Onde cantam os pássaros, de Evie Wyld

25 de julho de 2016

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Sei lá … ainda não me recuperei dessa leitura.

Onde cantam os pássaros chegou no Prateleira de Cima através da parceria com a DarkSide Books e ainda não sei explicar o que achei sobre essa leitura. Espero conseguir colocar meus sentimentos sobre esse livro em ordem enquanto conto a minha experiência de leitura por aqui.

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No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção.

Aos poucos, vamos descobrindo mais sobre as suas habilidades em tosquiar e cuidar de ovelhas, aprendidas ainda quando jovem, em sua terra natal, na Austrália. E vamos aprendendo também o que aconteceu lá, que acabou por conduzir White à uma vida de reclusão e isolamento. E sobre as contradições e diferenças entre um passado (sempre narrado no tempo verbal presente) cheio de vida e calor, e o presente (narrado por sua vez no passado) repleto de lama, frio e um ritmo mais desacelerado, paira uma atmosfera absolutamente brutal.

Com uma prosa verdadeiramente excepcional, o estilo da autora reúne tanto clareza como substância e apresenta uma personagem inesquecível, enigmática, trágica, assombrada por um passado inescapável. Uma mulher forte, ainda que tão passível de falhas, erros e equívocos como todos nós. É uma história de solidão e sobrevivência, culpa, perda e o poder do perdão. Uma escrita visceral onde sentimos a presença de tudo, os odores, o vento, o tempo. Nada passa desapercebido.

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Estava muito ansiosa para ler esse livro. esse desejo ocorreu muito antes da parceria com a editora. Queria saber do que se tratava a história. A capa e o título me intrigavam. Já sabia que seria uma história de suspense/thriller. Algo diferente do que estava acostumada a ler.

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A história é intrigante. Há duas tramas paralelas: a primeira acontece no presente e conta a história de Jake White em sua fazenda e seu pequeno rebanho de ovelhas. A outra trama é no passado e fala sobre a vida de White antes de se tornar fazendeira. O fato curioso é que a trama do passado está sendo contada de trás para frente. É estranho porque só percebemos essa peculiaridade quase na metade do livro. E ela é importante na conclusão da história, é importante para entendermos porque Jake se sente tão atormentada.

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O livro é contado em 1ª pessoa (narrador-personagem) o que traz muito a visão da Jake sobre os acontecimentos. Ela relata os fatos (ou os relembra) com uma carga muito triste e cheia de pesar e dor. Você sente que a personagem está perdida, sozinha e sem rumo. Apenas sobrevivendo os dias.

A leitura é envolvente, porém parada. O mistério com a morte das ovelhas te segura até o último ponto final. Ao final do livro, fiquei me perguntando se realmente havia algo ali ou era tudo fruto da mente perturbada da personagem.

A escrita da autora é boa. O fato de ter escolhido uma forma não linear, com recurso de flashback, para contar a história da personagem, traz um recurso interessante e diferente para o leitor. Os personagens coadjuvantes não possuem muita profundidade e alguns deles aparecem por aparecer. A presença deles, pelo menos para mim não traz muita relevância para a construção do enredo.

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A ausência de um desfecho me deixou revoltada com a leitura. Talvez a autora tinha justamente esse propósito com o livro que não precisa ter um fim, um “e foram felizes para sempre”.

Gente, preciso de um fim. Sério! Essa sensação de não conclusão me traz uma aflição, um vazio no peito. O livro é legal e não ter um desfecho me deixou com esse vazio no peito e cheia caraminholas e teorias da conspiração na cabeça. Ainda estou me recuperando.

Onde cantam os pássaros

Escolhi Onde cantam os pássaros, pela capa, que me intrigava com todos os elementos e cores. A Ceile, do Este já li,  disse que a capa parece aqueles comerciais antigos da MTV, totalmente nonsense. O livro tem encadernação de capa dura e folhas amarelas. O projeto gráfico (tamanho e tipo de fonte) é bem legal,  o que torna a leitura confortável.

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Onde cantam os pássaros tem uma história boa, um enredo envolvente. Um bom livro para passar o tempo, mas não espere conclusões e um desfecho merecido para alguns dos mistérios presentes no livro.

Onde cantam os pássaros (All the Birds, Singing)
Autor: Evie Wyld| Tradutor: Leandro Durazzo | Editora: Darkside Books
Páginas: 272 | ISBN:9788566636529 | SkoobGoodreads

 ♥
Mil beijos e até mais!

Em algum lugar nas estrelas, de Clare Vanderpool

18 de julho de 2016

Em algum lugar nas estrelas

Gente, gente …. GENTE!!!!

Juro para vocês que estava muito ansiosa para escrever essa resenha. Não sei o que falar desse livro. Sério, me impressionei com a leitura e no final fiquei toda “ohhhhhh”. Posso dizer que foi uma das leituras de 2016 favoritas. Já está no top 3.

Em algum lugar nas estrelas chegou no Prateleira de Cima através da parceria com a Darkside Books. O livro foi lançamento do mês de junho e o encanto com a obra começou com o pacotinho que chegou aqui em casa. Não soube lidar e fiquei com o livro embaladinho por alguns dias até começar a lê-lo.

Em algum lugar nas estrelas

Livros são ótimos companheiros de viagem. Alguns conseguem ir além e se transformam em companhias para a vida inteira. Como os amigos que fazemos na juventude que, aconteça o que acontecer, vão estar para sempre do nosso lado.

É o caso de Em algum lugar nas estrelas, da autora norte-americana Clare Vanderpool. Um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença.

Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra.

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

Fonte: Darkside Books

Em algum lugar nas estrelas

Comecei a leitura sem ler a sinopse. O que para mim foi bem interessante, pois gosto de pegar livros sem saber da história para não criar expectativas. No começo, fiquei sem saber do que se tratava o livro, meio perdida na narrativa. Já estava por volta da página 100 e não conseguia me apegar a história. Estava tudo muito incipiente. O enredo ainda não se conectava, parecia tudo muito sem propósito. Então a aventura surgiu de fato e o livro se tornou bem mais interessante e atrativo.

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O livro é narrado em primeira pessoa (narrador-personagem) pelo Jack Baker. Acho que parte da confusão inicial se dá pelo fato da narrativa não está centrada nesse personagem e sim no amigo, Early. O narrador da história acaba se tornando um coadjuvante em toda a trama.

Os personagens principais são crianças, mas de uma profundidade que não conseguimos mensurar. Já desde muito cedo, eles passam por situações de perda, de se entender como parte do mundo. A afeição por eles é imediata. A inocência e a esperança é o que os movem por uma jornada para encontrar o desconhecido, mas o que eles acabam encontrando é muito maior do que imaginavam.

Em algum lugar nas estrelas  é contado de forma tranquila e doce. Sentimos uma paz, a gente flui com o enredo. Chega a ser poético a intercalação da jornada de Jack e Early, e a história de Pi, que Early conta. Eu não sei dizer, você tem vontade de abraçar os dois enquanto lê os livros, quer colocar no colo e dizer que está tudo bem. O final é inesperado e sentimos que algo se concluiu. Todos as pontas são amarradas e nada fica solto sem conclusão.

A ideia da autora talvez fosse retratar o autismo de forma simples e reflexiva. A escolha do tempo talvez tenha sido proposital. Na década de 1940, as pessoas nem conheciam sobre esse transtorno. Não haviam estudos ou pesquisas suficientes para compreender o comportamento das crianças portadoras desse distúrbio da mesma forma como podemos entender hoje. Vanderpool não estereotipou Early e conseguiu mostrar que essas crianças possuem particularidades e peculiaridades próprias para captar e compreender o mundo ao seu redor. Early é uma criança que encontrou a sua maneira de entender a vida e usa o número pi (3,14) para ajudá-lo.

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Em algum lugar nas estrelas tem um projeto gráfico e editorial muito bonito. A capa dura é encantadora mostrando o céus cheio de estrelas e constelações. Além disso o livro é cheio de detalhes por dentro e possui uma boa diagramação, o que torna a experiência de leitura agradável.  Há outros detalhes no livro que acabei não conseguindo fotografar, mas que são de um cuidado que me deixou apaixonada por ele.

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O único detalhe que eu ainda não havia comentado sobre os livros da DarkSide Books e que me incomoda, é o fato da posição da lombada está ao contrário, está com a direção invertida. Isso atrapalha na hora de fotografar os livros ou  criar uma composição harmoniosa entre a capa e a lombada para ser registrada. Como bibliotecária, diria que está fora do padrão e com isso acaba ficando de cabeça para baixo quando o livro está repousado em alguma superfície. Não adianta, meu olhar técnico sempre aparecendo, rsrsrs.

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É uma história leve e bonita, que trata de um assunto delicado através do olhar da amizade e companheirismo. Uma das leituras que gostei muito de fazer esse ano. Recomendo de olhos fechados. tenho certeza que você irá se encantar com o livro.

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Em algum lugar nas estrelas (Navigating Early)
Autor: Clare Vanderpool | Tradutor: Debora Isidoro | Editora: Darkside Books | Páginas: 272 | ISBN:9788566636833 | SkoobGoodreads


Mil beijos e até mais!

Menina má, de William March

15 de julho de 2016

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Vamos por partes!

Recebi o livro Menina Má, da parceria da editora Darkside Books. Não é um livro do selo #darklove, mas era um dos livros liberados para escolha então achei melhor aproveitar a oportunidade para solicitar, principalmente porque eu estava curiosa pela leitura.

Menina má é um livro antigo, publicado na década de 1950. Com ele surgiu, o interesse pela temática da psicopatia infantil nas artes e serviu de inspiração para muitas outras obras de literatura, cinema e teatro.

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Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças?

Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.

Publicado originalmente em 1954, Menina má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, Menina má ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.

Fonte: Darkside Books

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Já sabia que o livro tratava da temática sobre psicopatia infantil, um assunto pouco assustador nos dias de hoje, mas muito tenebroso e pouco falado nos anos 1950. O livro foi considerada a melhor obra de March e infelizmente, ele não pode aproveitar o sucesso já que faleceu alguns meses depois da publicação.

A narrativa flui bem, tornando a leitura agradável e intrigante. Conseguimos detectar as influências dos seus estudos em psicologia e psicanálise no livro e também de criminologia. O autor utiliza um linguajar mais sério, beirando ao formal com o uso de palavras e expressões pouco frequentes. Nada que dificulte a leitura, mas que transparece a personalidade do próprio autor.

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March não teve muito pudores em descrever certas coisas no livro. Achei chocante alguns fatos descritos e até mesmo polêmicos as falas de alguns personagens. ainda mais se tratando da época no qual o livro foi publicado. intrigante e muito cru. O autor Os personagens de March são bem caracterizados

Nos dias de hoje, Menina má talvez não seja tão assustador e polêmico como foi na época em que foi lançado. Com tantos programas policiais falando sobre serial killers e psicopatas, o nível de incredulidade que possamos ter sobre crianças sendo más, cometendo crimes e atrocidades seja um pouco diferente das pessoas que viviam na época da publicação do livro.

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O livro tem um projeto gráfico interessante bem característico da Darkside Books. Tem a predominância do amarelo e do rosa na composição das cores da capa. Quando eu pegava o livro dentro da bolsa para ler no transporte público, ele meio que se destacava. Era estranho e sentia que as pessoas ficavam curiosas em saber sobre o livro.

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O final era esperado, mas foi um pouco diferente do que eu imaginei ao longo da minha leitura. Um dado muito interessante e que norteia a escrita e a talvez o objetivo do autor, é sobre o nome do título original da obra. Originalmente, o livro se chama The bad seed, que em uma tradução livre significa “a semente do mal”. Com isso em mente, conseguimos compreender um pouco a ideia que o autor quis dar para o seu livro e para o final escolhido: a maldade é algo que nascemos com ela ou ficamos maus conforme crescemos e vamos adquirindo com nossas experiências e vivências?

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Recomendo o livro para todos que estão com vontade de um romance intrigante e misterioso.

Menina Má (The Bad Seed)
Autor: William March | Tradutor: Simone Campos | Editora: Darkside Books | Páginas: 272 | ISBN:9788566636819 | SkoobGoodreads


Mil beijos e até mais!

Nós nos cabelos

12 de julho de 2016

Nós nos cabelos

Estou em um grande dilema cabelístico: vivendo sentimentos de amor e ódio pelas minhas madeixas.

Meu cabelo está com um comprimento que nunca esteve (ou pelo menos que eu me lembra) antes na história da minha vida. Até um tempo atrás estava amando isso, completamente in love por ele. Me achando a poderosa com o tamanho, me sentindo garota propaganda de shampoo, condicionador e creme para pentear.

Mas de uns 2 meses para cá começaram os problemas. De início eram os nós repentinos que apareciam na altura da nuca. Até aí tudo bem, achava que era os cachecóis ou os casacos com golas que se embolavam com os fios. Só que passaram a surgir a qualquer hora do dia e do nada.

Até tudo bem. Só ir ali e desembaraçar o cabelo e pronto.

Só que o problema do cabelo foi se agravando. A grande questão de ter cabelo grande é a quantidade de fios que vão se espalhando pela casa. O número de fios de cabelo espalhados pela casa é totalmente proporcional ao comprimento do seu cabelo.

E a coisa começa a ficar insuportável. Não consegue parar de encontrar fios por todo lado da casa. Não só no banheiro, mas também nas roupas que estão penduradas no sofá, dentro das bolsas e mochilas. Sério por todo o lado tem um fio de cabelo atrapalhando as energias da casa.

Além disso, tenho tido sérios problemas de cuidado com os cabelos. Não sou do time que fica horas em frente ao espelho remexendo de um lado para outro, secando, lavando, fazendo hidratação, finalizando e todas essas coisas legais que eu não tenho o jeito nem a paciência. Por favor, não me levem a mal. Não estou diminuindo ninguém que dedica um tempo para cuidar dos cabelos. Pelo contrário, acho o máximo e super invejo quem faz. Eu só não domino (ou não me esforço para dominar)

Mas não há só coisas ruins sobre estar com esse cabelão todo. Como disse lá em cima, nunca tive o cabelo nesse comprimento tão grande e me sinto a ~poderosona~ com as minhas madeixas esvoaçantes. É uma sensação legal, tipo sempre quis ter cabelo grande, jogá-lo para o lado e talz. Nunca tive cabelão assim, principalmente por ser portadora de psoríase e ter que fazer vários tratamentos que não permitiam deixar o cabelo muito grande, sem contar que o tamanho comprido também permite agravar os picos de crise da doença.

O que tem me motivado a correr no salão e gritar “Repica, repica” é o fato do cabelo está dando sinais de falta de vida. Por mais que eu cuide, faça hidratação caseira, passe óleos, shampoos revolucionários e todas as coisas que contribuem para o bem-estar e beleza dele (aja $$$), meu cabelo está ficando sem vida, quebrado e sinto que pontas duplas estão surgindo do além. Está ficando complicado ser linda de cabelo grande.

Tudo isso é para dizer que estou nessa indecisão: quero cortar, mas também não quero me desfazer dessas madeixas. E nesse embate tenho vivido as últimas semanas.

Parte o coração em me desfazer dos meus fios.  Por isso que estou demorando tanto no cabeleireiro e pedir para passar a tesoura. Por mais que eu odeie ver os fios enormes espalhados pela casa (por todo o canto, na verdade). Claro que se eu decidir cortar, vou doar o cabelo. Gente, não dá para se desfazer de um cabelo tão grande e desperdiçar fios por aí. Tanta gente precisando e tantas ONGs arrecadando mechas para fazer perucas para pessoas que estão com câncer que não dá para jogar meus fios tão cultivados no lixo, né?

Será que um novo corte, um novo cabelo, uma nova Karin, não é tudo que está faltando? Ou que ainda há chances para as minhas longas madeixas que só precisam de “corta só as pontinhas!” Acho que depois desse texto eu tenha feito a minha escolha!

Nas próximas semanas vocês saberão qual foi a minha decisão: ame-a ou deixe-a

Como sempre diz a minha mãe: “Cabelo cresce, filha”. É algo a se pensar


Mil beijos e até mais!