A outra Sra. Parrish, de Liv Constantine

12 de Maio de 2018

A outra Sra. Parrish

Vamos sair da zona de conforto literário? Vamos sair! Vamos descobrir que não é nem tanto assim fora da zona de conforto? Sim, claro! Vamos ficar intrigada com uma leitura envolvente e cheia de surpresas? Vamos! E foram esses os sentimentos que tive ao ler A outra Sra. Parrish, de Liv Constantine.

“Amber Patterson não aguenta mais. Está cansada de ser uma ninguém: uma mulher sem graça e invisível que não se destaca na multidão. Ela merece mais – uma vida de dinheiro e poder como a que Daphne Parrish, a deusa loira dos olhos azuis, tem e não valoriza.
Para todos na pequena cidade de Bishops Harbor em Connecticut, a socialite e filantropa Daphne e seu marido Jackson, o magnata do mercado imobiliário, são um casal que parece recém-saído de um conto de fadas. A inveja de Amber poderia consumi-la por dentro… Se ela não tivesse um plano.
Amber usa da compaixão de Daphne para se inserir na vida da família – o primeiro passo de um esquema meticuloso para destruí-la. Em pouco tempo, ela se torna a amiga mais próxima de Daphne, vai para a Europa com os Parrish e suas duas belas filhas, e se aproxima de Jackson. No entanto, um fantasma de seu passado pode destruir tudo que ela construiu e, se seu segredo for descoberto, seu plano perfeito pode ir por água abaixo.
Com reviravoltas chocantes e segredos tão profundos que te deixarão tentando adivinhá-los até o final da história, A outra sra. Parrish é um thriller repleto de emoções e completamente viciante, escrito por mãos diabolicamente imaginativas.”

 

A outra Sra. Parrish, de Liv Constantine foi um livro que chegou aqui pela parceria com a HarperCollins Brasil e fiquei bem intrigada com o título. Foi o que mais me atraiu! Para começar quero explicar que Liv Constantine, mas a junção de duas mentes irmãs que moram em estados americanos diferentes: Lynne e Valerie Constantine. Tem uma certa curiosidade em como uma história é criada quando são duas pessoas escrevendo: as decisões, as construções do enredo e dos personagens, quem fica com o que. Esse tipo de coisa, sabe?

Mas vamos falar sobre o livro!

Thrillers não aparecem com muita frequência por aqui, principalmente por achar que não é muito a minha pegada, apesar de eu ler um pouco de tudo. Juro que achava que não iria gostar da história, que seria uma coisa meio fora da minha zona de conforto. Mas gente, o que foi essa leitura. Sabe quando você se sente tão envolvida e querendo saber logo o que vai acontecer, mas precisa de todo o durante para entender os fatos? Então foi assim que me senti. Eu geralmente não conto as histórias dos livros, mas quando sei que a pessoa não vai ler aquele livro, eu vou contando tudo para ela. E foi o que fiz com o Eduardo, ia contando o livro na maior empolgação que depois até ele perguntou como terminava a história.

A outra Sra. Parrish é um livro que foi dividido em 3 partes. A primeira é contada através de um narrador-observador, mas ele só mostra a história na perspectiva da Amber, a nossa protagonista vilã. Nesse momento da leitura os sentimentos são bem estranhos porque você tem uma certa raivinha dela e não entende porque tem que ficar vendo toda a história a partir da sua visão. Eu não tenho muita paciência para esses tipo de personagens que querem arruinar a vida das pessoas simplesmente porque querem o lugar delas. Acho que é por isso que não tenho muita paciência para a novela. Sério, tive muita vontade de largar o livro por causa dela, mas a curiosidade humana, minha gente, é uma coisa. E foi por causa dela que continuei a leitura porque queria saber até onde ia tudo isso e qual seria o final. E também queria saber se a Amber ia se dar bem afinal das contas ou não.

A segunda parte do livro a gente sente a mudança de narrador. Dessa vez a história será contada através dos olhos da Daphne, porém como narrador-personagem e uma outra visão dos fatos. Não vou entrar em muitos detalhes porque é nesse ponto que a história começa a ficar extremamente envolvente. Eu não queria largar o livro de gente nenhum. A terceira parte já é a reta final e aí as coisas começam a caminhar para o desfecho.

O legal dessa história é que não ficaram pontas soltas. Tudo ficou muito bem amarradinho e  isso traz uma sensação boa na leitura, a sensação da coisa concluída. Vocês me entendem né! O livro é gostoso de se ler: o texto é fluído, sem linguagem complicada e deixa aquela coisinha na mente fazendo a gente pensar: como essa história vai acabar! a outra coisa que fiquei pensando depois de ler esse livro é: como as aparências enganam. Eu queria falar mais sobre isso, mas não teria como fazer isso sem dar um spoiler bem grande e arruinar a experiência da leitura. E isso não quero fazer para não arruinar a sua vontade de ler.

Depois da leitura de A outra Sra. Parrish eu fiquei muito tentada a ler mais livros nessa pegada. Há muito tempo não me sentia tão empolgada com uma leitura, do tipo de querer falar para todo mundo, debater a história e tal. Sei que no momento não será viável pular o meu cronograma literário, mas acho que logo logo deve aparecer um livro nessa pegada. Recomendo fortemente a história para quem curte muito leituras nessa pegada thriller e com reviravoltas de não querer largar o livro um só minuto.

A outra Sra. Parrish
Autor:
Liv Constantine Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 432 | ISBN: 9788595082847
Skoob | Goodreads
Para ler: Amazon


Mil beijos e até mais!

 

 

Morning pages, Sylvia Plath e a vontade de escrever diários

9 de Maio de 2018

escrever diários

Oi pessoas!

Nunca fui de escrever diários. Não tive esse incentivo na infância/adolescência ou me senti tentada a fazer. Até comecei um caderno há muitos anos atrás, mas que não durou muito tempo. Ainda tenho ele, tem algumas coisas escritas e até é meio engraçado e nostálgico ver as coisas que escrevi nele.

Então tenho lido o livro Os Diários da Sylvia Plath e é bem interessante ver como ela escreve um pouco de tudo em seus diários: tem acontecimentos, reflexões sobre a vida e o mundo, um pouco de cada coisa. É meio estranho ver a sua vida ali meio que revelada em páginas e páginas, palavras e mais palavras. Eu tenho curtido muito a leitura, mesmo ela estando um pouco arrastada.

Então algumas semanas atrás, conheci, através da Maki e da Loma, o Morning Pages. O Morning Pages consiste basicamente em escrever tudo o que está em sua mente em pelo menos 3 páginas de um caderno (o que dá mais ou menos umas 750 palavras). A Maki explica super bem em um post sobre o Morning Pages e confesso que depois que li fiquei mais tentada ainda em fazer.

 

Acontece que o morning pages fica quase inviável para mim que tenho uma rotina superapertada pela manhã. Eu acordo 5:30, enrolo uns 15 minutos de preguiça, levanto, me arrumo e tomo um café da manhã para sair de casa para o trabalho estourando umas 6:30. Lembrando que tudo isso dividindo a rotina (e os espaços) com o marido que vai sair junto comigo. É tudo cronometrado e ensaiado. Se alguma coisa está fora do script a gente se enrola e se atrasa. Não dá para acrescentar mais uma atividade nesse esquema. Talvez para mim seria melhor algo do tipo “Night pages” (indicação da própria Maki), mas ainda não estou certa se daria certo.

Eu gostaria de ter uma rotina mais slowdown pela manhã para poder me dedicar a algumas coisas que eu gostaria de fazer e que ao longo do dia fica um pouco complicado ou simplesmente perco a vontade de fazer. Sou uma pessoa bem matinal, eu acordo com pique maravilhoso. O sentimento é que conseguirei conquistar o mundo. Mas as horas vão passando, o tempo vai avançando e quando vai chegando a tardinha eu só quero descansar e fazer vários nadas.

A questão é que de manhã, estou no meu trabalho principal, aquele que me permite pagar as minhas contas e conseguir comprar os meus livros e planejar viagens. E como o meu momento de maior produtividade está ligado a ele, então acabo sem energia para todo o resto.

 

Mas quero voltar a questão dos diários. Mas precisamente em escrever diários. Apesar de estar escrevendo pequenos resumos do meu dia em meu bullet journal e às vezes escrever uns textos mais pessoais e autorais por aqui, ainda sim, sinto a necessidade de escrever coisas mais profundas e um tanto quanto particulares que não consigo falar nem mesmo para a amiga mais íntima que tenho. Na verdade, acredito que um diário poderia ajudar na angústia diária que sinto, e assim poder extravasar em forma de escrita esses sentimentos que às vezes fico pensando e remoendo por horas e dias. Sei lá, talvez seja uma maneira de desanuviar a mente e conseguir me libertar de algumas sensações que andam me atormentando.

Ainda não dei início a esse processo de escrever diários, porque tenho muito medo de ser mais uma coisa que quero muito fazer, mas não consigo dar continuidade, como acontece em muita coisa na minha vida. Isso é uma das coisas que me incomodam: os projetos iniciados e nunca terminados. Se vocês soubessem o quanto isso me angustia e me incomoda e me frustra (acho que alguns, sim). Eu já comecei a fazer tanta coisa e acabei largando pelos mais diversos motivos que hoje em dia fico descrente em mim mesma para começar qualquer novo projeto.

Eu queria escrever, escrever muito, mas para isso preciso dedicar um tempo que não sei realmente se tenho. Me sinto bem escrevendo. Adoro vir aqui e escrever e desabafar e expor um pouco de tudo que se passa aqui na minha cabeça. É catártico e me ajuda de alguma maneira, mas acho que o diário seria algo que eu pudesse escrever para mim, para expurgar sentimentos e aflições, que eu pudesse exteriorizar através das palavras a verdadeira Karin. Aquela nem mesmo eu sei que existe. Seria meio que terapêutico. Talvez um meio passo para um autodescobrimento que tanto necessito.

Vou amadurecer essa ideia toda de escrever um diário. Talvez seja só uma fase, talvez eu realmente precise disso. Talvez…


Mil beijos e até mais!

Feminismo em comum, da Marcia Tiburi

7 de Maio de 2018

feminismo em comum

Feminismo em comum foi um dos pequenos livros que mais demorei para ler na vida, com certeza. Não porque ele não rendeu, mas porque eu estava de férias.

Primeiro livro feminista escrito pela filósofa Marcia Tiburi, autora do sucesso Como conversar com um fascista. Lançamento do selo Rosa dos tempos.
Podemos definir o feminismo como o desejo por democracia radical voltada à luta por direitos de todas, todes e todos que padecem sob injustiças sistematicamente armadas pelo patriarcado. Nesse processo de subjugação, incluem-se todos os seres cujo corpo é medido por seu valor de uso – corpos para o trabalho, a procriação, o cuidado e a manutenção da vida e a produção do prazer alheio –, que também compõem a ampla esfera do trabalho na qual está em jogo o que se faz para o outro por necessidade de sobrevivência.
O que chamamos de patriarcado é um sistema profundamente enraizado na cultura e nas instituições, o qual o feminismo busca desconstruir. Ele tem por estrutura a crença em uma verdade absoluta, que sustenta a ideia de haver uma identidade natural, dois sexos considerados normais, a diferença entre os gêneros, a superioridade masculina, a inferioridade das mulheres e outros pensamentos que soam bem limitados, mas ainda são seguidos por muitos.
Com este livro, Marcia Tiburi nos convida a repensar essas estruturas e a levar o feminismo muito a sério, para além de modismos e discursos prontos. Espera-se que, ao criticar e repensar o movimento, com linguagem acessível tanto a iniciantes quanto aos mais entendidos do assunto, Feminismo em comum seja capaz de melhorar nosso modo de ver e de inventar a vida.

Feminismo em comum foi lançamento do inicio do ano do retorno do selo editorial Rosa dos Tempos. O livro tem como proposito informar sobre feminismo a pessoas que ainda não sabem muito bem do que se trata e também reforçar conceitos e ampliar o conhecimento para as pessoas que entendem sobre o que o Feminismo defende.

A crítica não é necessariamente  a destruição daquilo que se quer conhecer. Ela pode ser uma desmontagem organizada que permite a reconstrução do objeto anteriormente desmontado, (p. 10)

feminismo em comum

O livro aborda temas relevantes em capítulos curtos e diretos. O texto é fluído, coerente e nada pedante o que torna a leitura tranquila e nem um pouco cansativa. Eu li ele um pouco demorado demais, mas se eu tivesse dado a devida atenção ao material, provavelmente teria feito a leitura em apenas uma tarde.

Quem tenta destruir o feminismo é justamente quem tem medo do seu caráter transformador (p.44)

 

[…] o direito ao estudo é fundamental para qualquer pessoa e também para as mulheres. E que só esse direito pode nos livrar do sistema de violência física e simbólica que pesa sobre quem é marcado com mulher. (p.20-21)

O interessante de todo livro é que a Tiburi mostra que o Feminismo não é apenas a luta das mulheres por direitos iguais, mas também de todas as pessoas, independente do gênero, que querem uma sociedade mais igualitária, mais democrática, onde todos possam serem ouvidos e ouvir; que o feminismo é realmente para todas, todes e todos.

As mulheres representam uma imensa multidão de seres que não puderam se tornar quem eram, ou que desejavam ser, porque foram educadas para servir os homens. Para se tornarem seres que servem a outros seres sem esperar nada em troca. (p.79)

feminismo em comum

Apesar de ser um livro que tem (talvez) a intenção de informar o que é o Feminismo e o que ele de verdade defende, a leitura não é muito didática. A autora traz um bom embasamento teórico e a linguagem acaba puxando para o acadêmico, o que acaba talvez dificultando o entendimento de quem ainda é muito leigo no assunto. Para quem já tem uma certa noção sobre o Feminismo, o livro pode até trazer alguma novidade, mas tratará de assuntos já conhecidos para quem esta familiarizado com a questão.

Uma das maiores injustiças do patriarcado – ou a injustiça originária, aquela que se repete todo dia – é não tornar possível a presença das mulheres na história nem permitir que elas ocupem algum espaço de expressão na sociedade.

Feminismo em comum é um livro  não só para aqueles que querem entender realmente o que o Feminismo é, mas também para aqueles que lutam por uma sociedade igualitária na questão do gênero e de tantas outras causas

Feminismo em comum
Autor: 
Marcia Tiburi| Editora: Rosa dos Tempos
Páginas: 126 | ISBN: 9788501113511
SkoobGoodreads
Para ler: Amazon


Mil beijos e até mais!

Drops da Prateleira Abril 2018

4 de Maio de 2018

Drops da Prateleira Abril 2018

Abril acabou! Acabaram as férias também e já estamos rumando para a metade do ano. Desculpa não quero assustar vocês, mas é a mais pura verdade. Então vamos ao Drops da Prateleira Abril 2018 para contar tudo que aconteceu no mês passado nas bandas de cá da vida.

O mês de abril já começou bem com o Encontro de Livreiros da Arqueiro/Sextante e a oportunidade de conhecer as novidades para esse semestre da editora e reencontrar os amigos literário tudo.

Na segunda semana, entrei de férias do trabalho (apenas 18 dias) e fui ao RJ matar as saudades dos familiares. Foi um final de semana corrido, porém feliz. Voltamos para São Paulo com o coração quentinho. Nessa semana também teve a I Feira do Livro da UNESP e acabei comprando 3 livros por lá. Eles provavelmente irão aparecer no Book Haul de abril. Queria ter comprado mais, porém a falta de espaço da estante falou mais alto!

Em fevereiro, eu e Eduardo fizemos uma sessão de fotos com a linda da maravilhosa da Sharon Eve Smith. Era um sonho muito grande ser clicada por ela e quando propus isso para o Eduardo, ele topou na hora. Então nesse mês as fotos foram entregues e a gente ficou maravilhado com o resultado. Em breve eu vou fazer um post mostrando um pouquinho de como foi essa manhã de domingo de carnaval.

Foto feita pela Sharon Eve Smith

Na terceira semana, a gente aproveitou para botar a mão na massa e consertar alguns probleminhas do nosso apartamento. Então teve mini-reforminha que a gente mesmo que fez e o resultado ficou bacana. Até contei um pouquinho do que fizemos nesse post aqui. Agora rumo para colocar os armários e terminar de vez a mudança!

A última semana do mês, e consequentemente das férias, começou com show maravilindo do Radiohead que é a minha favorita. Foi o segundo show da banda que eu fui (contei sobre o primeiro show aqui) e vou fazer um post contando como foi essa segunda experiência. Nesse dia também foi aniversário do Eduardo e a gente saiu para comemorar! Depois do show e de toda a reforma, rolou o momento limpeza da bagunça e finalmente uns dias de descanso que finalizaram com filme no cinema (isto é um milagre!) para ver Os Vingadores: Guerra Infinita, e muita conversa, comida e companhia dos amigos.

Porque eu amei demais essa foto desfocada esperando o show começar!

ASSISTINDO: nada por aqui. Como o mês foi bem focado em algumas coisas que precisavam ser feitas, acabou que não rolou série nova por aqui. Só muito CSI (todos os 3), muito Law and Order SVU e quando estávamos de saco cheio de qualquer outra coisa, assistia Os Simpsons. Ou então ia dormir porque o cansaço batia forte! De filme, assisti finalmente O lar da Srtª Peregrine para crianças peculiares, e no cinema, Os Vingadores: Guerra Infinita, como já tinha dito antes.

OUVINDO: A mesma coisa do mês passado. Na verdade, ando escutando muita rádio (que eu amo!). Mas fiz post falando dos dois álbuns que escutei muito no mês de março.

LENDO: N-A-D-A. Juro para vocês! Depois de 3 meses com uma média de 7 livros mensais eu não consegui finalizar um livro se quer. E eu tinha planos de adiantar várias leituras, mas não rolou! Estava bem feliz com minha dinâmica de leitura esse mês, mas parece que perdi a força e dei uma diminuída no ritmo. Vocês podem conferir as resenhas de 2 livros lidos nos últimos tempos: Coragem e A Livraria

NAVEGANDO: desde o meu post de janeiro do Amorzices eu havia prometido que iria indicar mais blogs por aqui, principalmente os que acompanho. Então em todo Drops da Prateleira, eu vou indicar um blog que adoro ler e que merece ser mencionado por aqui para mais pessoas possam conhecer e seguir.

  • Nosso Relicário: o blog da Sté e do Allan é muito gostoso de ler! Eles falam sobre o seu cotidiano, sua casa e seus dois dogs muito amor! Estou sempre vendo as novidades também através do Instagram que é recheado de fotos inspiradoras e amorzinho!

Maio vai ser um mês loooongoooo! Mas acho já fico bem felizinha porque ele começou com um feriado e vai terminar com mais outro. E assim vamos seguindo com 2018 que ainda tem muito chão para frente!.