50 perguntas #37 | Ser milionária e trabalhar?

24 de setembro de 2017

50 perguntas #37

50 perguntas #37: Se você ganhasse um milhão de reais, você sairia do seu trabalho?

Com certeza, sim! Eu gosto muito do meu trabalho, do que faço todos os dias e que paga o meu salário certinho todo mês. Mas com um milhão de reais, eu investiria o dinheiro e faria um planejamento para ficar vivendo só de renda.

Depois de ganhar esse dinheiro e parar de trabalhar, eu sentiria falta de fazer alguma atividade para manter a mente ocupada. Talvez manteria o blog e colocaria mais resenhas dos livros que estaria lendo por aqui. Sei lá, algo tipo.

Ahhh e viajaria, viajaria muito. Organizando tudo certinho dá para fazer bastante coisa com um milhão de reais. Mas com certeza, largaria o meu emprego.


Mil beijos e até mais!

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Lola e o garoto da casa ao lado, de Stephanie Perkins

23 de setembro de 2017

Lola e o garoto da casa ao lado, Stephanie Perkins

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.
Fonte da sinopse Editora Novo Conceito

Lola e o garoto da casa ao lado

Para quem apaixonou-se pela escrita da Stephanie Perkins em “Anna e o beijo Francês” a boa notícia é que “Lola e o Garoto da casa ao lado” é um livro que dá “sequência” a uma história deliciosa. Aqui conheceremos a história de um outro casal, o plot se desenvolve em São Francisco na Califórnia e não mais na França, porém personagens que conhecemos no primeiro livro aparecem aqui, esse crossover entre os personagens dos livros é algo muito fofo de se ler durante as páginas.

Lola é uma garota cheia de personalidade, filha adotiva de um casal gay (pais digam se de passagem maravilhosos) Lola tem um visual em constante mudança, bem doidinho mesmo além de namorar um cara mais velho cujo seus pais não gostam muito.

A vida é curta demais para sermos a mesma pessoa todos os dias

Lola leva uma vida tranquila, com planos para o futuro e apesar de seus pais não aprovarem muito seu namorado ( porque ele é mais velho) ela acredita que tirou a sorte grande, seus figurinos/looks do dia são sempre irreverentes, só tem uma coisa que preocupa Lola, sempre que as pessoas que moram na casa ao lado se mudam Lola fica tensa até descobrir quem serão os novos vizinhos; as coisas só ficam tranquilas quando ela certifica se que não são os gêmeos Bell que estarão morando novamente ao seu lado.

Mas eles não se lembram do que é ser jovem e estar apaixonada. É claro que posso me precipitar nessas coisas. Quando se trata de alguém como Max, eu seria estúpida se não me jogasse de cabeça. Minha melhor amiga acha engraçado que meus pais sejam tão rígidos. Afinal de contas, um casal gay não deveria se compadecer com a tentação oferecida por um namorado sexy e um tantinho perigoso?
Isso está tão longe da verdade que chega a doer.

É claro que nem o destino e nem Stephanie Perkins deixariam essa vida correr sem maiores emoções não é mesmo? Os Gêmeos Bell voltaram a morar ao lado de Lola, eles já foram os melhores amigos dela, porém agora a relação entre eles está bem balançada; Calliope, é uma atleta olímpica, patinadora artística com grandes chances de medalha nas olimpíadas e desde sempre tem toda a atenção da família; até mesmo Cricket seu irmão sempre dedicou se totalmente a ela (se ela estiver bem, tudo bem para ele também). Eles estão de volta e é mais especificamente a volta de Cricket que mexe com Lola (ele já feriu o coração dela uma vez) e agora ela está determinada que isso não aconteça novamente.

Ficamos em silêncio por vários minutos. Viro a cabeça e presto atenção à rua, à Lua, à rua. Sinto que ele presta em mim, nas estrelas, em mim. O vento é cortante. Quero entrar, mas tenho medo de perder sua companhia. Nossa amizade está novamente à beira da extinção. Não sei o que quero, mas sei que não quero perdê-lo.

Claro que sendo esse um livro Jovem adulto já podemos esperar certas situações, mas isso não faz com que elas sejam menos incríveis e dignas de suspiros; a construções dos personagens não param por aí, a mãe biológica de Lola que é irmã do pai/ Tio que a criou tem sérios problemas com álcool e a vida doida que decidiu levar, Lola ama os pais e adoraria que a mãe não trouxesse mais preocupação do que já causou (essa relação entre elas é incrivelmente rica, real) e que cresce muito durante o livro.

[…] talvez algumas pessoas pensem que vestir um figurino signifique que você está tentando esconder sua verdadeira identidade, mas eu penso que um figurino é mais verdadeiro que uma roupa normal jamais poderia ser. Ele realmente diz algo sobre a pessoa que o veste. Eu conhecia aquela Lola, pois ela expressava suas vontades, desejos e sonhos para toda a cidade ver. Para eu ver.

Por mais que Lola tente é impossível ignorar Cricket, Lola aceita que está confusa com seus sentimentos e que talvez o roqueiro maravilhoso que é seu namorado não seja suficiente, e para falar a verdade nem podemos culpar a ela, Cricket é realmente um fofo, um nerd (ele gosta de inventar coisas), mas mais que isso ele tem a mágica da Stephanie Perkins que cria personagens masculinos irresistíveis, fofo e direto ele não esconde o que sente.

Lola e o garoto da casa ao lado

Na faculdade Cricket começa a fazer questão de voltar para casa nos fins de semana para ficar perto de Lola, acompanhar essa aventura nos deixa com u sorriso fácil no rosto e o coração quentinho! Anna e St. Clair (para quem leu Anna e o Beijo francês estão de volta minha gente) eles são amigos de Lola e no final também amigos de Cricket.

Com uma escrita fácil e apaixonante ouso dizer que mesmo amando o primeiro livro esse sem dúvida é meu favorito, seja para ler numa única tarde ou apreciar em doses pequenininhas essa história está na prateleira dos meus livros amorzinhos e por mais que o livro siga algumas receitinhas (de construção literária) o final ainda pode trazer boas surpresas. Para completar tudo isso ainda ganhamos um terceiro e último livro que contará a história de um outro casal (que muito provavelmente também fez parte desse grupo de pessoas) , mas isso já é assunto para uma outra resenha, espero que se apaixonem tanto quanto eu, até a próxima.

Lola e o garoto da casa ao lado
Autora: Stephanie Perkins | Editora: Novo Conceito
Páginas: 288 | ISBN: 978858163053
Skoob| Goodreads
Para ler: Amazon | Saraiva

Ósculos e Amplexos, Karina.

50 perguntas #36 | Bem X Mal

17 de setembro de 2017

50 perguntas #36

50 perguntas #36: É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mal?

Ahhhh, acho que não! Tem tanto lobo em pele de cordeirinho por aí, meu povo! Que fica difícil separar o joio do trigo (cheia dos ditos populares, hahahah)

Tem gente que tem um dom, sabe. Consegue distinguir essas coisas facilmente. Sabe o que é bom ou mal na hora que bate o olho. Seja pessoa, coisa ou situação. É o famoso, “meu santo não bate!” Tenho amigos assim e até acho que eles podem se enganar, mas estão corretos quase 100% das vezes.

Eu sou muito ingênua com essas coisas e já me dei mal várias vezes. Já dei crédito para quem não deveria e no final, ainda saí como errada. Eu acredito muito nas pessoas, que elas não serão ruins, dou credibilidade para que ela mostre suas virtudes, mas na verdade, elas não mereciam nem metade da minha atenção.

Enquanto isso vou seguindo. Aprendi a minha lição e hoje tenho ficado com um pé bem atrás para não me encrencar novamente: seja com pessoas ou com coisas em minha vida.


Mil beijos e até mais!

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Anna e o beijo Francês, de Stephanie Perkins

15 de setembro de 2017

Anna e o beijo Francês, Stephanie Perkins

Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris. Porém, seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, sua fiel melhor amiga e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito, que além de muitas qualidades, tem uma namorada…
Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer? Fonte Editora Novo Conceito

Anna e o beijo Francês

Quando Anna é mandada pelo Pai (um autor famoso nos estados unidos) para um internato na França, para passar seu último ano do colégio em uma escola para Americanos em Paris ela não imagina o quanto sua vida iria mudar. Além de não falar nada de francês Anna não queria deixar seu irmão, seus amigos e nem sua mãe, (Anna é filha de pais separados) com todo o mau humor possível ela tinha certeza que esse ano fora do país era um tipo de castigo que seu pai estava impondo.

“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Améline e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, MAria Antonieta e vários reis chamados Louis.Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha.”

Ao chegar em Paris na School of American, Anna precisa ultrapassar a barreira linguística e tudo parece ser mais assustador quando você é a garota nova, fazer novos amigos pode ser mais desafiador do que parece, porem ela conhece Meredith (que mora no quarto ao lado do alojamento de Anna) Mer é a primeira pessoa com que Anna faz contato e logo é apresentada para Josh, Rashimi e St.Clair (Étiene St. Clair), que é um garoto americano, de sotaque britânico pelo qual Anna vai se apaixonar quase instantaneamente (provavelmente seu próximo crush literário também); o único problema é que St. Clair tem uma namorada.

O garoto lindo sorri. Seus dentes são adoráveis…
– Étienne – ele diz – Eu moro no andar de cima. Eh-t-yen pronuncia meu nome assim: Ah-na.meu coração pulsa, pulsa, pulsa no meu peito.

Apesar de se sentir quase sempre muito deslocada, por ser a garota nova que quase não fala francês, Anna não está imune aos encantos de Paris, nem de St. Clair, tirando obviamente todo charme de Paris (porque infelizmente meu pai não me mandou pra um internato na França) a escrita da autora é tão envolvente que é quase impossível não se apegar aos personagens e suspirar com as paisagens descritas; com problemas que quase todos adolescentes já enfrentaram em algum momento Anna, se apaixona, faz novos amigos, estremece laço com antigos.

É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?

Crescer não é fácil, mas sem dúvida vale muito a pena quando se chega ao final de um ciclo e esse livro é uma daqueles aquece o coração, Anna é viciada em cinema e se você gosta um pouquinho o livro é recheado de boas referências e indicações.

Entre maus entendidos, rompimentos, paixões dentro do círculo de amigos que nos diverte, ainda temos espaço para um problema de saúde da mãe de St.Clair (que nos assusta), um pai Intragável (coitado do garoto não merecia um pai daquele) e amigos que estão vivendo as mesma descobertas que você todos, a mistura desses clássicos do YA nos entrega no fim uma Anna mais confiante e um Étienne ainda mais charmoso se é que isso é possível e uma história de deixar o coração quentinho.

Anna e o beijo francês
Autora: Stephanie Perkins | Editora: Novo Conceito
Páginas: 288 | ISBN: 9788563219329
SkoobGoodreads
Para ler: Amazon | Saraiva

Osculos e Amplexos, Karina.