Comecei a malhar

14 de agosto de 2017

malhar

Ou um blog que anda em sintonia com a pauta do blog da Isadora. Ou, fiquei sem pauta mais uma vez. Ou, não queria responder tag de novo. Ou, se eu conseguir postar todo dia nesse mês, eu posso qualquer coisa na vida.

Eu devia nesse momento está na academia, mas decidi ficar no conforto e quentinho da minha casa para escrever esse post e manter o meu desafio para o BEDA (que ainda não falhei, mas está sendo bem louco).

Então minha gente, decidi fazer academia. Quem me acompanha ~nas redes~ (@kakaparedes , by the way), já viu que sim! Sabem como é né! A idade chega (quase 32), o metabolismo cai assustadoramente (#sds magreza), a disposição nunca aparece e o condicionamento físico de um idoso de 80 anos asmático. Sabem aqueles 2l de refri que você tomava e nada mudava na sua vida? Um dia a conta chega e ela está chegando para mim. Porque nessa vida minha gente, aqui se faz aqui se paga. A mesma coisa acontece com tudo aquilo que você não cuido da sua alimentação na juventude. Ela chega conforme vamos amadurecendo.

Cheguei em São Paulo com 24 anos e 46 kg. Eu sou pequena, caso estejam assustados ao saber do meu peso. Não sofro anorexia ou qualquer outro distúrbio alimentar. Era o meu peso mesmo, de alguém normal com vida ativa e possui a minha estatura e forma física. Nesses 8 anos vivendo em SP já cheguei a pesar 55 kg, algo um pouco fora para quem tem apenas 1,48m.. Então chega uma hora que você se olha no espelho (ou nos vídeos no Youtube) e começa a achar tudo muito estranho.

Não vou entrar nos pormenores sobre aparência, aceitação, corpo, saúde, porque tudo isso é tópico para outro post. O assunto que vim aqui falar pra vocês tudo é, academia. E um decidi malhar

Então eu comecei a malhar. Na verdade eu já comecei essa história de academia desde o ano passado, mas foi uma negação só. Tentei, juro que tentei (desculpa irmão), mas fazer academia é chato pacas. Principalmente (ou seria exclusivamente?), se você vai sozinha.

Então, depois de perguntar (e mandar algumas indiretas.) convenci o Eduardo a também ir. Porque não basta sofrer sozinho, tem que sofrer em dupla. Então desde início de julho, estamos malhando.

Eu tinha a falsa ideia que iria conseguir ir a academia 5x/6x por semana, que a disposição começaria a dar as caras e que nesse momento estaria começando a ver os resultado, ficando com a barriga negativa e as calças iam começar a entrar novamente. Como a gente se engana, não é mesmo?! Até dá para ver bem devagar quase parando uns musculuzinhos aparecendo por baixo da camada de gordura que ainda domina o meu corpo.

A verdade é que ainda não consegui manter uma boa frequência de exercícios e de visitas a academia. Porque a vida não me permite. Já falei que a rotina aqui na vida é puxada (e ainda querem que eu arranje filho). Eu acordo por volta das 5 da manhã, saio as 6, trabalho, volto as 4, cuido da janta e da casa (ou tento), resolvo as pendências da vida que sempre surgem e quando vou ver já é 11 da noite e nem tomei banho para dormir. Tenho tentado encaixar a academia nesse meio e quando vou lá parece que o mundo fica fora do prumo.

Sem contar os diferentes problemas que ocorrem que não deixam a gente ir para academia: o cansaço de um dia intenso no trabalho, a janta que demorou mais que o normal para ficar pronto, o frio de trincar ossos que está fazendo e que não deixa sair debaixo das cobertas, ou simplesmente a falta de saco mesmo para ficar lá fazendo repetições.

Academia é um troço engraçado e com certeza já teria abandonado se não tivesse o apoio moral do Eduardo. São 2h (mais ou menos) de pura alegria, tortura e pensamento positivo que ficarei com o corpo da Pugliese. O problema é a frustração. Eu sou pequena (já disse isso) e 90% das coisas no mundo são feitas de acordo com um padrão. Eu não sou o padrão. E na academia acontece a mesma coisa. Eu sou pequena para muitos aparelhos e fazer alguns exercícios é todo um esquema que ahhhhh nem sei. Isso porque nem contei sobre as dores nas primeiras semanas em partes do corpo que você nem imaginava existir e quando passa começa a surgir o tédio porque vc já está cansada de fazer aquele treino e não vê a hora de mudar e viver todo o ciclo de novo. Tem hora que quero sair correndo e vir para casa ficar no aconchego da minha cama.

Mas respiro fundo, 3x de 15, e continuo fazendo o treino.

De modo geral, tenho curtido muito. Os resultados visíveis ainda não apareceram, mas tenho sentido que algo diferente está acontecendo. Apesar da loucura toda, me sinto bem depois que faço o treino. Mesmo vencendo a vontade de comer um hambúrguer com muito queijo depois de correr 20 min. Às vezes o hambúrguer vence.


Mil beijos e até mais!

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2 comentários no blog
comentários pelo Facebook

  • Reply Adriana Moreira 15 de agosto de 2017 at 10:48

    Força, minha amiga!

    Estou lutando para conseguir entrar nessa rotina. Tem gente que gosta, eu detesto academia!!!! Deve ser isso que dificulta, fazer sem gostar do ambiente. Gosto de nadar, mas tenho problemas de alergia com o cloro da piscina, infelizmente! Torço para que você continue e possa atingir sua meta!
    Um abraço,
    Drica.

  • Reply Bruna 15 de agosto de 2017 at 11:00

    Meu, eu te entendo! Demaaaais, aff, eu já comecei tantas vezes, nunca passei de umas duas/três semanas seguidas no máximo. E cara, eu preciso me cuidar, mas o lance de ir sozinha acho que é o que mais atrapalha e também um paradoxo muito louco entre só gostar e conseguir me acostumar com a academia perto de casa, à qual eu sempre fui nas épocas em que tentei fazer isso funcionar e odiar mais da metade das pessoas que frequentam esse lugar, que é de bairro, tem muita gente conhecida e que conheceram muita coisa sobre minha vida. O ideal seria eu ignorar tudo isso e apenas ir, estou tentando me convencer disso. Beijos, amei teu blog!

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