Literalmente amigas, de Laura Conrado e Marina Carvalho

21 de novembro de 2018

Literalmente amigas

Literalmente amigas, de Laura Conrado e Marina Carvalho

Duas das mais populares autoras brasileiras da nova geração, as mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho se juntaram pela primeira vez para escrever Literalmente amigas
Quando Gabi e Lívia, duas apaixonadas por livros, se conheceram em uma comunidade sobre literatura em uma extinta rede social, não imaginavam que se tornariam melhores amigas e que criaram um blog de resenhas literárias, o Literalmente Amigas. Desde então, elas são inseparáveis, apesar das personalidades muito diferentes!
Gabi é um pouco avoada, desorganizada financeiramente, de riso fácil e vive uma história de conto de fadas com o namorado de longa data. Já Lívia é assertiva, firme e possui planos bem delineados para seu futuro, embora ainda não tenha encontrado o emprego dos sonhos nem um romance arrebatador como o de seus livros favoritos. Juntas, elas enfrentam as dificuldades da juventude, seja na profissão, seja no amor, até tudo começar a mudar quando ambas são selecionadas para a mesma vaga — para a qual as duas se inscrevem, sem contar uma para outra — na principal editora do país. Será que a paixão pelos livros, que antes unia as amigas, agora se tornará o motivo do término da amizade?
Fonte da sinopse: Grupo Editorial Record

Sabe aquele livro gostosinho de ler e que você não quer parar até chegar ao final? Literalmente amigas é esse tipo de livro. E sabe o que é melhor??? Ele fala sobre o universo dos livros, dos blogs e de amizade entre duas meninas que amam boas histórias. Tem mistura mais agradável???

Literalmente Amigas possui a fórmula maravilhosa de uma boa história. Aqui você consegue encontrar diversão, romance e até uma pitada de suspense, o que deixa a leitura instigante. O livro está escrito em primeira pessoa e cada capítulo temos a visão da história a partir do ponto de vista de cada uma das amigas. O grande barato é ver como tanto a Laura Conrado quanto a Marina Carvalho construíram essa história dando voz para cada personagem. Acho que ficou muito mais real a construção dessa narrativa.

Para mim foi impossível me apegar a apenas uma das personagens. Apesar de serem tão diferentes, acredito que tenho um pouquinho da Gabi e um pouquinho da Lívia e por isso consegui amar as duas por igual. As personalidades das duas se complementam e acho que é por isso que a gente gosta tanto dessa amizade. E as referências??? Adoro livros que trazem referências do mundo em que se passa e no caso desse, falar sobre os autores clássicos de nossa literatura foi o toque especial para s aficionados por literatura como eu

Outro fator muito legal que senti ao ler Literalmente Amigas foi ter visto o mundo dos Blogs Literários sendo retratado na história. Me senti representada em muitos aspectos, principalmente porque mostra que as coisas nessa área não são tão simples assim como muitos acham que são. Os compromissos com as editoras e parcerias, a falta de tempo por conta da vida pessoal corrida e também o tanto de amor que nutrimos por histórias incríveis e personagens fictícios são alguns dos elementos mostrados nessa história e que apesar de saber que não estou sozinha nesse barco, eu realmente não estou sozinha nesse barco. (rsrsrs!)

Nem preciso falar da capa né? Acho que foi um dos detalhes que mais me chamaram a atenção para a obra. É tão fofinha e capta exatamente o espírito do livro. A diagramação mantém o padrão da editora, com uma fonte bem agradável para a leitura.

Super recomendo Literalmente Amigas para quem está atrás de uma leitura levinha e bem humorada. Falar de livros e sobre esse mundo é sempre algo muito acalentador para os amantes desse universo assim como eu.

Literalmente amigas
Autoras
: Laura Conrado e Marina Carvalho | Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 335| ISBN: 9788528623123
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2TtArIA


Mil beijos e até mais!

Como parar de se sentir uma m*rda?, de Andrea Owen

20 de novembro de 2018

Como parar de se sentir uma m*rda?, de Andrea Owen

Como parar de se sentir uma m*rda oferece informações objetivas sobre os comportamentos autodestrutivos mais comuns que as mulheres tendem a repetir
Com uma abordagem inovadora, direta e sensível, a autora best-seller Andrea Owen, por meio das próprias experiências, expõe o que há por trás dos principais problemas de autoestima feminina e oferece exercícios e ferramentas práticas para lidar com todas as dificuldades e inseguranças, encontrando o caminho definitivo para o empoderamento.
A leitora vai aprender, de forma leve e divertida, a superar questões como a síndrome da impostora, técnicas para lidar com o perfeccionismo e, também, a identificar os 14 hábitos mais recorrentes que levam muitas mulheres a se autossabotarem.
Como parar de se sentir uma m*rda é um guia de autocuidado que conta com estratégias de desenvolvimento pessoal para a autoconfiança de mulheres fortes em um mundo cheio de cobranças e ainda tão estruturalmente desigual.

Como parar de se sentir uma m*rda? é um livro de desenvolvimento pessoal no mesmo estilo dos livros que estão fazendo muito sucesso como A sutil arte de ligar o f*da-se, A arte francesa de mandar tudo à m*erda ou ainda o livro A mágica transformadora do F*. É um livro voltado para o público feminino com dicas totalmente direcionado a elas, mas achei que há muita informação que ode ser levada para qualquer pessoa, independente do gênero.

Não sou uma leitora voraz de livros de desenvolvimento pessoal (gênero esse que o mercado editorial criou para substituir o famigerado auto-ajuda), mas acredito que sempre há algo para se aprender e refletir em cada leitura desse gênero. Por isso solicitei o livro na parceria que o blog tem com o Grupo Editorial Record para talvez entender algumas atitudes que tenho que acabam me sabotando.

O livro foi construído falando sobre 14 hábitos que as pessoas possuem que não permitem que elas sejam felizes e alcancem o sucesso. Em cada capítulo, a autora descreve um hábito diferente e irá destrinchar com calma esse hábito através de exemplos reais e fictícios. Além disso, é um livro prático com exercícios que ajudam a combater esses 14 hábitos que praticamos e que nos sabotam.

Owen escreve de forma envolvente e com uma linguagem informal que faz o leitor se apegar ao texto facilmente. A leitura é leve, mas requer uma certa atenção do leitor para que o objetivo do livro seja realmente alcançado. O problema que mais encontrei foi o direcionamento do discurso ser todo voltado para a mulher. Como disse mais acima, há muita coisa no livro que qualquer pessoa, independente do sexo, pode tirar proveito.

Acho que o grande lance desse livro é que cada pessoa terá uma relação diferente com ele. Algumas irão se identificar mais com alguns hábitos, outras irão se ver melhor em outros. Claro que ele não irá mudar a vida de ninguém, mas ajudará a reconhecer esses hábitos em nosso cotidiano, a refletir sobre nós mesmos e o que podemos fazer para cuidar da nossa saúde tanto física quanto mental.

Como parar de se sentir uma m*rda? é para aqueles que estão atrás de algo para dar o primeiro passo para sair do fundo do poço. Ele é só um caminho para aqueles que ainda não entendem muito bem porque se sentem tão perdidos. Super recomendo após a leitura buscar ajuda especializada para continuar a mudança em sua vida.

Como parar de se sentir uma m*rda?
Autora: Andrea Owen | Editora: Record
Páginas: 224 | ISBN: 9788546500949
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2QYiyQv

O que está acontecendo por aqui?

18 de novembro de 2018

Oi pessoas! Como estão???

Sei que não tenho aparecido muito por aqui. Esse blog se tornou um mar de resenhas literárias e nenhum texto mais pessoal tem sido escrito por essas bandas. Vamos pensar pelo lado positivo e exaltar esse montão de livros que tenho lido (e a Karina também) e tão sendo compartilhados aqui para vocês.

A real é que tenho feito algumas coisas meio que em off, colocado a casa (o blog) em dia e preparado algumas mundanças nessa minha vida blogueiristica. Novidades virão para os próximos meses.

O que acontece é que esse segundo semestre da minha vida está bem louco e quando eu chego nessa altura do campeonato, eu já estou pensando no próximo ano. Eu to me organizando para a alteração no calendário e o projetos começam a andar a passos de formiga.

Está tudo muito lento por aqui, mas estou tentando organizar o máximo que posso da vida porque não quero deixar tantas pendências para 2019. Por isso as redes sociais estão bem paradas e o blog entregue as baratas.

Está tudo bem por aqui? Está tudo bem sim! Tudo caminhando com alguns atropelos e desvios, mas pelo menos indo para frente. Apesar de não saber que “pra frente” é esse que estou indo.

Sim! A selfie que ilustra esse post mostra uma Karin sentada em frente a árvore de Natal  já está montada.  Entrei no clima natalino esse ano mais cedo e estou simplesmente apaixonada pela minha árvore linda e montada no meio da minha sala do jeitinho que sempre sonhei na vida. Eu edito as fotos em uma tela bem pequena, nem quero ver como ficou essa selfie-de-celular-tirada-em-baixa-luz-dentro-de-casa-com-camera-frontal-em-dia-nublado em computadores de tela grande. Mas to nem aí, (mentira, to sim!)

Já vou informando que o blog vai continuar com posts de resenhas de livros porque é o que temos para hoje. São resenhas muito legais de livros lidos tanto por mim quanto pela Karina com muitas dicas de livros para você ler nas próximas semanas.

Vejo vocês em breve!


Mil beijos e até mais!

Mas tem que ser mesmo pra sempre?, de Sophie Kinsella

17 de novembro de 2018

Mas tem que ser mesmo pra sempre?

De uma forma divertida, Sophie Kinsella nos mostra que as pessoas que mais conhecemos são aquelas que também mais podem nos surpreender. Juntos há dez anos, Sylvie e Dan compartilham todas as características de uma vida feliz: uma bela casa, bons empregos, duas filhas lindas, além de um relacionamento tão simbiótico que eles nem chegam a completar suas frases – um sempre termina a fala do outro.
No entanto, quando os dois vão ao médico um dia, ouvem que sua saúde é tão boa que provavelmente vão viver mais uns 68 anos juntos… e é aí que o pânico se instala. Eles nunca imaginaram que o “até que a morte nos separe” pudesse significar sete décadas de convivência. Em nome da sobrevivência do casamento, eles rapidamente bolam um plano para manter acesa a chama da paixão: de um jeito criativo e dinâmico, passam a fazer pequenas surpresas mútuas, a fim de que seus anos (extras) juntos nunca se tornem um tédio.
Porém, assim que o Projeto Surpresa é colocado em prática, contratempos acontecem e segredos vêm à tona, o que ameaça sua relação aparentemente inabalável. Quando um escândalo do passado é revelado e algumas importantes verdades não ditas são questionadas, os dois – que antes tinhas certeza de se conhecerem melhor do que ninguém – começam a se perguntar: Quem é essa pessoa de verdade?…”     .
Um livro espirituoso e emocionante que esmiúça os meandros do casamento e que demonstra como aqueles que amamos e achamos que conhecemos muito bem são os que mais podem nos surpreender.
Fonte da sinopse Editora Record

Em “Mas tem que ser esmo para sempre? ” temos Sylvie e Dan, um casal com C maiúsculo como a própria Sylvie se denomina. Eles são pais de um par de garotinhas gêmeas, que vivem de uma maneira razoavelmente confortável e bem feliz, num checkup de rotina eles recebem a notícia que eles têm uma vida bem longa pela frente (mais especificamente uns 68 anos), o que seria uma notícia maravilhosa para quase todas as pessoas, faz com que esses dois comecem a dar uma leve surtada com os anos que ainda tem um na companhia do outro; afinal quando você aceita o para sempre até que a morte nos separe ninguém tem noção do quanto pode durar essa  eternidade, ai a pergunta que fica é como não deixar a convivência cair numa rotina e estragar tudo?

Nós dividimos nossa vida em décadas. Em cada década fazemos algo diferente e legal. Conquistamos coisas. Nos superamos. Tipo, que tal se, por uma década inteira, a gente só se falasse em italiano?
— O quê?

Sylvie tem a ideia de fazer um projeto para não cair na rotina, esse projeto envolve surpresas onde um deve surpreender o outro para evitar o tédio nos longos anos que eles têm pela frente. Essa ideia de projeto dá o nome original do livro que é “Surprise me”, o projeto no início traz boas surpresas que garantem boas risadas como já é de se esperar em livros da Sophie Kinsella, porém nem tudo são flores já parou para pensar que talvez você não conheça a pessoa com quem você está casado?

Dan e eu temos gostos parecidos em muitas coisas, na verdade — filmes, shows de comédia stand-up, caminhadas —, embora também tenhamos diferenças saudáveis. Você jamais vai me ver subindo numa bicicleta para me exercitar, por exemplo. E nunca vai ver Dan fazendo compras de Natal.

Um chick-lit de um casal que está em um casamento estável a alguns anos é uma premissa que eu nunca tinha lido nesse gênero, geralmente temos histórias de garotas solteiras a procura do grande amor, então aqui prepare se para conhecer uma relação já estabelecida e isso foi uma surpresa bem interessante.

— Divertido? — Tilda parece espantada. — Surpresas não são divertidas.
— São sim! — Não posso deixar de rir da expressão no rosto dela.
— Eu entendo “manter seu casamento animado”. Isso eu entendo. Mas surpresas, não. — Ela sacode a cabeça enfaticamente. — Surpresas têm o péssimo hábito de dar errado.
— Não têm não! — replico, me sentindo incomodada. — Todo mundo adora surpresas.
— A vida já nos presenteia com uma quantidade suficiente de imprevistos. Para que buscar mais? Isso não vai acabar bem — ela acrescenta sombriamente, e eu experimento uma leve irritação.

Essas surpresas que eles planejam um para o outro começam a despertar em Sylvie a desconfiança de que Dan tem um segredo escondido e é aí que o livro sofre uma mudança e se torna mais dramático.

Como desgraça pouca é bobagem rs, o emprego que Sylvie tanto ama corre um certo risco. Seu pai que faleceu em um acidente faz muita falta, tudo ao passo que Dan não liga nem um pouco para as memórias do sogro e ainda tem espaço para uma ex namorada de Dan entrar em cena. Todo esse caos nos garante um livro fofo, engraçado e com espaço para algumas reflexões.

 […] o luto é algo demorado, confuso e terrível… mas não é uma doença. E você enfrenta como pode. Não existe uma forma “certa” para isso.

Os personagens secundários como já são de costume nos livros da Sophie são muito bem desenvolvidos, desde os vizinhos, passando pela melhor amiga até a fútil da mãe da Sylvie e as lembrança do pai que faleceu constroem o pano de fundo que levam Sylvie até a transformação final.

Se amar é fácil, então você não está amando direito.

Se você procura uma leitura leve e apenas para se entreter, Mas tem que ser mesmo pra sempre? é um livro que entrega isso, talvez tenham muitos pequenos mal-entendidos durante os capítulos o que me fez revirar os olhos em alguns momentos, mas isso nem de longe estraga a experiência de leitura.

Mas tem que ser mesmo para sempre?
Autora
: Sophie Kinsella | Editora: Record
Páginas:  378 | ISBN: 9788501113535
Skoob | Goodreads
Para lerhttps://amzn.to/2PTkR75

Ósculos e Amplexos, Karina.