A stone called Fred, de S. M. Locke

15 de setembro de 2018

Sabe aquele livro que te chama atenção pela capa? Foi por essa razão que solicitei o eArc de A stone called Fred, de S. M. Locke. Achei a capa tão diferente e tão linda que foi o motivo para pegar essa leitura.

Jack Watt é um rapaz que acabou de sair da adolescência. Ele mora sozinho, trabalha em uma pequena empresa e tem uma namorada chamada Fiona McDuff.

Em um manhã, Jack escuta uma estrondo em sua cozinha e ao chegar descobre em cima da mesa um objeto misterioso incandescente: um pedra, um pequeno meteorito. Ele corre até a casa dos vizinhos no andar de baixo e pede para que eles venham ver o objeto, mas o vizinho acha que é uma simples pedra que as crianças da rua jogaram pela janela.

Mas a pedra, não é uma simplesmente uma e ao tentar se livrar dela, Jack descobre que está lidando com algo excepcional. Ele se sente ligado ao objeto e decide dar um nome a ele: Fred.

Fred não é uma simples pedra. Conforme vamos conhecendo os personagens e nos envolvendo na leitura descobrimos que Fred dá alguns poderes especiais a Jack. Por conta disso nosso protagonista acaba se envolvendo em muitas confusões.

O livro começa bem, mas aí e começa meio que perder o rumo, parece que perde um pouco o foco e leitor fica meio que sem saber o que vai acontecer. Só que da metade para o final acontece uma reviravolta que prende a atenção. O final é interessante. Fred tinha uma missão e por isso apareceu assim tão de repente para o Jack. A gente também descobre poque Jack foi o escolhido para acompanhá-lo nessa missão. Tem uma razão para ele ter sido escolhido por ela.

O livro não tem uma preocupação em aprofundar nas características dos personagens e nem dar detalhes dos lugares descritos. A intenção é contar uma história divertida e despertar o interesse para a leitura.

Eu tive algumas dificuldades com a linguagem escolhida. Por ser um livro focado no público infantojuvenil achei o vocabulário um pouco puxado e em muitos momentos tive que recorrer ao dicionário para compreender o significado de algumas expressões encontradas. Claro que isso pode ter sido causado também pelo fato eu não ser uma nativa em língua inglesa ou também por estar mais acostumada a ler livros em inglês americano do que em inglês britânico, já que ambos possuem suas peculiaridades. Mas mesmo sendo uma leitora com uma boa fluência fiquei perdida em algumas partes.

O livro ainda não está disponível no Brasil (não sei se um dia estará), mas se teve interesse no título você pode adquirir nesse link e lê-lo no Kindle.

É um livro para o público infanto juvenil, mas como vocês sabem pode agradar público de qualquer idade.

A stone called Fred
Autor: S. M. Locke | Editora: Troubador Publishing
Páginas:  74| ISBN: 9781789014402
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2xdzd9V

O silêncio das águas, da Brittainy C. Cherry

4 de agosto de 2018

Da autora de O ar que ele respira e A chama dentro de nós, uma história de amor que precisará vencer todos os obstáculos.
Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros.
A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes? Fonte da Sinopse Editora Record

Seguindo uma minimaratona da série Elementos, o meu primeiro contato com livro 3 “O silêncio das águas” foi via audiobook e essa foi uma experiência bem diferente.

O livro começa com o pai da Maggie casando novamente; eles tem uma relação linda de pai e filha e juntos começam a construir uma dinâmica com a família da Katie (madrasta); Katie tem outros dois filhos, uma garota (Cheryl) e um garoto (Calvin) que os recebem muito bem, é nessa nova familia que Maggie conhece Brooke  o melhor amigo e vizinho do seu irmão (postiço).

O Silêncio das Águas

Maggie e Brooke são o casal mais estranho/ provável de toda a literatura que já vi ser construído, eles demoram uma vida inteira para serem um casal se pensarmos em definição da palavra (mas vamos guarda esse fato para o final). Maggie tem um crush nele desde a primeira vez que ela coloca os olhos nele, é tão fofo quanto irritante …coitado do Brooke.

É quando Maggie intima Brooke para um passeio na floresta que tem perto de casa para que eles possam se casar rs que o plot começa a se desenrolar, enquanto ela vai toda feliz e saltitante esperar pelo garoto dos seus sonhos, a menina presencia uma cena que a traumatiza; o medo faz com que Maggie  desenvolva ataques de pânico, a garotinha feliz e falante já não consegue mais se comunicar, nem sair de casa. O trauma mudo o curso da vida da garota e de todos que a cercam.

Todo mundo tem uma parte de si que escolhe silenciar.

Brooke se sente culpado por não ter ido/ chegado a tempo de proteger Maggie e a partir daí ele se torna a única pessoa que realmente a compreende. Acompanhamos a adolescência deles, o início da vida adulta, a mudança dos sentimentos; são os livros e a música que facilitam a interação entre eles dois, enquanto Maggie se refugia nos livros e vai decidindo aos poucos que nunca mais sair de casa, Brooke usa a musica para se comunicar com ela, a ponte entre eles são as leituras conjuntas ou compartilhas e as melodias, porém por mais que Maggie tenha paralisado sua vida e Brooke tenha se tornado a única interação forte com o mundo de fora chega um determinado momento que ele precisa seguir a vida e faz isso indo viver de música (o que foi sempre o sonho dele).

 A pessoa nunca lê um livro incrível duas vezes e sai dele com as mesmas convicções.

Com uma narração em primeira pessoa que alterna entre o ponto de vista de Maggie e Brooke o texto é fluido, acompanhar o dia a dia deles  próximos ou separados é fácil, o que nos desespera é  que Maggie não percebe  que ao se fechar para o mundo limita não só as possibilidades de Brooke mas sim todas as relações que a cerca, seus irmão são deixados de lado pois a família passa a gira em torno do trauma dela , sua irmã se torna meio rebelde sem causa porque quer atenção , seus pais já não tem mais tempo de trabalhar na relação deles pois estão sempre preocupados com o que a próxima crise pode causar nela.

Nem todas as coisas quebradas precisam ser consertadas. As vezes elas só precisam ser amadas. Seria uma vergonha se somente quem fosse completo fosse merecedor do amor.

No fim essa é uma história que fala sobre medo, perda e o medo de perder, sobre família e esperança; apesar de gostar muito do tema abordado a escrita não conseguiu me convencer da maneira em que foi estruturada, por mais que na cabeça de Maggie existisse toda uma lógica para agir durante todos os anos,o acontecimento que a fez quebrar o padrão foi na minha opinião simples demais, me deu a impressão que era tudo raso demais.

Depois de escutar o audiobook e terminar a leitura sem saber se tinha amado ou odiado a leitura fui conferir a edição física do livro e na edição tem uma nota da autora que diz que esse foi o livro mais difícil de escrever com relação aos outros da série, o que reforçou um pouco a minha ideia de que a autora se perdeu durante a escrita e achou uma saída fácil demais para a personagem superar os traumas. Isso não diminui em nada a lição de que só o dono da dor sabe o quanto realmente doí. Alguém ai já leu esse livro ? O que vocês acham das saídas fáceis que os autores tiram da manga para amarrar uma história e faze-la chegar ao “Happy end” ?

O silêncio das águas
Autora: Brittainy C. Cherry | Editora: Record
Páginas:  364 | ISBN: 13: 9788501109644
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2N77u1i

Ósculos e Amplexos, Karina.

Preparativos para a Bienal do Livro SP 2018

3 de agosto de 2018

Simmm! vai ter Bienal do Livro SP 2018, minha gente!!! Estou muito animada, empolgada e ansiosa e quero reencontrar a turma, ver amigos, conhecer novas pessoas e muito mais.

Estou muito empolgada para essa bienal apesar de não ter conseguido pegar as senhas para muitos autores que eu queria conhecer.

A feira começa hoje (03/08) e vai até o dia 12/08. Haverá sessão de autógrafos, lançamentos e muita editora bacana presente. Muitas editoras e autores maravilhosos estarão presentes. Estou muito animada para rever os amigos, os leitores do blog, os amigos do mundo literário e também para ver muitoooooosss livros.

Cronograma da Karin na Bienal do Livro SP 2018

É claro e evidente, que ue iria montar um pequeno cronograma para não me perder e conseguir me guiar em tantas coisas que irão acontecer na feira. Por isso montei esse calendário e estou compartilhando aqui para vocês poderem  organizar para

Dia 03/08 – Sexta-feira

  • 15:00 – Salão de Ideias: Vamos falar de poesia? (Ryanne Leão e Alice Sant’Anna)
  • 16:00 – Estande da Companhia das Letras: Autógrafo Alice Sant’Anna
  • 20:00 – Estande Grupo Editorial Record
  • Nos outros horários: circulando pela feira.

Dia 04/08 – Sábado

  • 16:00 – Encontro de Booktubers – próximo ao Salão de Autógrafos
  • Nos outros horários: circulando pela feira.

Dia 05/08 – domingo

  • 15:00 – Estande Companhia das Letras -Autógrafo Iris Figueiredo
  • Nos outros horários: circulando pela feira.

Dia 06/08 – Segunda

  • NÃO IREI A FEIRA (um descanso é preciso)

Dia 07/08 – Terça

  • 13:30 – Editora Autógrafo Yoav Blum
  • 15:00 – Editora Gente – Autógrafo Thais Godinho

Dia 08/08 – Quarta

  • Dia livre pela feira

Dia 09/08 – Quinta

  • Dia livre pela feira

Dia 10/08 – Sexta

  • 13:00 – Pegar autógrafo com a Raffa Fustagno (tentar porque só chegou depois das 14:30)
  • Outros horários: circulando pela feira

Dia 11/08 – Sábado

  • Dia livre pela feira

Dia 12/08 – Domingo

  • Dia livre pela feira

Se houver alguma alteração nesse cronograma, atualizou por aqui, mas vocês podem acompanhar tudo que vai rolar esses dias através das redes sociais.

Lista de desejos Bienal do Livro SP 2018

É claro que iria rolar uma lista de compras para a feira, não é mesmo minha gente. Preparei uma pequena lista para guiar as minhas compras. Não quero cometer os exageros que cometi na Bienal do Livro passado e sair carregada de livros que ainda não consegui ler. São lançamentos, novidades e desejados de autores e editoras que amo muito e que estão na minha lista há anos!

  • O conto da aia, Margaret Atwood
  • O mito da beleza, Naomi Wolf
  • O poder, Naomi Alderman
  • Trabalho Organizado, Thais Godinho
  • A maior flor do mundo, José Saramago
  • Quarto de despejo, Carolina de Jesus
  • Céu sem estrelas, da Iris Figueiredo
  • Os criadores de Coincidência, Yoav Blum
  • E outros livros que possam aparecer e estar com preço bom!

Vou tentar vlogar os meus dias na feira e mostrar como serão esses dias intensos e superdivertidos. Vou fazer também um book haul especial contando sobre as minhas comprinhas na feira!

Me sigam nas redes sociais para acompanhar tudo que vai acontecer na Bienal. Espero vê-los por lá também para muitos abraços, conversa sobre livros e marcadores.


Mil beijos e até mais!

Drops da Prateleira Julho 2018

1 de agosto de 2018

Drops da Prateleira Julho 2018

Acabou julho e cheguei querendo contar tudo o que aconteceu nesse primeiro mês do 2º semestre no Drops da Prateleira Julho 2018. Um pequeno resumo mensal do que aconteceu em minha vida no lado de cá da telinha.

Hoje é primeiro de agosto e há exatamente um ano me aventurei em uma coisa mucho loka mas que eu adorei fazer: o BEDA 2017. Sério, foi bem insano porque eu estava em um momento bem louco da vida: precisando de férias, trabalho mega puxado e preparação para a viagem dos sonhos. Eu até hoje não sei como sobrevivi aqueles dias. Mas foi super gratificante e que me fez conhecer muito blog legal nessa coisa chamada internet. Mas não sei ainda se me aventuraria em algo do tipo mais uma vez, pelo menos com essa rotina que vivo acho que não!

Fiquei bem ausente das redes sociais nos últimos meses, graças a prova de concurso que eu estava estudando. Não fui bem, mas ganhei mais experiência para a próxima. Agora vou me organizar melhor para manter os estudos e estar mais preparada para uma próxima prova que venha surgir.

Finalizei o mês gravando uma série de vídeos para o canal com a ajuda do Eduardo. Agosto vai ser um mês maravigold com muitos vídeos bacanas recheados de indicações literárias. Foi muito divertido, mas gravar vídeo cansa pacas, viu pessoal! E você já se inscreveu no canal Prateleira de Cima??

ASSISTINDO: a cada dia que passa essa vida de telespectadora de série vai de mal a pior. Realmente, nada nesse quesito por aqui. A coisa está tão feia que nem as séries que já estava acompanhando eu estou conseguindo assistir. Tá f***!

OUVINDO: Só as descobertas da semana do Spotify. E podcasts!

LENDO: Fui bem eclética em minhas leituras esse mês. Terminei de ler uma ficção (Os imortalistas), uma não ficção (A utilidade do inútil), um livro de poesia (Ou isto, ou aquilo) e uma Graphic Novel (A diferença invisível)

NAVEGANDO: Vou falar aqui que esse mês estou a louca dos podcasts. Ainda vou fazer um post falando mais sobre isso. Vou deixar 3 indicações muito boas aqui para vocês: Ouçam As desqualificadas, o Imagina Juntas e a Lavendaire, que é um podcast que recomendo para quem tem domínio em inglês.

Vamos logo começar esse mês de agosto que com certeza durará uns 3 anos, com direito a inferno astral. Mas não quero reclamar muito que ele já começa com Bienal do Livro SP 2018 que estou muito ansiosa e tenho certeza que será incrível. E também a oportunidade de colocar vários outros projetos em prática. Que seja um mês incrível.


Mil beijos e até mais!