecakes do mundo.

UPDATE: depois que o Eduardo leu esse post ele disse que na verdade foi no café da FNAC Paulista que dei a minha primeira pequena bocanhada na Cheesecake que ele estava comendo. Diga-se de passagem foi bem próximo a viagem a Holambra.

Cheesecakes

Após esse evento louco, divisor de águas da minha vida, parei para refletir sobre muita coisa e muitos comportamentos que tenho sobre mim e sobre o mundo. Consegui ver, mesmo que bem devagar, ainda meio que no escuro e na penumbra, que as coisas podem não ser exatamente como acredito que são ou como eram quando eu era mais jovem.

O mundo muda, nós mudamos. E com toda essa mudança, a nossa percepção sobre aquilo que achávamos bom ou não; que gostamos ou não, também pode variar. E acho que foi exatamente isso que aconteceu quando finalmente me permiti sair da minha zona de conforto. Claro que não me tornei a fanática por cheesecakes. Apenas posso comer sem problemas quando estiver em uma festa ou  quando essa for a única opção do cardápio.

Me abrir, me permitir experimentar é algo muito complicado para mim. Sou uma pessoa que carrega muitos paradigmas e preconceitos. Tenho muito medo de sair da zona de conforto, muito mais por medo de falhar ou de me frustrar. Tenho medo do não. E esse medo me impede de vivenciar coisas fantásticas e maravilhosas que eu nunca sei muito bem que são porque eu não me abro para vivê-las.

É claro que haverão cheesecakes não muito bem feitas, com um gosto diferente ou estragadas. Mesmo sendo experiências não muito agradáveis, essas cheesecakes pode revelar algo muito maior e com certeza você irá tirar algum ensinamento dali. Seja positivo ou negativo.

O que eu quero dizer aqui com essas palavras sem muita pretensão é o seguinte: não deixe as cheesecakes da vida te atrapalharem a experimentar o que o mundo tem de melhor a oferecer. Nossos gostos, opiniões e o modo de ver o mundo muda ao passar dos anos. Permita-se ser surpreendida e descobrir que tudo aquilo que você imagina pode sim ser diferente e até melhor.

Embarque em aventuras que tenha medo. Se tem muito medo, vá aos pouquinhos: prove um pedacinho aqui, depois um pedacinho ali. Quando você menos esperar, já comeu a torta inteira. E se depois disso tudo você notar que realmente não gosta de cheesecakes, tudo bem também. Você provou, experimentou e viu que aquilo não era para você. Que provavelmente, há uma outra sobremesa que você ainda não sabe que gosta e que te mostrará um mundo novo.

Esse é meu lema para 2017: mais cheesecakes em minha vida (acho que vou emoldurar essa frase). Qual é o seu lema para esse ano que acabou de começar?

Que tal experimentar uma cheesecake hoje?


Mil beijos e até mais!

George Michael, meu primeiro crush musical

26 de dezembro de 2016

Depois de uma viagem de carro de 5 horas do Rio a São Paulo, chego em casa e descubro que o cantor e compositor George Michael havia morrido. A minha expressão na fila do McDonald’s lotado foi ~putaqueopariu!!! Acaba logo #fucking2016~

Muitos de vocês talvez não saibam quem George Michael é, ou só souberam da existência dele depois do hit Careless Whisper (do grupo Wham!, no qual fez parte na década de 1980) aparecer na trilha sonora do filme Deadpool. Ou talvez depois da enxurrada de posts nas redes sociais na noite do dia 25/12 noticiando a morte do cantor.

Só que saber da morte de George Michael, mexeu comigo e com toda uma lembrança da minha infância e da educação musical que tive.

Quando eu era criança, nos anos 1990, havia a rádio Alvorada FM no Rio (estilo Antena 1, Alpha FM, Paradiso FM ou JB FM, depois de uma pesquisa descobri que ela ainda existe em BH) que tocava músicas famosas internacionais e MPB. Era a rádio favorita da minha mãe para as limpezas diárias da casa e da preparação do almoço. Lembro de ficar ouvindo as músicas sentada na sala, brincando, sentindo o solzinho matinal enquanto a casa se enchia com cheiro de alho ou do barulho da panela de pressão.

Era nesse cenário que conheci bandas e cantores maravilhosos: de Queen a João Gilberto. ~obrigada mãe pelo bom gosto musical alcançado~. Lembro de Sempre de ficar esperando os locutores falarem o nome e o artista daquela canção que havia acabado de tocar para aprender de quem era aquela música que me conquistou desde a primeira nota. E foi dessa forma que reconheci a voz na música Wake me up before you Go-go e descoberto que antes de ser o cantor, Michael foi o vocalista do Wham!

George Michael

Créditos da imagem: AFP

Foi assim que conheci George Michael. E que me apaixonei (obrigada Raquel Arellano, seu post me fez lembrar disso) pela primeira vez por um artista depois que vi o clipe de Freedom! ’90 na tv. Seu jeito de galã e sexy o tornou meu crush musical número um.

Ouvir o cantor é sempre uma mistura de sensações para mim: dançar loucamente pela sala ao som de Freedom! ’90 e Fastlove; me arrepiar nas notas e na suavidade de sua voz em Cowboys and Angels e Miss Saravejo; dançar agarradinho em Careless Whisper e Heal the pain; ou apenas apreciar todo o seu talento em Father Figure, As, Kissing a Fool ou Jesus to Child.

Hoje, enquanto escrevo esse post, decidi ouvir todas essas músicas que mais amo e tantas outras dele. Corri para o Spotify e acabei criando a playlist Carta de amor aos mortos. A intenção é reunir músicas não só do George Michael, mas de outros artistas que deixaram esse mundo e suas obras que se tornaram eternas para a alegria de nossos ouvidos.

Por enquanto só tem as músicas dele, mas em breve adicionou outros artistas que se foram e que curto muito. Se tiver alguma sugestão pode deixar aí embaixo nos comentários.

Vou ficando por aqui curtindo o meu pequeno luto e fossa.


Mil beijos e até mais!