Os imortalistas, de Chloe Benjamin

19 de julho de 2018

Os imortalistas

Oi pessoas!

Hoje tem resenha por aqui e o livro da vez é Os imortalistas, da Chloe Benjamin, publicado pela Harper Collins Brasil. Eu já estava bem curiosa com o livro desde que eu havia o visto em minhas andanças pelo Goodreads, e fiquei bem contente em saber que podia ter a oportunidade de solicitá-lo através da parceria que o blog tem com a editora.

Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares
Fonte da Sinopse: Harper Collins Brasil

Eu comecei a ler o livro sem saber a sinopse direito [#soudessas]. A única coisa que sabia era que os irmãos Gold, após visitarem uma vidente, descobriram a data que eles iriam morrer. O livro foi dividido em partes. A primeira era o prólogo, o momento que os irmãos descobrem quando iriam morrer e as outras partes, em ordem cronológica, mostram a vida de cada irmão até a data da sua morte (ou não!).

Para começar, Os imortalistas é o meu tipo de história: uma trama familiar. Eu gosto desses tipos de livros porque o foco é nos personagens e nas suas relações entre si. Eu gosto porque é como se eu tivesse vendo a história de uma pessoa (ou de pessoas), como se ela fosse real, como se eu tivesse lendo uma biografia. E como vocês sabem eu amo biografias.

O que mais gostei da história (além de se o meu tipo de história) é a forma como a autora retrata os seus personagens. A gente os conhece de forma profunda e como cada um possui características tão peculiares que moldam toda a sua personalidade e suas vidas. Os imortalistas é um livro sobre família e os costumes e ideias que cada núcleo familiar possui e como esses comportamentos moldam a maneira como as pessoas veem o mundo e veem a si mesmas.

Homossexualidade, religião, fé, saúde mental e ciência são alguns dos temas abordados ao longo de toda a narrativa, porém de forma inteligente sem ser pedante ou querer ensinar. É claro que a morte é algo presente ao longo de todo o livro e reflexões das mais diferentes formas sobre ela (e sobre a vida também) serão abordadas pelos irmãos e outros personagens do livro.

Os imortalistas tem um projeto editorial muito bonito: capa dura, papel amarelinho de boa qualidade e agradável para a leitura. A diagramação está bem bacana e o projeto da capa é muito linda com essa árvore em um fundo preto e as folhas bem outonais. A capa com certeza foi o que me atraiu nesse livro desde sempre. Amor à primeira vista. O único ponto que fiquei meio intrigada foi na tradução/localização. Houve um termo que havia sido traduzido para o português por uma expressão que hoje em dia é muito utilizada, mas acredito que na década de 1980 não era muito conhecida. Sei que houve a ideia de aproximação do fato com o leitor, mas acho que os personagens não teriam usado o tempo em um dialogo naquele época. Posso estar enganada? Posso, mas fiquei incomodada com a escolha da expressão.

Vou confessar que eu esperava mais sobre a história. Ela é envolvente, com uma narrativa atraente e que prende a leitura. A gente quer saber o que vai acontecer. Mas o desfecho não me agradou tanto. Esperava algo mais impactante, que deixasse o leitor incomodado ou algo parecido. A trama ocorreu de forma tão interessante para deixar a gente com um clímax tão sem graça. Mas acho que a intenção da autora era outro. O foco desse livro são os personagens. Fato! A gente se envolve com eles  e suas histórias e acho que é exatamente esse o grande barato desse livro.

Apesar da minha experiência de leitura não ter sido 100% (talvez uns 90%, hehehe), eu recomendo o livro por todo o seu conjunto. É uma leitura agradável, intrigante. Uma história cheia de simbolismos e personagens cativantes.

Os imortalistas
Autor: 
Chloe Benjamin | Editora: Harper Collins Brasil
Páginas: 320 | ISBN: 9788595082779
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2uA2YkT


Mil beijos e até mais!

Um planeta em seu giro veloz, de Madeleine L’Engle

16 de julho de 2018

Um planeta em seu giro veloz

Oi pessoas,

Finalmente consegui colocar essa série em dia e li todos os livros da saga Uma dobra no tempo já publicados por aqui pela HarperCollins Brasil.

Para quem ainda não conhece Uma dobra no tempo é uma série infantojuvenil escrita por Madeleine L’Engle e publicada entre os anos 1960 e 1980 nos Estados Unidos. A série é um clássico para o público jovem e irá misturar fantasia com ficção científica. A Disney produziu uma adaptação cinematográfica que foi lançada em 2018.

A resenha de hoje é sobre o terceiro livro, mas eu não conseguiria falar desse livro sem antes contar um pouco sobre a minha experiência com a leituras dos dois primeiros livros Por isso vou dar um breve resumo de como foi a leitura (sem spoilers) de Uma dobra no tempo e de Um vento à porta para vocês não ficarem perdidos com a história

Uma dobra no tempo

O primeiro livro que também vai dar nome a saga foi escrito em 1962 e ganhou o importante prêmio literário Newbery, que premia autores de literatura infanto-juvenil.

O livro vai contar a história dos irmãos Murry, Meg e Charles Wallace, que querem saber o paradeiro do pai e ajudá-lo a voltar para casa. Com a companhia do amigo Calvin, os irmãos embarcam em uma jornada pelo tempo e espaço para não só resgata o pai, mas também salvar o mundo.

O livro possui uma narrativa leve, de linguagem agradável e um tempo de história muito boa. Não há enrolação e a ambientação acontece conforme os fatos vão se desenrolando. A gente vai conhecendo os personagens através dos diálogos e das ações. L’Engle é didática e vai ensinando os conceitos científicos apresentados ao longo da história. É incrível como a autora conseguiu casar tão bem a fantasia com a ciência. Apesar disso, é possível ver a influência religiosa no texto e encontrar e algumas tentativas da autora de dar lições de moral aos personagens e consequentemente aos leitores.

Uma dobra no tempo
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2Nlezvg

Um vento a porta

Uma nova aventura surge e a possibilidade do fim do mundo é clara, caso a família Murry não impeça que o pior aconteça. A estrela dessa história é o menino Charlie Wallace e dessa vez fica evidente o quanto ele é especial e a sua importancia para o equilíbrio do mundo.

L’Engle mantém as mesmas características de escrita nesse segundo volume da saga. Porém a gente nota a inserção de novos elementos de fantasia e personagens que foram apenas mencionados no primeiro livro, são agora peças importante para o desenrolar da história.

Confesso que teve momentos que fiquei com muita raiva da teimosia da Meg. Tinha vontade de socar a menina por ser tão turrona e descrente nela mesma durante a leitura. Ainda bem que a jornada é um aprendizado e ela se dá conta que é capaz de muito mais do que imagina

Um vento a porta
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2NT1VEQ

Um planeta em seu giro veloz

Anos se passaram na família Murry. Meg e Calvin estão casados e a espera de um livro, mas isso não impede de se aventurarem em uma nova jornada pela fantasia e pela história para poder salvar o mundo.

Para impedir que o pais se envolva em uma nova guerra que poderá destruir o mundo, a família Murry irá se ver envolvida em uma jornada pela história e pelo passado da criação da região em que vivem. Charles Wallace, agora com 15 anos, será peça fundamental para que o mundo possa ser salvo. Em uma viagem ao tempo ele irá tentar mudar o passado para que o futuro não seja tão destrutivo e aterrorizante.

Novos personagens aparecem, como a mãe de Calvin, a senhora O’Keefe e os gêmeos Murry ganham um certo destaque e principalmente importancia para o desenrolar da história. oque senti com esse livro é que a autora está preparando os leitores para dar adeus a alguns personagens e introduzir outros que irão “tocar o barco” em próximas possíveis aventuras.

Eu li o terceiro até que rápido. Dos 3 livros, por enquanto, esse foi o que menos gostei. Acho que o foco na família Murry se perdeu ao contar sobre essa nova aventura. Fiquei meio perdida no espaço-tempo com os flashbacks e com as mini-histórias existentes sobre os antigos colonizadores da região. Acho que a autora pecou um pouco nisso. Senti que a história finalizou e deixou algumas pontas soltas e não entendi muito bem porque os personagens estavam envolvidos em tudo aquilo. No geral, o livro mantém as características literárias e de escrita dos volumes anteriores. Mas acho que esse livro podia ter tido uma trama melhor.

Apesar disso, a autora mantém o clima da saga, misturando ciência com fantasia e dessa vez um novo elemento: história. Acho que essa relação deu muito certo e é a marca característica da autora. Principalmente se a gente levar em consideração a diferença dos anos em que o primeiro e terceiro livro foram escrito: 16 anos. Ela amadureceu como autora e nada mais justo que essa escrita também tenha amadurecido.

Um planeta em seu giro veloz
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2uCCWN7

O que vejo de interessante na escrita da L’Engle é o quanto os fatos da época tinham influencia na criação das suas histórias. Dá para perceber na trama principal o quanto os acontecimentos do mundo na época em que os livros foram escritos influenciaram a criação de suas histórias. O engraçado disso é que mesmo sendo algo tão pontual para a época, as histórias se mantem tão atuais mesmo tantos anos após a primeira publicação.

Nos 3 livros ela mantém os elementos da fantasia e ficção. É como se ela sempre nos dissesse que para vivermos a nossa realidade é preciso um pouco de magia e de ciência, pois esse é o equilíbrio da vida. Acho que com essa fórmula ela consegue passar a mensagem que gostaria. A moral que tem por trás de cada aventura.

O bacana da série Uma dobra no tempo é o que os livros apesar de serem parte de uma saga e terem uma lógica cronológica, eles podem ser lidos separadamente, como uma história independente. É uma aventura diferente a cada livro. Além disso, o trabalho editorial da HarperCollins está muito bacana e só por isso já vale a leitura. Confesso que fico admirando as lombadas quando as vejo na prateleira da estante aqui de casa.

O quarto livro da saga já está a caminho e tem previsão de publicação para agosto de 2018. Já estou curiosa para conhecer a nova aventura da família Murry. O livro já está em pré-venda nesse link: https://amzn.to/2uq2wWb

Uma dobra no tempo é uma saga que super recomendo para todos os públicos é uma ótima indicação para quem está atrás de um presente para leitores infanto-juvenis. Quero saber se vocês conheciam a série, se já leram algum livro ou assistiram ao filme ou se interessam em ler algum dos 3 livros apresentados.


Mil beijos e até mais!

Big Rock, da Lauren Blakely

13 de julho de 2018

Já tem alguém ai ansioso para a bienal do livro de São Paulo ? Vamos ler um livro de um dos autores já confirmados?

Ele tem todos os talentos. Às vezes, tamanho é documento. “A maioria dos homens não entende as mulheres.” Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?” Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente – comprometedor… pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado… até agora.
Fonte da sinopseFaro Editorial

Spencer e Charlotte são amigos desde a faculdade e tem um bar juntos, um sempre ajuda o outro a escapar dos acompanhantes indesejados, Spencer é um mulherengo incorrigível e Charlotte está sempre livrando ele das enrascadas, porém eles nunca se evolveram para não arriscar perder a parceira construída anos atrás.

É quando Spencer vai a uma reunião de negócios para ajudar seu pai vender a joalheria para um velho (chato, peguei ranço em um parágrafo, rs) que acaba inventando a história que está noivo da melhor amiga para poder fechar o negócio rapidamente que tudo começa a mudar.

Com Charlotte eu posso ser simplesmente eu mesmo, e não tenho isso com mais ninguém.

Quando Spencer envolve Charlotte nessa enrascada, a amizade de tantos anos parece dar conta do recado, mas se algo mudar nesse percurso não só a amizade de anos pode estar em perigo, vale lembrar que a parceria deles se estende a vida profissional. Charlotte que é a parte mais racional dessa dupla não quer seguir com a farsa que o amigo criou, mas para se livra do ex chato acaba aceitando e assim eles começam a viver a semana mais louca da vida deles.

A notícia boa é que eu só preciso mentir por mais uns poucos dias. A notícia ruim é que Charlotte e eu só teremos mais uns poucos dias de compromisso falso.

Narrado em primeira pessoa o livro já me ganhou quando descobri que a história é contada do ponto de vista do Spencer (a maioria dos livros que já li são sempre narrados pelo ponto de vista feminino ou intercalando os 2) aqui é somente do ponto de vista dele. O Spencer é um cara confiante, mas não arrogante, engraçado e Charlotte é inteligente, faz tudo pelo amigo mas nunca deixa de cuidar de si mesmo.

É claro que algumas pessoas dirão que tamanho não importa. Pois permita que lhe diga uma coisa a respeito disso: elas estão mentindo.

Obvio que nem tudo sai como planejado e acompanhar o que dá errado aqui nessa história é a o mesmo tempo engraçado e desesperador, Spencer e Charlotte sempre dizem o que pensam um ao outro e a transparência que há entre eles pode ser o que talvez acabe estragando os planos.

Big Rock

Se você procura uma leitura despretensiosa e com cenas picantes essa sem dúvida é uma ótima opção, “Big Rock” é um stand alone sua história começa e se encerra nesse livro, porém ele faz parte de uma série em que os próximos casais estão ligados ao casal desse livro, porque comecei a resenha com essa observação? Porque quando terminei a leitura estava apaixonada por eles e já estava sentido vontade de reencontra-los em novas página. Se você gosta desse tipo de enredo e virá a bienal do livro de São Paulo essa é uma ótima oportunidade para conhecer a autora que já foi confirmada como uma das convidadas.

Big Rock
Autora: Lauren Blakely | Editora: Faro Editorial
Páginas: 224 | ISBN: 13: 9788562409943
Skoob | Goodreads
Para ler: https://amzn.to/2ug3PHf

Ósculos e Amplexos, Karina.

Drops da Prateleira Junho 2018

9 de julho de 2018

Drops da Prateleira Junho 2018

Está no ar mais um Drops da Prateleira Junho 2018 que quase não ia sair. Eu gosto muito de fazer esse post, mas por um momento achei melhor não fazer. Essas últimas semanas estão sendo meio bléh e essas é uma das razões por estar um pouco longe das redes sociais (aka Instagram). Para vocês terem uma noção como o mês foi tão estranho que o último mês foi tão estranho que a ultima postagem desse blog, tem mais de um mês. E foi justamente um Drops da Prateleira.

Apesar de todos os pesares, coisas boas também aconteceram. Finalmente, a gente fez os armários do meu quarto e do escritório e ambos os cômodos ficaram maravilhosos. Em breve, eu vou fazer um post mostrando os cantinhos. Nossa, não tenho como expressar o quanto minha vida ficou mais leve e prática apenas com a existência de gavetas. Agora consigo encontrar minhas coisas muito facilmente.

Fiz uma visita rápida ao Rio de Janeiro, mas precisamente para casa da minha mãe. Foi um bate volta de dois dias para resolver algumas coisas com minha mãe. Aproveitei para rever a família na festa junina anual da família que foi super divertido.

ASSISTINDO: nada! Só assistindo as temporadas mais antigas da série Law and Order: SVU e vendo as diferenças do antes e depois dos atores e também no roteiro da série. Mas continuo dizendo que é a melhor série para entender o mundo e todas as suas problemáticas.

OUVINDO: Nada de novo também! To falando que não foi um mês muito produtivo!

LENDO: Pior mês até agora para as minhas leituras. Finalizei o livro Para Poder Viver, que é maravilhoso e super indico ver o meu vídeo-resenha sobre ele lá no canal. Também terminei 2 livros infantojuvenis muito legais da série Uma dobra no tempo que estará em breve por aqui.

NAVEGANDO: pessoas, estou sem indicação de blogs/sites/canais legais pelo simples fato de não está conseguindo visitar absolutamente nada nas últimas semanas. Prometo que no próximo Drops da Prateleira indicarei coisas legais por aqui.

Julho vai ser aquele mês que vou contar cada segundo para passar logo. É sempre aquele momento do ano que você não sabe muito bem como foi que chegou até aqui e fica perdido para qual lado você irá. Você se vê bem perdido, exatamente como estou agora. Acho que a maré bléh ainda vai rondar mais um pouco por aqui


Mil beijos e até mais!